Eduardo da Fonte diz que Raquel não deve “fechar as portas” nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro

Mário Flávio - 18.05.2026 às 22:24h

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte, afirmou que a governadora Raquel Lyra deve manter uma relação institucional equilibrada com o Governo Federal e dialogar com todos os campos políticos, independentemente de quem esteja na Presidência da República. A declaração foi dada em entrevista ao Diario de Pernambuco nesta segunda-feira (18), em meio às articulações para a formação da chapa governista para as eleições de 2026.

Na entrevista, Eduardo destacou que a Federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, deverá adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, sem fechar portas para nomes como o senador Flávio Bolsonaro.

Disputa interna por vaga ao Senado

Ao comentar a construção de sua pré-candidatura, Eduardo da Fonte reconheceu que o processo gera ansiedade, mas ressaltou que a definição da chapa majoritária será fruto de diálogo entre os partidos aliados.

Segundo ele, a União Progressista reúne quadros competitivos e terá papel decisivo na composição da aliança que buscará a reeleição de Raquel Lyra.

“O entendimento é de que estaremos com a governadora Raquel Lyra, mas vamos precisar debater também quem serão os outros membros que farão parte da chapa majoritária”, afirmou.

Entre os nomes cotados para disputar o Senado na base governista estão o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Túlio Gadêlha.

Critérios para escolha da chapa

Para Eduardo da Fonte, a definição dos candidatos ao Senado deve considerar representatividade política, histórico de atuação, capacidade de articulação e força eleitoral.

“É um problema muito bom. Ruim seria se não houvesse ninguém postulando esses cargos”, avaliou.

O parlamentar disse ainda que a escolha deve resultar em uma chapa competitiva e com condições reais de vitória em outubro de 2026.

Relação com o Governo Federal

Na avaliação do deputado, Raquel Lyra tem conseguido manter uma relação produtiva com o Governo Federal, o que tem permitido a chegada de investimentos para Pernambuco.

“Pernambuco não aguenta mais ver governador brigando com presidente da República. Nós temos que trabalhar por Pernambuco”, afirmou.

Segundo Eduardo, a governadora deve preservar esse modelo de diálogo, independentemente de quem venha a vencer a eleição presidencial.

Neutralidade na eleição presidencial

Sobre a corrida ao Palácio do Planalto, Eduardo defendeu que a Federação União Progressista mantenha posição neutra, permitindo que cada estado tome a decisão política mais conveniente.

Ele argumentou que a federação, hoje a maior do Congresso Nacional em número de parlamentares, precisa garantir liberdade para suas lideranças regionais.

Avaliação do cenário estadual

Ao comentar as pesquisas eleitorais mais recentes, Eduardo atribuiu a recuperação de Raquel Lyra ao conjunto de ações do governo em áreas como segurança pública, saúde e infraestrutura.

Ele citou como exemplos a ampliação do efetivo da Polícia Militar, as obras no Hospital da Restauração e os investimentos em rodovias estaduais.

Principais vitrines do governo

Entre as marcas da gestão, Eduardo destacou o programa dos chamados “Laranjinhas”, vinculado ao reforço da segurança pública, além de grandes obras de infraestrutura, como o Arco Metropolitano.

Segundo ele, as entregas do governo têm contribuído para melhorar a percepção da população e fortalecer politicamente a governadora no cenário pré-eleitoral de 2026.