Miguel Coelho volta a defender candidatura avulsa ao Senado

Mário Flávio - 08.07.2026 às 07:11h

A disputa pelas vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ganhou um novo ingrediente nos bastidores políticos. Após a reunião realizada em Brasília entre a gestora e os presidentes nacionais da federação União Progressista (UP), Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), deixou claro que não pretende abrir mão do projeto de disputar o Senado.

A sinalização da governadora aos dirigentes da federação de que mantém o compromisso de reservar uma das vagas da chapa para Miguel, ao lado do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), provocou novas movimentações dentro da aliança governista. Nos bastidores, o PP não abre mão da candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte, cenário que poderia levar à existência de três postulantes ao Senado no mesmo campo político.

Sem demonstrar preocupação com essa hipótese, Miguel afirmou que aceita entrar na disputa “de forma avulsa ou como for”, reforçando que está disposto a enfrentar qualquer configuração que venha a ser construída. O ex-prefeito também questionou a resistência de setores do Progressistas, lembrando que o estatuto da federação não concede poder de veto a nenhuma das legendas.

“Eu defendi isso lá atrás, que os dois fossem os senadores da chapa dela, mas o PP não quis. Agora, se o PP fez uma reavaliação e quer lançar o Eduardo, vamos embora; de forma avulsa ou como for, topo qualquer jogo”, assumiu o pré-candidato.

Ao mesmo tempo em que reafirma sua disposição para disputar a eleição, Miguel evita confrontar diretamente a governadora e atribui a ela a responsabilidade pela condução das negociações. A postura preserva a relação política com Raquel Lyra, mas evidencia que a definição das duas vagas ao Senado permanece como um dos principais desafios da montagem da chapa governista para 2026.