Em Caruaru, audiência destaca respostas insuficientes sobre gastos em educação no relatório da CGU

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A audiência pública convocada pelos Conselhos Municipais de Educação, Alimentação e Confundeb ,direcionada às falhas em aplicação de recursos apontadas pela Controladoria-Geral da União, relacionadas em relatório de 2011 sobre gastos com Educação em Caruaru, serviu para reforçar a justificativa de professores da rede municipal de que, embora a prefeitura tenha apresentado justificativas para falhas apontadas, há questões que continuam a indicar falhas de gestão administrativa. A audiência foi realizada na Casa de Cultura José Condé.

Palestrantes do evento, o analista político Mário Benning elencou uma série de pontos relacionados a convênios com o Ministério da Educação até 2011, as quais em parte receberam respostas, mas também deixaram falta de respostas ou justificativas inconclusivas, vide o exemplo destacado pelo analista sobre o programa Cidade Conectada, implantado ainda no governo do prefeito Zé Queiroz de 2007 a 2012.

“Os recursos do Fundeb devem ser utilizados especificamente no ambiente escolar. Por exemplo, no caso do Cidade Conectada,  não se pode utilizar recursos do Fundeb e utilizar para o programa, pois deveria haver uma rede exclusiva só para acesso a internet nas escolas. Então pegou-se uma área, entregou-se para uma pasta que não tem relação, que foi a de Ciência e Tecnologia, foi elaborado um projeto para a cidade como um todo. Nada contra o projeto, mas não se poderia se utilizar recursos federais para financiar o projeto Cidade Conectada. Esse foi o primeiro erro. O segundo erro é que a CGU cita que pagou-se por serviços que não foram executados e foi detectada ainda duplicidade de pagamentos. A justificativa da prefeitura é de que as escolas também utilizariam esse programa, mas a CGU rebateu que se esse uso fosse somente para as escolas, haveria justificativa, a controladoria disse de forma fundamentada que houve desvio de finalidade e não aceitou a resposta da prefeitura”, defendeu o analista.

Além disso, o analista apontado apontou o que considera outro ponto de omissão de respostas por parte da prefeitura. “Há casos em que a prefeitura não se manifesta. Por exemplo, 60% do Fundeb deve ser para profissionais de dentro das escolas. Mas, a prefeitura pagou uma grande quantidade de pessoas, em quase R$ milhões que não fazem parte da Educação. Não houve justificação para isso, apenas a afirmação de que isso seria sanado. E há ainda outro ponto destacado pela CGU, de que professores contratados ganham menos do que o piso, a prefeitura não se defendeu, nem apresenta justificativas concretas”, completou.

Mas na contraparte desses argumentos sobre o relatório da CGU de 2011, o próprio prefeito Zé Queiroz já havia reiterado que as informações estariam caducas, por se tratar de uma análise feita em 2011. Contudo, Benning usou o exemplo de uma das duas recentes CPIs aprovadas na Câmara Municipal. “Se essas informações estivessem caducas, a base do governo não utilizaria o relatório para atingir Tony Gel ao aprovar a CPI referente a um dos tópicos apontados no relatório, sobre a construção de casas populares. É algo bem prático. Além disso, os membros do Conselho do Fundeb apontam que os erros apontados permanecem em relação às verbas para educação e, ainda, que não encontram condições de realizar fiscalizações”, concluiu.

O secretário municipal de Educação, Welson Costa, esteve na audiência e seu discurso, na verdade, foi uma mistura de mea culpa com a afirmação de que está se empenhando para que falhas de gestão seja sanadas atualmente, apesar de indicar amarras burocráticas. “Para mim é uma situação delicada, pois estou representando o governo mas jamais me passou pela cabeça ficar de olhos vendados e achar que estava tudo maravilha. Eu disse recentemente em uma conversa particular que essa situação parece com “carro velho, em que se quebra uma peça, coloca uma peca nova e aparece algo novo para consertar”. Mas, esse papel dos conselhos aqui é fundamental. Agora que estou no governo vejo que há uma série de amarras para conseguir avanços. Contudo, essa imobilidade espero que seja passageira e eu busco fazer as coisas ao meu tempo. O relatório da CGU é algo que nos denuncia mas nessas denúncias, o relatório não tem poder conclusivo, a controladoria esperou do governo respostas, mas os encaminhamentos devem vir de outras esferas”, reconheceu.

