A Câmara dos Deputados realizou, na manhã desta quarta-feira (27), uma sessão relâmpago de apenas oito minutos para viabilizar a tramitação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A medida foi adotada para cumprir exigências regimentais e permitir que a proposta avance na comissão especial responsável pela análise do texto.
A sessão foi presidida pelo deputado Charles Fernandes e contou apenas com discursos, sem votações no plenário. O deputado Jorge Solla foi o único parlamentar a utilizar a tribuna, defendendo a redução da jornada de trabalho.
O parecer da PEC foi apresentado na última segunda-feira (25) pelo relator Leo Prates. No entanto, a análise acabou adiada após pedido de vista apresentado pela oposição, mecanismo que concede mais tempo para avaliação do texto pelos parlamentares.
Para cumprir o prazo regimental do pedido de vista, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões deliberativas na terça-feira (26) e nesta quarta-feira (27). Com isso, a expectativa da base governista é concluir a votação na comissão ainda hoje e encaminhar a matéria ao plenário da Câmara entre esta quarta e quinta-feira (28).
A PEC do fim da escala 6×1 propõe mudanças na jornada semanal de trabalho no Brasil. O texto em discussão prevê redução gradual da carga horária de 44 para 40 horas semanais, além de debates sobre modelos de escala como o 4×3. A proposta tem mobilizado parlamentares da base governista e da oposição, além de movimentos trabalhistas em todo o país.

