Semana para Raquel Lyra minimizar ou aumentar crise com professores

Socialista diz que 12 unidades serão construídas em Pernambuco

Socialista diz que 12 unidades serão construídas em Pernambuco

A prefeita Raquel Lyra tem uma semana decisiva para evitar uma crise maior com os professores da Rede Municipal de Ensino. Os dois sindicatos da categoria em Caruaru, Sismuc e Sinteduc, trabalham com pautas separadas, mas ambos com reclamações sobre o tratamento que vêm recebendo da gestão municipal. Na semana passada, os dois sindicatos realizaram assembleias e em ambas, ficou definido pelo estado de greve.

Além disso, estão previstas duas paradas de advertência para terça (25) e quarta (26), além da greve geral na sexta (28). As principais reclamações são sobre o pagamento do piso e reformulação do PCC, uma promessa de campanha da tucana. A gestora pode encarar ela mesma o problema, sem interlocutores, ou procrastinar por meio de assessores, o que seria uma reedição do que o ex-prefeito José Queiroz fez na gestão anterior.

Docentes prometem fazer barulho em eventos e inaugurações, caso os pleitos não sejam atendidos. A festa de emancipação política, em 18 de maio, pode virar uma dor de cabeça para a prefeita. Ela mesma presenciou um protesto no auge da crise entre Queiroz e os docentes. A conferir novos capítulos dessa novela.

Delação de Palocci é resultado do abandono, por Inaldo Sampaio

Como Eduardo Campos está morto, é impossível saber o que faria diante das declarações de Marcelo Odebrecht evolvendo o nome dele e de figuras proeminentes do PSB num suposto esquema de “caixa dois” para bancar as despesas do partido na campanha presidencial de 2014. Marcelo não apresentou provas do que disse e por isso mesmo não se sabe se falou a verdade ou se mentiu, dado que delações premiadas devem ser sempre encaradas com cautela.

Em todo caso, quem privou da amizade do ex-governador garante que era mais fácil ele chamar para si toda responsabilidade pela eventual prática de “caixa dois” do que deixar os amigos na mão, como fez Lula, por exemplo, em relação a Antonio Palocci. O ex-presidente nunca fez um gesto de solidariedade com seu ex-ministro da Fazenda, que por se sentir abandonado pelos velhos amigos do PT ofereceu-se ao juiz Sérgio Moro para fazer delação premiada, que vai abalar os alicerces do petismo.

O ex-presidente Lula nunca fez um gesto de solidariedade com seu ex-ministro da fazenda

João Paulo diz que abre diálogo com Armando e elogia Paulo Câmara

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O ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), disse ao “Diário de Pernambuco” deste final de semana que o “diálogo” com o senador Armando Monteiro (PT) está “aberto” para as eleições de 2018, apesar de o petebista vir dando sinais de que pretende descolar-se do PT no pleito do próximo ano.

Veja outras declarações do ex-prefeito na mesma entrevista:

a) A visita que o ex-presidente Lula fez a Monteiro foi uma “overdose na veia de ânimo” (para se candidatar novamente no próximo ano).

b) Se a justiça não impedir, Lula será candidato a presidente “e vai ganhar porque ele tem grandes serviços prestados ao povo brasileiro e nordestino”.

c) O PT foi muito penalizado nas eleições passadas, mas depois do “golpe” de Michel Temer, uma parte do povo brasileiro começa a perceber a falta que o PT fez no poder.

d) Lula quer que eu seja candidato a deputado federal mas eu disse a ele que estou aberto para todas as possibilidades: deputado, senador, governador ou não ser candidato a nada.

e) Paulo Câmara é uma pessoa boa, compreensiva, mas tem governado num período de extrema dificuldade financeira para o Estado. A aliança que ele fez com o DEM e o PSDB foi uma mistura de jacaré com cobra d’água. Não era a linha tradicional do PSB.

f) O diálogo com o senador Armando Monteiro (PTB) está aberto. Conversar não faz mal a ninguém. Nós já estivemos juntos, mas não quer dizer que há um entendimento para uma política de alianças. Vamos começar ainda o aprofundamento.

É “inadmissível” que Lula queira voltar, diz o prefeito de São Paulo

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Cotado para ser o candidato do PSDB a presidente da República no próximo ano, caso os principais líderes do partido (Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra) sejam tragados pela operação “Lava Jato”, o prefeito de São Paulo, João Dória, disse em entrevista ao “Correio Braziliense” deste domingo (23) ser “inadmissível” que o ex-presidente Lula queira voltar para o Palácio do Planalto depois de tudo o que ocorreu no Brasil após os governos do PT.