Além dos problemas relacionados ao manuseio de recursos vindos do Fundeb, os membros dos Conselhos presentes na audiência também deram foco ao acompanhamento da merenda escolar no município. “Nós temos indícios de que a merenda escolar hoje continua sendo insuficiente para a alimentação dos alunos. Na verdade, acreditamos que as discrepâncias na distribuição da merenda apontadas no relatório continuam atuais, infelizmente”, explicou a presidente da Comissão de Alimentação escolar, Rosineide Santos. Na verdade, a ideia dos representantes da comissão é essa audiência mobilize a categoria dos professores para cobrar fiscalização e transparência nos recursos geridos pela Secretaria de Educação.

Em audiência, autoridades defendem capacitação de porte de armas para guarda municipal em Caruaru

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Na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Caruaru na manhã desta quarta-feira (02) sobre porte de armas para guardas municipais, o foco de discussões girou em torno da Lei Federal 10.826, que dispõe do registro e uso de armas pela categoria durante o serviço, em municípios com mais de 50 mil e menos de 500 mil habitantes. No entanto, para isso devem ser levadas em conta algumas restrições para capacitação e monitoramento. Ainda assim, o tom geral do encontro foi em defesa do armamento.

No contexto

Conheça a Lei do Estatuto do Desarmamento, número 10.826

Conheça o Decreto do Controle de Armas de Fogo, núero 5.123

“Não é porque o guarda vai portar arma que vai sair atirando por aí. É necessária, sim, a capacitação e é isso que estamos discutindo nessa audiência pública”, destacou o presidente do Legislativo, Leonardo Chaves (PSD). Já o autor do requerimento que convocou a audiência, Gilberto de Dora (PSB), ressaltou que será encaminhado requerimento para se desenvolva um projeto de Lei do Executivo Municipal para garantir o porte.  “O próximo passo será encaminhar à prefeitura e demais autoridades para que se implante o porte de arma, de acordo com a Lei Federal”, explicou.

Já o integrante da Guarda Municipal Metropolitana de São Paulo, Maurício Naval, o porte de arma influenciaria na atuação dos agentes para reprimir a violência. “O armamento é, inclusive, apenas um detalhe. O país não tem segurança e as guardas municipais, segundo estatísticas que apresentei no meu último livro editado, são a melhor ferramenta para suprir essa necessidade de segurança pública. Nesse sentido, o porte é um detalhe. Na prática, através de uma compilação que realizei em estudo de pós-graduação. em 18 cidades onde já há guardas municipais, como Campinas e Barueri, os guardas atuam em segurança pública e diminuíram a violência em 74%. Quanto à capacitação necessária para os profissionais, é preciso desmitificar essa questão de que o guarda ou policial precise ser preparado em instituição policial. Não é isso que diz a lei, e sim que os agentes de segurança pública deverão ser capacitados por um instrutor de armamento e tiro, credenciado pela polícia federal”, analisou Maurício, que ministrou palestra sobre o tema durante a audiência.

Ainda assim, segundo o presidente da Destra, Coronel José Carlos, reforçou que esse assunto requer um planejamento de discussão a longo prazo. “Os guardas municipais trabalham no apoio à segurança pública, e na verdade eles sentem a necessidade se estar armados. Vamos entrar num debate mais amplo. Até porque nosso plano, conforme o Ministério da Justiça sobre o programa de combate ao crack, nós colocamos a necessidade de aquisição de armas de menor potencial ofensivo – a pistola taser, que seria um equipamento necessário e adequado para os guardas nesse primeiro momento. Hoje temos apenas 13 estados, com suas capitais, onde há guardas municipais armadas. Até mesmo Recife, a guarda não está armado. É preciso um consenso, através de um debate com a população e  apresentação de projeto, que contemple, capacitação e preparo psicológico”, explicou.

