Vice-governador despede-se do Conselho Nacional de Educação

Raul aproveitou a festa para anunciar emenda de R$ 200 mil caption]

O vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, despediu-se nesta quinta-feira (16) do Conselho Nacional de Educação por não ter conseguido conciliar essa função com a de secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente regional do PMDB.

A decisão foi comunicada por ele ao ministro da Educação, Mendonça Filho, que o nomeara para o cargo. O ministro assistiu hoje (16) à sanção pelo presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, da sanção da nova Lei do Ensino Médio.

Na ocasião, o presidente Temer declarou que “este é um governo de reformas, um governo de ousadias, porém, ousadias responsáveis e necessárias para que o país possa prosperar”.

“A reforma no ensino médio é apenas uma das que estamos querendo aprovar. A educação é fundamental e é por isso que, no próximo orçamento, teremos mais R$ 10 bilhões para o setor”, disse o presidente.

A Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016, agora transformada em lei, foi aprovada na semana passada, pelo Senado, por 43 votos a favor, 13 contra e nenhuma abstenção.

Entre as principais mudanças estão a flexibilização curricular, a ampliação da carga horária e a formação técnica na grade do ensino médio, além da indução da escola em tempo integral.

“Esta é a maior mudança estrutural na educação básica do Brasil em décadas e mostra a sintonia do nosso governo com os projetos de futuro dos jovens do país. O novo ensino médio vai proporcionar mais protagonismo para o jovem e mais oportunidades para ele do ponto de vista profissional e educacional”, declarou Mendonça Filho.

Com o novo ensino médio, a carga horária subirá de 800 para 1,4 mil horas anuais. As escolas devem fazer essa ampliação de forma gradual, em um prazo de cinco anos. O texto aprovado permite ainda que as redes autorizem profissionais com notório saber a ministrar aulas exclusivamente em disciplinas dos cursos técnicos e profissionalizantes.

A reforma prevê a obrigatoriedade das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática ao longo dos três anos. Além disso, a língua inglesa, não obrigatória, passará a ser a partir do sexto ano do ensino fundamental. No ensino médio, as redes poderão oferecer outras línguas estrangeiras, com preferência para o espanhol.

Em 2015, o ensino médio não alcançou a meta estipulada, de 4,3 pontos no Ideb. O indicador se mantém estável desde 2011, na casa dos 3,7. Além disso, as taxas de abandono na escola são elevadas e o desempenho dos estudantes está cada vez mais em declínio.

Jornalista e blogueiro.