A defesa do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, e do vice-prefeito Daniel Valadares afirmou ter recebido “com absoluta serenidade” a decisão de primeira instância que determinou a cassação dos mandatos dos gestores. A sentença foi proferida pela 66ª Zona Eleitoral e apontou abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.
Em nota, o advogado Walber Agra, responsável pela defesa da Frente Popular no município, contestou os fundamentos da decisão judicial. Segundo ele, não há elementos suficientes nos autos que justifiquem a cassação. “Temos a certeza de que as provas dos autos não justificam a decisão pela cassação”, declarou.
A defesa também ressaltou que as contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, com trânsito em julgado. “As contas da campanha foram plenamente aprovadas, inclusive com trânsito julgado”, destacou o advogado, reforçando a regularidade do processo eleitoral sob o ponto de vista contábil.
Ainda de acordo com a defesa, será apresentado recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, com expectativa de reversão da decisão. “Temos plena convicção que essa decisão de primeira instância será reformada pelo Tribunal Regional Eleitoral, restabelecendo a vontade popular, expressa nas urnas”, afirmou Walber Agra.
Enquanto o recurso não é julgado, Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares permanecem no exercício dos cargos.