Vale ressaltar que a Lei Federal 10. 826 estabelece que os integrantes das guardas municipais dos municípios com mais de 50 mil e menos de 500 mil habitantes, especificamente quando em serviço, podem instituir o porte. Mas, o Decreto 5.123, do governo federal, estabelece uma série de restrições e monitoramentos para que o município possa estabelecer convênio com o Ministério da Justiça, através da Polícia Federal, a fim de conceder o porte de arma de fogo. Por exemplo, o decreto especifica que o porte ficaria autorizado desde que comprovada a realização de treinamento técnico de, no mínimo, sessenta horas para armas de repetição e cem horas para arma semi-automática.

Nesse contexto, segundo o advogado Clóvis Santos, representante do vereador Jadiel Nascimento (PRTB) na audiência, é preciso levar em conta todas as restrições. “É necessário ter cuidado para que essa discussão não se torne uma unanimidade burra. Em resumo, é preciso observar as implicações jurídicas para que não se aprove algo que não tenha função prática, ou que traga prejuízo para o servidor, ou para o cidadão. Porque também não concordamos que se aumente a responsabilidade do servidor, que aumenta o risco de vida, sem que se melhore sua condição de trabalho”, defendeu.

Audiência Pública discutirá porte de armas para guardas municipais em Caruaru

Uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Caruaru discutirá a necessidade ou não do porte de armas para a Guarda Municipal. A proposta, de autoria do vereador Gilberto de Dora (PSB), e cuja data ainda será definida, foi aprovada na reunião dessa terça (11), que contou com alguns guardas presentes na galeria do Legislativo. Segundo Gilberto, é preciso avaliar, junto a entidades de segurança e sociedade civil se isso refletiria um reforço adequado para a segurança local.

“É importante deixar claro, que eu não estou sendo contra nem a favor do porte de armar para a guarda municipal. Como representante do povo, estou apenas fazendo minha obrigação que é ouvir a população e saber se ela concorda com a ideia. Muitas cidades do país já contam com a guarda armada, a exemplo de João Pessoa, na Paraíba, e Baruerí, em São Paulo. Mas antes de entregar os equipamentos aos agentes, é necessário que eles passem por treinamentos e testes rigorosos”, explicou Gilberto.  O requerimento foi feito com base na legislação vigente no Brasil. De acordo com o artigo 6º, capítulo III da Lei Federal 10.826 de 22 de Dezembro de 2003, pode ser concedido o porte de arma “aos integrantes das Guardas Municipais dos municípios com mais de 50 mil e menos de 500 mil habitantes, quando em serviço”.

Esse treinamento, segundo o guarda Marcio Bezerra – veja vídeo acima – é de competência da Polícia Federal. “A Guarda hoje vem fazendo um brilhante trabalho, em três anos registramos 233 boletins de ocorrência. Em relação a armamento ainda não estamos preparados, mas com a preparação adequada isso nos auxiliaria mais para a segurança de Caruaru. Esse procedimento ficaria a cargo da Polícia Federal”, explicou.

Já o guarda municipal Souza elogiou a proposta e disse que há consenso entre os guardas sobre a necessidade de porte de armas.”Essa iniciativa do vereador é louvável por colocar em discussão algo que outras cidades já fazem há muito tempo. O porte de armas para a Guarda faz com que o servidor possa trazer mais proteção para o munícipes. Um município com mais de 315 mil habitantes demanda mais proteção. Existe um consenso entre os guardas de que trazer mais equipamentos para o trabalho dos guardas para atender adequadamente a população. A Guarda Municipal pode atuar em consonância com a Polícia Militar para diminuir índices de violência na cidade nesse sentido, desde que com uma capacitação acentuada”, argumentou.

