Gilson Machado fala pela primeira vez após derrubada de cautelares e reforça apoio a Bolsonaro

Mário Flávio - 28.05.2026 às 23:36h

O ex-ministro do Turismo e da Cultura, Gilson Machado Neto (Podemos), falou publicamente pela primeira vez após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que revogou todas as medidas cautelares impostas contra ele no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura de Nena Cabral a deputado estadual, no município de Paulista.

Pré-candidato a deputado federal nas eleições deste ano, Gilson afirmou que viveu um período difícil durante o tempo em que esteve submetido às restrições judiciais. Entre as medidas revogadas estavam a obrigação de comparecimento quinzenal à Justiça, o cancelamento do passaporte, a proibição de deixar o país e a vedação de contato com outros investigados.

“A pior sensação que eu tive na vida foi essa de estar pagando por algo que eu não fiz. Essa minha sede de justiça ainda continua com a luta pela liberdade do meu amigo e irmão Jair Bolsonaro”, declarou.

Gilson Machado chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal em junho de 2025. A investigação apurava uma suposta tentativa de facilitar a emissão de um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a análise do caso, Alexandre de Moraes revogou a prisão e, posteriormente, retirou todas as restrições que ainda permaneciam em vigor.

O evento em Paulista também contou com a presença de Gilson Machado Filho, pré-candidato a deputado estadual. Ele destacou os impactos que o processo teve sobre a família e afirmou que as acusações não abalaram a reputação do pai.

“Foi quase um ano com a liberdade cerceada, tentando desmoralizar meu pai. Não conseguiram. Sabe por quê? Porque não se mexe com a índole de um homem de bem”, afirmou.

Com a decisão judicial, Gilson Machado recuperou plenamente seus direitos de locomoção, voltou a ter acesso ao passaporte e não possui mais restrições para viajar ao exterior ou manter contato com pessoas investigadas no mesmo processo. A medida também amplia sua liberdade para participar de agendas políticas em todo o país durante o período pré-eleitoral.