Marcelo Rossiter relança “Caruaru do Passado” em dueto histórico com Azulão e Azulinho

Mário Flávio - 19.05.2026 às 08:57h

As comemorações pelos 169 anos de Caruaru ganharam um presente especial para os admiradores do forró tradicional. A canção “Caruaru do Passado”, um dos maiores símbolos musicais da Capital do Agreste, ganhou uma nova versão na voz do cantor Marcelo Rossiter, com participações de Azulão e de seu filho, Azulinho.

Composta por José Pereira e eternizada em 1976 na interpretação de Azulão, a música retrata com nostalgia a Caruaru de décadas atrás e se consolidou ao longo do tempo como um verdadeiro hino informal da cidade. Agora, quase 50 anos depois, a obra recebe uma releitura que preserva a essência da versão original, mas com arranjos atualizados.

O projeto tem um significado especial por reunir novamente Azulão, aos 83 anos, em estúdio para interpretar a canção que marcou sua trajetória. Até então, o registro feito na década de 1970 era a única gravação oficial da música realizada pelo artista.

Natural do Recife e radicado em Caruaru, Marcelo Rossiter destacou a emoção de participar da homenagem. As gravações ocorreram em Monteiro, na Paraíba, ao lado do “Pequeno Gigante” e de Azulinho.

“Esse projeto representa um marco na minha carreira. Poder revisitar uma obra tão importante me faz sentir privilegiado”, afirmou Rossiter.

O cantor lembra que conheceu Caruaru ainda na infância, durante os festejos juninos, e hoje, como morador da cidade, acompanha de perto as transformações urbanas e culturais do município.

Com carreira iniciada nos programas de calouros da Rádio Difusora de Caruaru, Azulão construiu uma trajetória marcada por canções que retratam o cotidiano, a memória e a identidade do Agreste pernambucano. Em dezembro de 2019, ele foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Caruaru. Atualmente, há uma mobilização popular para que o artista também receba o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

A nova versão de “Caruaru do Passado” já está disponível nas principais plataformas digitais e chega como uma homenagem à história da cidade e a um de seus maiores intérpretes.