No entanto, outro consenso entre o efetivo municipal é de que ainda há poucos guardas que atuam na cidade, em um contexto de cerca de 50 servidores no município, os quais esperam, por sua vez, a realização de novo concurso para mais guardas.

Segundo o vereador, Sindicato dos servidores em Caruaru promove uma espécie de palhaçada nos protestos

Proposta é de autoria do vereador Gilberto de Dora – Foto: Antonio Valdevino

 

Audiência expõe falta de acessibilidade em Caruaru e necessidade de diálogo com portadores de deficiência

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Na audiência pública promovida pela OAB/Caruaru na Câmara Municipal, nessa quarta (21), para discutir políticas públicas para acessibilidade na cidade, o primeiro problema evidenciado foi na própria sede do Legislativo, justamente quando a presidente da Associação de Portadores de Deficiência de Caruaru (APODEC), Rosemery Silva, teve que arrodear o acesso ao plenário da Casa para poder compor a mesa de debate, pois o espaço não dispõe de rampa para acesso direto para ela, que é cadeirante.

Na verdade, nas palavras da própria Rosemery, a constatação desse problema pontual da Casa reflete que ainda falta uma cultura de prática do direito à acessibilidade em nas esferas públicas de Caruaru. “Eu precisei quebrar o protocolo e entrar por outro lado para ter acesso ao plenário. No entanto, esperamos que iniciativas como essa audiência garantam soluções práticas para a garantia de acessibilidade, que não se trata apenas de estrutura física, mas de respeito às pessoas portadoras de deficiência”, ressaltou. Curioso é que ao final da legislatura passada, na gestão de Lícius Cavalcanti (PCdoB) no Legislativo, houve uma reforma de mais de R$ 1 milhão, que deveria ter adaptado vários quesitos referentes à acessibilidade, mas que viraram alvo de críticas dos próprios participantes durante a audiência.

Mas as reclamações sobre falta de acessibilidade são mais amplas, dentro e fora da Câmara Municipal, que vão de falta de sinalização adaptada, banheiros sem infraestrutura adequada, até falta de vagas em estacionamentos a prédios públicos, como o INSS, ou mesmo serviços de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e o governo estadual para disponibilizar cirurgias de próteses.

Confira o depoimento da presidente da APODEC, Rosemery Silva

PODER PÚBLICO

Segundo o presidente da Casa, Leonardo Chaves (PSD), para tentar contornar essas falhas, o legislativo vai discutir a criação de uma diretoria de acessibilidade. “O projeto seria que essa diretoria fosse comandada por uma pessoa portadora de deficiência para garantir o acesso à habilidade”, explicou. A ideia foi apoiada do vereadores de oposição Neto e Rozael, ambos do PMN. Em paralelo, entre as proposições que tramitam na Casa, há algumas relacionadas a acessibilidade, como a instalação de semáforos sonoros no município e a implantação de leitura em braile nas contas de empresa que prestam serviço de energia, água e telefonia. A audiência contou com 7 edis.

Em uma realidade em que os próprios portadores de deficiência apontam que ainda não estão sendo ouvidos por representantes do poder público, o presidente da URB, Aldo Arruda garantiu que as novas instalações físicas construídas em Caruaru desde a atual gestão municipal já projetam uma infraestrutura adaptada e acessível. “Já no que se refere a espaços públicos ou privados que careçam de infraestruturas desse tipo, estamos monitorando e nos reunindo com os responsáveis para garantir que o município garante uma estrutura de mobilidade urbana e acessibilidade”, explicou.

O presidente da OAB/Caruaru, Almério Abílio, garantiu que serão tomadas providências quanto aos problemas relatados. “A OAB vai se posicionar sobre essas denúncias e vamos provocar o Ministério Público para danar isso, aguardaremos o relatório que será elaborado sobre tudo que foi elaborado nessa audiência, para podermos fiscalizar as condições de acessibilidade em Caruaru”, explicou. Além de vereadores, representantes da OAB e da APODEC, membros da Associação de Cegos de Caruaru (ACACE) também participaram.