Veja a íntegra da entrevista:

Correio – O senhor disse que não pretende ser candidato a presidente. Mas, reza a lenda, candidatura presidencial não depende apenas de vontade pessoal. Se o partido disser que o nome é o senhor, como fazer?

Dória- O partido ainda não disse, então não posso me manifestar sobre algo que não ocorreu. 2018 está distante ainda, a minha responsabilidade é ser administrador, gestor, fazer aquilo que devo fazer. Fui eleito prefeito da cidade de São Paulo, temos muitos problemas, muitas tarefas a serem cumpridas e muitas respostas a oferecer à população. É o que eu tenho feito. Trabalhado duramente. E fico feliz de ter uma boa avaliação nesses primeiros 110 dias como prefeito da maior cidade brasileira. Contudo, a maior contribuição que posso dar à democracia do meu país é continuar sendo um bom prefeito, trabalhar cada vez mais, com mais eficiência, mais transparência.

Correio – O senhor também disse que se pudesse influenciar no Congresso reduziria os impostos na área de medicamentos. Há quem diga que foi um ato falho de candidato a presidente da República, não é?

Dória – (Risos) Não, é um ato consciente, de um prefeito. Diante das doações que conseguimos de medicamentos, de laboratórios brasileiros e multinacionais, me vi diante de uma questão: 19% de imposto. Diante de uma doação obtida de R$ 126 milhões, como que eu posso imaginar que esses laboratórios têm que pagar mais de R$ 20 milhões de imposto sobre medicamentos que estão doando para a população pobre e necessitada da cidade? Evidente que é um critério injusto. Não é correto que se cobre imposto sobre doação de medicamentos. E a meu ver, também, 19% sobre medicamentos é um acumulativo de impostos muito elevado. Medicamento é um bem necessário, ninguém toma medicamento pelo prazer de tomar. Toma porque precisa tomar. Entendo que a redução gradual sobre os impostos aplicados a medicamentos devesse ser algo a ser estudado pelo Congresso e pelo governo federal.

Correio – Entrando na questão da Lava Jato, vários personagens do PSDB foram citados na delação da Odebrecht e responderão a processo. Como o senhor avalia essas citações?

Dória – Citação não é condenação. Todos aqueles que foram citados devem ser investigados e ter direito à plena e ampla defesa. Essa é a forma correta, seja qual for partido, posição, cargo, idade ou sexo. Deve responder e deve ter direito à ampla defesa. E aqueles que tiverem por circunstância a condenação da Justiça, devem cumpri-la. A Justiça é feita para todos, não para alguns.

Correio – Tucanos já disseram em Brasília que, no caso de Lula ser candidato, o senhor é o nome para concorrer com ele, porque tem feito um enfrentamento direto desde já. Nesse caso, o senhor abriria aí uma exceção nesse “não sou candidato”?

Dória – Não sou candidato. Sou prefeito. Além disso, como cidadão brasileiro, serei sempre opositor ao ex-presidente Lula. O ex-presidente Lula quase destruiu o Brasil. Então, é inadmissível um homem que quase destruiu a nação, que impôs o maior assalto ao dinheiro público jamais visto na história da humanidade, que ofereceu três anos de recessão, 13 milhões de desempregados, queira agora voltar a ser candidato e disputar, sob a alegação de que é o salvador do Brasil. Salvar o quê? Salvar o Brasil daquilo que ele e o seu partido, o PT, na sua maioria, indignaram a nação, a população e a imagem do Brasil? Ora, que tenha o mínimo de consciência do mal que fez e do mal que vai responder. Nesse sentido, serei mais do que tudo um cidadão, um brasileiro. E vou usar toda a força da minha voz. Mesmo não sendo candidato, como não sou, não deixarei de usar a minha voz, a minha força, a minha credibilidade para impedir que isso volte a ocorrer e esse mal retorne ao Brasil.

Correio – Mesmo se não for candidato, o senhor se dispõe a correr o país numa cruzada anti-PT ou anti-Lula?

Dória – Ao lado de quem merecer a indicação, seja pelo PSDB ou por um conjunto de partidos que possam impedir que esse mal volte a ocorrer no Brasil, eu estarei disposto a qualquer sacrifício.

Correio – E em relação ao “caixa dois” de campanha, um assunto que está em voga? O senhor é a favor da anistia?

