Segundo Turno: Bolsonaro empata com Ciro e leva vantagem sobre os demais candidatos

Da Infomoney

Pela segunda vez, o levantamento fez uma simulação de segundo turno (todas com Bolsonaro) e mostrou um cenário, ainda que tímido, de crescimento dos adversários do candidato do PSL. Bolsonaro, que antes vencia Haddad, Alckmin e Marina e empatava com Ciro, agora ganha apenas de Marina, empatando tecnicamente com os demais candidatos.

Quando o cenário é Bolsonaro contra Ciro, há um empate técnico, com 43% votando no candidato do PDT e 41% apoiando o candidato do PSL; na semana passada, ambos apareciam com 42%. 5% dizem votar branco/nulo, 9% em ninguém e 2% não sabem ou não responderam.

Entre Bolsonaro e Haddad, a situação passou a ser de empate técnico, no limite da margem de erro. 44% disseram votar no candidato do PSL e 40% apontaram votar no petista; semana passada, 46% disseram votar em Bolsonaro ante 38% que votariam no petista. Quando confrontado com Alckmin, Bolsonaro oscilou de 43% na semana passada para 41% dos votos, enquanto o tucano subiu de 36% para 40%, configurando mais uma situação de empate técnico. A maior diferença é contra Marina Silva: 46% do candidato do PSL ante 34% da candidata da Rede; na semana passada, ele possuía 48% ante 33% da ex-senadora.

Potencial de voto X rejeição

Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro deixou a dianteira e passou de 48% para 46%, enquanto Ciro Gomes ficou empatado com o presidenciável do PSL ao oscilar positivamente de 45% para 46%. Já Alckmin subiu de 39% para 47% de uma semana para outra e ficando em primeiro lugar numericamente. Fernando Haddad subiu de 36% para 41%, sendo seguido por Marina, que oscilou negativamente de 36% para 35%.

Meirelles aparece em seguida ao subir de 19% de potencial de voto da semana passada para 25%, Alvaro Dias seguiu em 22%, enquanto Amoêdo oscilou de 16% para 18%. Cabo Daciolo e Guilherme Boulos (PSOL) têm 8% de potencial de voto, seguido por João Goulart Filho (PPL), com 7%, enquanto José Maria Eymael (DC) registra 6% de potencial de voto e Vera Lúcia (PSTU) tem 6%.

Já Marina Silva segue na dianteira na lista de maior rejeição –  ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata -, com oscilação de 58% para 60%. Bolsonaro, Haddad, Meirelles e Eymael estão empatados em segundo lugar entre os mais rejeitados, com 48%; a rejeição do candidato do PSL subiu ante os 45% da semana passada, enquanto a dos demais se manteve. Alckmin caiu em termos de rejeição, passando de 53% para 47%, empatando com Ciro Gomes, que tinha 46% na semana passada.

Jornalista e blogueiro.