Vale esclarecer que, quando e fala em acessibilidade, o conceito se refere a permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas também que se promova o respeito, garantia e extensão desse direito em todos os níveis de participação social.

Em Petrolina, audiência pública abre programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência

A partir desta quarta-feira (21), Petrolina vivencia a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. O evento, que tem como tema Um Olhar Diferente, terá início, às 9h, no auditório do Sest/Senat, com uma audiência pública que discutirá a importância da empregabilidade para as pessoas com deficiência.

A audiência será intermediada pelo professor Hélio Araújo e abordará o tema Empregabilidade Transforma a Vida.“Essa audiência visa abrir as discussões sobre a garantia dos direitos das pessoas com deficiência dentro da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, tendo em vista, a importância da empregabilidade como uma forma de luta para que os deficientes conquistem mais espaços de trabalho na sociedade”, ressalta a secretária de Acessibilidade de Petrolina, Rosemary Andrade.

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência se estenderá até o dia 26 e acontecerá em diferentes espaços da cidade. Na programação estão inclusas palestras, exposições, oficinas e a realização do Paraesporte de Pernambuco- Regional Petrolina.

Nos dias 22 a 24 será aberta à comunidade a exposição fotográfica “Olhar do Coração” da artista Jaquelina Rolim. A amostra acontecerá na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e os visitantes poderão conferir uma exposição fotográfica com audiodescrição e legendas em Braille. As fotos serão apresentadas em relevo para que as pessoas possam tocar, além de descrição em áudio. A exposição é uma parceria da secretaria de Acessibilidade com o Centro de Vida Independente do Vale do São Francisco e a UNIVASF.

Audiência Pública discutirá redução de tarifas de ônibus em Altinho na quarta (31)

Na próxima quarta feira dia 31 de julho às 09h, haverá audiência pública no salão paroquial com representantes da Câmara Municipal, Prefeitura, Ministério Público, da empresa Coletivo, loteiros, sindicatos e sociedade civil com objetivo discutir redução no preço da passagem dos ônibus.

Foram realizados dois atos públicos no município, chamados “Vem Pra Rua Altinho”, que reivindicaram a redução das tarifas de ônibus. No sábado, 6 de julho, manifestantes fecharam a PE-149, principal rodovia de acesso de outros municípios a cidade. Eles voltaram a interdita a via no dia 09 de julho. Os manifestantes pedem quebra do monopólio da concessão da linha de transporte, apontam altos preços cobrados pelos loteiros e defendem criação de linhas com menos conexões entre Altinho e outras cidades.

Criação de Conselho LGBT é sugerida durante Audiência na Câmara Municipal de Caruaru

Foi realizada na manhã desta quinta (25), na Câmara Municipal de Caruaru, uma audiência pública com o tema Cidadania e Garantia de Direitos para a população LGBT. A audiência foi solicitada pelo Centro de Referência em Direitos Humanos de Caruaru, órgão ligado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e faz parte da programação da Semana de Direitos Humanos do Agreste Central, iniciada no dia 22 de julho.

Participaram da mesa o vereador Gilberto de Dora (PSB), 1º secretário da Casa, Paulo Roberto Xavier Moraes, secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos do Estado de Pernambuco, Cleyton Feitosa, assessor municipal de Políticas LGBT, Rhemo Guedes, coordenador do Centro Estadual de Combate à Homofobia, Giovanna Oliveira, coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste Central, e Priscila Presley, coordenadora do Grupo de Resistência Gay de Caruaru. Também estavam presentes os vereadores Neto (PMN), Pastor Jadiel do Nascimento (PRTB), Edjailson da Caru Forró (PTdoB) e Heleno do Inocoop (PRTB), além de integrantes de movimentos LGBT.

