Pernambuco manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a classificação B+ na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag), indicador elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para medir a situação fiscal dos estados e municípios brasileiros. O resultado reafirma a solidez das contas públicas estaduais e a capacidade do governo de manter o equilíbrio fiscal mesmo diante do aumento das demandas por investimentos e serviços à população.
A governadora Raquel Lyra destacou que o desempenho é fruto de um trabalho contínuo de organização financeira e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
“Mais do que a manutenção de uma nota, o resultado reflete um esforço contínuo de planejamento, controle e gestão desenvolvido pelo Governo de Pernambuco. Desde 2023, nós arrumamos a casa, deixamos a conta do Estado no azul e esse desempenho alcançado é fruto da atuação coordenada das equipes responsáveis pelo acompanhamento fiscal. É uma transformação que chega como resultado e melhoria de vida para os pernambucanos”, afirmou a gestora.
A Capag é considerada um dos principais instrumentos de monitoramento da saúde fiscal dos entes federativos. A classificação é utilizada pelo Tesouro Nacional para analisar operações de crédito e está entre os critérios exigidos para a concessão de garantias da União em financiamentos contratados pelos estados.
A metodologia da STN leva em consideração três indicadores fiscais: endividamento, poupança corrente e liquidez. No quesito endividamento, que relaciona a dívida consolidada à Receita Corrente Líquida (RCL), Pernambuco alcançou nota máxima A. Em 2025, o percentual registrado foi de 41,22%, considerado confortável em relação à capacidade de arrecadação do Estado e que amplia a possibilidade de financiamento de investimentos estruturadores.
No indicador de poupança corrente, que mede a capacidade de geração de recursos para custeio da máquina pública e realização de investimentos, Pernambuco recebeu nota B. A média dos exercícios de 2023, 2024 e 2025 atingiu 93,12%, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Tesouro Nacional.
Já no indicador de liquidez, responsável por avaliar a capacidade de honrar compromissos de curto prazo com base na disponibilidade financeira existente, o Estado também obteve nota B. O índice apurado para 2025 foi de 0,39%, demonstrando condições adequadas para a gestão das obrigações financeiras correntes.
A manutenção da classificação B+ pelo terceiro ano consecutivo evidencia a continuidade de uma política de responsabilidade fiscal baseada em critérios técnicos, disciplina na administração dos recursos públicos e aperfeiçoamento permanente dos mecanismos de planejamento e controle.
Além de fortalecer a credibilidade institucional de Pernambuco, o resultado amplia a capacidade do Estado de acessar financiamentos em condições mais favoráveis, criando um ambiente propício para a realização de investimentos voltados ao desenvolvimento econômico e social.
Foto: Yacy Ribeiro/Secom
