O deputado federal Mendonça Filho afirmou nesta quarta-feira (13) que o Governo Federal precisa apresentar medidas de compensação para proteger o Polo de Confecções do Agreste após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar a chamada “taxa das blusinhas”, que incidia sobre compras internacionais de pequeno valor.
Presidente da Frente Parlamentar de Ambiente de Negócios, Mendonça criticou a decisão e argumentou que a redução da tributação sobre produtos importados, sem a adoção de medidas para aliviar a carga tributária das empresas brasileiras, pode comprometer a competitividade do setor têxtil e do varejo nacional.
“Zerar a taxa das blusinhas, sem reduzir impostos para as confecções e o varejo nacional, apenas para atender interesse eleitoral, é punir quem produz, emprega e paga impostos no Brasil”, declarou o parlamentar.
Segundo Mendonça Filho, o impacto será especialmente sentido no Polo de Confecções do Agreste, que abrange cidades como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. De acordo com o deputado, mais de 90% das empresas da região são micro e pequenas empresas, consideradas mais vulneráveis à concorrência com produtos importados.
“O setor sustenta milhares de famílias e movimenta a economia de dezenas de cidades do Agreste. Não podemos assistir ao desmonte de um segmento tão importante sem cobrar medidas efetivas do Governo”, afirmou.
O parlamentar destacou que o Polo de Confecções reúne mais de 6 mil indústrias apenas nos três principais municípios e responde por mais de 32 mil empregos formais ligados à cadeia da moda e da confecção.
Mendonça Filho reconheceu que o consumidor tem o direito de buscar produtos com preços mais baixos, mas defendeu que o Governo Federal adote políticas que garantam condições justas de concorrência para a indústria nacional.
“Quem vai defender as fábricas e as lojas que geram renda nessas cidades, pagam impostos e sustentam famílias? Quem vai proteger os pequenos e médios comerciantes da concorrência desleal? O Governo Lula tem que apresentar uma solução para o problema”, declarou.
Na avaliação do deputado, a cobrança sobre importações havia sido criada com objetivo arrecadatório e sua extinção, em ano eleitoral, teria motivação política. Mendonça também defendeu uma mobilização da bancada pernambucana no Congresso Nacional em defesa da produção local e da manutenção dos empregos no Agreste.