Entre as questões debatidas na audiência, foi pautado como o tema pode ser abordado nas escolas. “É um tema que ainda tem restrição em se tratar, principalmente em sala de aula”, pontuou a estudante Joana Figueirêdo.

A presidente da ONG Sapataria em defesa e proteção de lésbicas, mulheres bissexuais e transhomens de Caruaru, Theodora Bibiano, sugeriu a criação de um conselho LGBT. “Com o órgão poderíamos atuar nas escolas, penitenciárias, hospitais. Com o conselho seria mais fácil adentrar nesses espaços públicos onde que hoje nós temos sido barrados” sugeriu.
O vereador Gilberto de Dora considerou proveitosa a audiência pública. “O debate foi de alto nível e é nesses momentos que podemos perceber as problemáticas e os desejos da classe e depois trazer para votação nas sessões da Câmara como requerimentos ou projetos de leis” avaliou o socialista.

Edjailson da Caru Forró também destacou como importante o debate: “Podemos observar uma audiência como esta como algo proveitoso para nossa cidade, onde são apresentadas soluções para os problemas, como também novas sugestões”, afirmou.

Com informações da ASCOM Câmara

Durante Audiência Pública, superlotação do Dom Moura é criticada e denúncias de mau atendimento serão investigadas

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Diversas instituições estiveram representadas na Audiência Pública na quarta-feira, 26, na Câmara de Vereadores de Garanhuns para discutir a situação do Hospital Regional Dom Moura. O encontro começou às 9h da manhã e se estendeu até depois das 15h.

A reunião foi requerida pela vereadora Luzia Cordeiro (Luzia da Saúde). Para ela, o debate é urgente e revelou que Garanhuns precisa de um Hospital de Emergência, assim como uma Casa de Acolhimento. Na verdade, Uma das principais questões levantadas na Audiência foi o fato de Garanhuns sobrecarregar o Hospital Regional Dom Moura, inclusive pelo fato de ser uma das duas únicas cidades que fazem parte da regional que não dispõem de um hospital municipal para o primeiro atendimento.

Representando o hospital, estiveram presentes a Dra. Karla Freitas, gestora da Instituição de Saúde e a Dra. Ricarda Samara, Gestora da V Gerência Regional de Saúde. Ricarda apresentou dados da regional de saúde, inclusive trazendo valores de investimentos do Governo do Estado para a melhoria da saúde na região, como a UPAE – Unidade Pernambucana de Atendimento Especializado, o SAMU e a reforma do Hospital Regional Dom Moura, que custará R$ 6 milhões. Somente a UPAE é um investimento de R$ 26 milhões, o prédio com os equipamentos. A gestora apresentou os números dos atendimentos do HRDM por município, mostrando que num contingente de 600 mil pessoas na região, e Garanhuns com apenas ¼ desta população, ocupa hoje quase 90% dos atendimentos. Em grande parte que não seriam para o hospital, que é de referência regional, ou seja, não deveria estar cuidando do primeiro atendimento.

A Dra. Cláudia Cordeiro, representando a classe médica, relatou a dificuldade de trabalhar nas condições apresentadas pelo hospital. “Muitas vezes é um só médico para mais de 200 pacientes. Os médicos estão deixando o hospital porque não querem ver gente morrer. Preferem trabalhar nos PSF´s” – afirmou a pediatra, que disse ainda que a prefeitura só dispõe de três pediatras, e cada um atende somente 90 crianças por mês. “Aí todo mundo vai para o Dom Moura!”. Entretanto a representante dos médicos foi questionada pelo compromisso dos profissionais, com faltas constantes, saídas do plantão para atender em seus consultórios particulares e até omissão de serviço dentro do hospital. Segundo a Dra. Karla Freitas, diretora do hospital, 14 médicos estão respondendo algum tipo de investigação administrativa e foram notificados ao CREMEPE. Outros profissionais denunciaram que a atual gestora do HRDM tem sofrido boicote de parte dos médicos ao seu trabalho, que tem buscado organizar plantões e exigindo mais dos funcionários do hospital. A Audiência Pública mostrou que o corpo de funcionários apóia o trabalho da atual gestora. Dra. Cláudia afirmou que Garanhuns precisaria mais de uma UPA normal que atendesse emergência que a UPAE, que será inaugurada no próximo mês.

