42 anos depois: Zé, João e Tony não vão disputar eleição majoritária em Caruaru

Mário Flávio - 17.09.2020 às 08:00h

Com a decisão dos deputados estaduais Zé Queiroz (PDT) e Tony Gel (MDB) encerra-se o fim de um ciclo majoritário na política de Caruaru. Desde o ano de 1978, quando Zé disputou a primeira eleição para prefeito, sempre o pleito conta com algum nome dos três na disputa.

Naquela ocasião, Queiroz foi derrotado por Drayton Nejaim. Em 1982, Zé volta a disputar, perde nos votos para Adolfo José, mas é eleito devido as regras da eleição naquele ano. Cada lado apresentava os candidatos e nas somas de todos, os votos eram computados, com isso, o lado de Zé soma mais que o de Adolfo e ele era eleito.

Devido a uma mudança no calendário, Zé teve seis anos de mandato e governou Caruaru até 1988. Nesse ano, Zé apoia João Lyra Neto e ele trava um duelo com Tony Gel. Por apenas 78 votos, João vence Tony. No ano de 1992, Zé volta a disputar e sem adversários de peso, ele vai governar Caruaru por mais quatro anos.

Durante a gestão de Zé houve o rompimento com os Lyra e em 1996 disputam a eleição Tony Gel, João Lyra e Adolfo José, apoiado pelo então prefeito Zé Queiroz. João Lyra vence o pleito. Em 2000, com a oposição fragilizada, Tony vence Jorge Gomes e chega pela primeira vez ao Palácio Jaime Nejaim.

Tony é reeleito em 2004, após vencer João Lyra por 783 votos de diferença. Em 2008, Zé organiza uma ampla frente de partidos e vence Ivânia Porto, apoiada por Tony Gel.

Em 2012, a campanha começa e Miriam Lacerda tem 12 pontos na frente de Zé Queiroz. Com o apoio de Eduardo Campos e Lula, ele arranca e acaba vencendo a eleição. Em 2016, na primeira eleição de segundo turno em Caruaru, Raquel Lyra vence Tony Gel e chega pela primeira vez à prefeitura.

O dia 16 de setembro de 2020 entra para a história como a data na qual termina um ciclo de 42 anos na política local.