O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois na Casa Branca, em Washington.
Segundo Flávio, o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos e contou também com a presença do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo. O senador disse que o combate ao crime organizado foi um dos principais temas da conversa com Trump.
“Enquanto o Lula vai de joelhos implorando para o presidente Trump não considerar facções criminosas como terroristas, eu faço o contrário. E foi isso que eu pedi”, declarou Flávio durante entrevista coletiva após o encontro. Segundo ele, Trump respondeu que irá “avaliar” o pedido apresentado pela comitiva brasileira.
Além da pauta de segurança pública, Flávio Bolsonaro afirmou que também discutiu questões econômicas com o presidente norte-americano, como tarifas comerciais e a exploração de terras raras, minerais estratégicos utilizados na indústria tecnológica e militar.
O debate sobre classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas já vinha sendo discutido entre autoridades brasileiras e norte-americanas. Em 2025, o governo brasileiro rejeitou um pedido feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para enquadrar as facções nessa categoria, argumentando que a legislação brasileira define terrorismo de forma diferente das organizações criminosas comuns.
A reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump acontece em meio à movimentação da pré-campanha presidencial brasileira de 2026. Analistas políticos avaliam que a aproximação com Trump busca reforçar a imagem internacional do senador junto ao eleitorado conservador brasileiro.