A representante do COSEMS (Conselho dos Secretários de Saúde Municipais) Nilva Mendes, Secretária de Saúde de Lagoa do Ouro, ponderou que o SAMU foi uma grande conquista. “A UPAE é importantíssima, vamos organizar nosso atendimento municipal, economizar com exames e poder oferecer melhores condições aos nossos pacientes antes que eles precisem do hospital. Primeiro a atenção básica, o PSF que encaminha para a UPAE, e aí não precisamos do hospital. É preventivo, é saúde com agilidade”. Segundo Nilva Mendes, os secretários de saúde estão comemorando a chegada da UPAE, que oferecerá atendimento multi-especializado com cirurgias eletivas.

Já o Secretário de Saúde de Garanhuns, Harley Davidson, apresentou dados estatísticos e investimentos para mostrar a inviabilidade da continuação do Hospital Municipal, fechado logo no início da atual gestão do prefeito Izaías Régis, que na prática funcionava como uma casa de parto. “O Hospital tinha um alto custo. Estamos investindo menos e oferecendo mais serviços, com a parceria com o Hospital Infantil Palmira Sales, que é filantrópico”. Quanto ao primeiro atendimento, Harley Davidson afirmou que já está em curso o projeto da UPA 24h, que vai atender urgências e emergências. “Estamos planejando a saúde do município, com o Conselho de Saúde, e tenho certeza que com a UPA 24h vamos desafogar o Hospital Dom Moura”. O secretário afirmou também que já é costume da população passar direto para o hospital sem passar pela atenção básica, pelos PSFs. “Temos hoje no município 52 especialidades médicas, mas que ainda assim não atendem a demanda. Temos limites, mas planejamos o nosso Centro de Parto Normal e a instalação em breve do Complexo Regulador do NASG, para melhorar a marcação das consultas na unidade”, afirmou o gestor.

O Assistente Social Diogo Silva fez uma série de questionamentos e denúncias, dentre elas que médicos deixam de fazer cirurgias no Dom Moura para levar para hospitais particulares, cobrando R$ 6 mil pelo serviço. “Já cheguei a me passar por médico no telefone para conseguir uma senha em outro hospital para encaminhar paciente”. Diante da diretora do Hospital e do representante do Ministério Público, as acusações do profissional ficaram de ser investigadas administrativamente e na esfera judicial.

O Promotor de Justiça, Dr. Alexandre Bezerra, foi um dos últimos a falar: “Precisamos fortalecer os parlamentos, nos incluir neste processo, votar com consciência, pois estamos sempre pagando os preços de nossas escolhas. O HRDM é somente o sintoma desta doença, enquanto discutimos nomes e problemas menores, deixamos de tratar as causas. Precisamos que as pessoas tenham habitação, cultura, educação, lazer… Pois a falta de direitos fundamentais levam à doença. Chegou a hora de ir adiante, trilhar outros caminhos”.

O presidente da Câmara de Vereadores, Audálio Filho, ressaltou a importância do encontro e das instituições buscarem soluções. “O HRDM é um problema regional, de órgãos estaduais, e por isto agradecemos aos seus representantes virem debater nesta esfera”, destacou afirmou Audálio Filho.

Troca de farpas – Simepe rebate críticas de Leonardo Chaves sobre Audiência Pública da Saúde

Depois das críticas do presidente da Câmara Municipal de Caruaru, Leonardo Chaves (PSD), em relação ao Simepe, sobre a Audiência Pública da Saúde, o sindicato enviou nota retrucando as declarações do vereador, que disse que não beneficiou a secretária de Saúde Aparecida Souza com o tempo cedido para ela se pronunciar durante o encontro, já que teve que responder a várias entidades. Segue a nota na íntegra.

