Operação da PF mira pessoas ligadas a Sóstenes Cavalcante por suspeita de desvio de cota parlamentar

Mário Flávio - 01.07.2026 às 10:08h

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), mais uma fase da Operação Galho Fraco para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. A ação teve como alvo pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados. Nesta etapa, o parlamentar não foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que agentes públicos, particulares e empresas teriam atuado para desviar recursos públicos destinados ao exercício da atividade parlamentar, utilizando contratos simulados e empresas de fachada. Os investigados podem responder por crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Após a operação, Sóstenes Cavalcante afirmou que não foi alvo das medidas desta fase da investigação e voltou a negar qualquer irregularidade. O deputado sustenta que é vítima de perseguição política e afirma não ter “nada a temer”, reiterando que todas as despesas de seu mandato foram realizadas dentro da legalidade. Até o momento, a defesa do parlamentar mantém esse posicionamento enquanto as investigações prosseguem.