O senador Jaques Wagner deve deixar a liderança do governo no Senado nos próximos dias, após ter sido citado na nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e aponta que a saída ainda não foi oficializada, mas já é tratada como provável por interlocutores do Palácio do Planalto e aliados do parlamentar.
Wagner, que é um dos principais articuladores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A operação investiga possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Segundo as informações divulgadas, Wagner deverá conversar com o presidente Lula antes de formalizar a decisão. Nos bastidores, a avaliação é de que o afastamento da liderança ajudaria a reduzir o desgaste político para o governo enquanto o senador concentra esforços em sua defesa.
O parlamentar nega qualquer irregularidade. Em entrevistas concedidas após a operação, Jaques Wagner afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, é “praticamente zero” e sustentou que não recebeu recursos da instituição financeira. Ele também declarou estar tranquilo em relação às investigações e disposto a colaborar com as autoridades.
Até o momento, não há denúncia apresentada nem condenação contra o senador. A investigação segue em andamento sob supervisão do STF.