No contexto

Leonardo Chaves: “Os sindicalistas estão querendo ocupar espaço na mídia”

“Diante de nota assinada pelo vereador Leonardo Chaves, presidente do poder legislativo de Caruaru, vimos esclarecer que:

Em atenção ao convite realizado através do ofício nº 97/2013/GVLC, enviado pelo vereador Leonardo Chaves, presidente do poder legislativo de Caruaru, comparecemos à Audiência Pública “com o objetivo de debater e apurar denúncia sobre a saúde no município”, conforme informava a correspondência acima citada.

A exposição midiática veio naturalmente devido à relevância do tema para a população caruaruense, ressaltando que a mesma se deu para todos os entes envolvidos nesta discussão, não apenas ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).

Quanto às justificativas para a paralisação de advertência de 24 horas, estas foram amplamente divulgadas para todo o estado de Pernambuco, em jornais de grande circulação, no dia 19 de maio de 2013. Publicação esta lida na sessão da câmara conforme informado pela imprensa local, visto que, julgou-se de suma importância comunicar a todos os componentes, dessa respeitada casa, a gravidade dos fatos elencados.

Compreendemos o sentido e a importância de um debate, principalmente desse porte, onde as partes convidadas não tiveram o tempo igualmente distribuído, para a exposição dos fatos, pensamento esse compartilhado e exposto por alguns vereadores presentes.

Diante da importância do tema, consideramos poderia se ter utilizado o princípio da razoabilidade, flexibilizando-se protocolos sem prejuízo ao objetivo final de todos os envolvidos.

Na certeza de que o poder legislativo municipal vai honrar o seu papel mantendo a imparcialidade e independência a fim de salvaguardar o bem-estar da população caruaruense através de melhorias na rede de saúde municipal, nos colocamos à disposição dessa digníssima entidade em qualquer assunto que seja de interesse maior da sociedade caruaruense.

Atenciosamente,

Diretoria Regional do Simepe e Delegacia Regional do Cremepe”

Jajá usa datashow na Câmara Municipal para fazer mais críticas à situação da Saúde Pública em Caruaru

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Mesmo depois da Audiência Pública sobre a Saúde em Caruaru nessa terça-feira (28), o vereador Jajá (MD) não ficou satisfeito com os esclarecimentos por parte da Secretaria Municipal e ficou ainda mais incomodado com o discurso do líder do governo na Casa, Dr. Demóstenes (PSD), que afirmou que as críticas dos vereadores da oposição são superficiais, pontuais e sem fundamentação. Na reunião ordinária ocorrida durante a noite, Jajá apresentou em um datashow uma série de imagens das unidades visitadas por alguns dos parlamentares, entre eles, o próprio Jajá e Demóstenes.

No contexto

Em Audiência Pública, Aparecida Souza critica denuncismo e diz que falta de recursos limita Rede de Saúde de Caruaru

“Ele esteve junto conosco e viu a situação, quando a enfermeira informou que faltavam medicamentos; mas ele chegou à Audiência Pública e disse que eu estava equivocado. Mas, chega um momento que certos vereadores da base do governo têm medo de dizer a verdade”, criticou o vereador, mantendo as críticas contra saúde municipal. No entanto, Demóstenes já havia retrucado ainda no fim de semana que um relatório detalhado da visita está sendo elaborado para avaliar os acertos e falhas identificados nas unidades hospitalares, e que por isso Jajá teria se antecipado.

No entanto, o vereador da oposição não concorda: “Eu não posso dizer que me antecipei, porque não fiz nada de errado. Eu vou esperar um relatório que Demóstenes vai trazer, no qual provavelmente mostrará que a realidade da saúde estará em perfeitas condições? Eu não vou aceitar algo assim. Estarei com uma comissão de vereadores para mostrar os problemas da cidade e fiscalizar o município”.