Dória – Todo crime é crime. Não há crime para uns que não seja para outros. O que eu entendo é que o Tribunal Superior Eleitoral deve mudar o sistema. O sistema como está neste momento não é bom, não é adequado. Embora a intenção tenha sido boa, sobretudo na última mudança, até com ganhos qualitativos, mas não o suficiente para impedir a utilização do “caixa dois” em campanhas eleitorais. Eu não usei como candidato a prefeito de São Paulo. Financiei a maior parte da minha própria campanha, mas entendo que isso também não é justo, não é correto. Eu pude, tinha e tenho recursos suficientes para fazê-lo. E quem não tem? Não terá direito a disputar e a concorrer ou terá que usar o “caixa dois” para exercer esse direito? Já manifeste inclusive isso ao ministro Gilmar Mendes. O TSE deveria estudar uma fórmula para permitir doações de empresas privadas a campanhas políticas com limites de valores e com mecanismos de controle que, hoje, graças à internet, à maior eficiência da Receita Federal, do sistema bancário e dos controles do Banco Central, é perfeitamente possível de se fazer. Até o dia em que o Brasil, em condições financeiras adequadas, o governo, o poder público, possa financiar integralmente campanhas. Hoje, é impossível você imaginar, a cada dois anos, uma sangria de recursos para campanhas políticas de um país que deve para a educação, para a saúde, para a habitação popular, para transporte, para a assistência social.

Correio – O senhor diz que não é político, mas faz todo um discurso político e obtém sucesso. A que o senhor atribui esse sucesso, uma vez que seu discurso parece ser o mais político dos políticos?

Dória – Respondendo à primeira parte da pergunta. Sendo gestor, administrador, o que fiz nesses 110 dias foi administrar a Prefeitura de São Paulo sem recursos, com um rombo de R$ 7,5 bilhões, e mesmo assim fiz. Realizei. Em vez de lançar a culpa sobre o meu antecessor, reclamar, chorar e dizer que, pela falta de recursos, nada podemos fazer, arregacei as mangas, montei uma boa equipe, um bom time, estabelecemos metas, princípios de trabalho, fomos buscar recursos no setor privado e de forma eficiente iniciamos uma gestão inovadora na cidade de São Paulo. Isso (me) projetou nacionalmente. Ficou feliz pela projeção, pela aceitação e até pelo resultado das pesquisas, mesmo para alguém que, como eu, não é candidato, exceto a continuar sendo prefeito de São Paulo.

Correio – O senhor também mencionou que não é candidato à reeleição. Vai sugerir que acabe?

Dória – Quem tem que sugerir isso é o meu partido. Essa é a minha posição. Creio que não é a do meu partido, mas sou contra a reeleição. Sou a favor de um mandato de cinco anos sem direito à reeleição.

Correio – E isso tem chance de ser aprovado hoje?

Dória – Reforma política, essa é a mãe de todas as reformas.

Correio – E a lista fechada?

Dória – Não sou a favor, porque ela não é representativa.

Mendonça inaugura obras na UFRPE

Ao lado da reitora Maria José de Sena, o ministro Mendonça Filho (Educação) inaugurou neste sábado (22) oito obras na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Além da Transrural, via que vai garantir a mobilidade e a acessibilidade à instituição, foram inaugurados o edifício Ariano Suassuna (complexo administrativo dos cursos de História, Administração, Letras e Ciências Sociais), o edifício da Editora Universitária, o complexo acadêmico administrativo (que irá abrigar mais de 10 cursos de graduação à distância), os galpões de avicultura, bubalinocultura e da fábrica de ração, e a ampliação da rede elétrica de média tensão.

O MEC investiu nessas obras R$ 20,4 milhões, segundo a assessoria do ministro, que desde que assumiu o MEC, em maio de 2016, já investiu na UFRPE R$ 82,5 milhões. Nos dois anos anteriores, apenas R$ 11 milhões foram liberados pelo MEC para a UFRPE.

O ministro não fez comentário até agora sobre a nota divulgada neste final de semana pelo presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, criticando o MEC pela decisão de homologar a criação do curso de técnico em serviços jurídicos.

Veja a íntegra da nota:

I- A OAB-PE recebe com extrema preocupação a notícia da homologação, pelo Senhor ministro de estado da Educação, de manifestação do Conselho Nacional de Educação, no sentido da criação dos cursos de tecnólogo e de técnico em serviços jurídicos.

II- O retrocesso é brutal, e, por isso, alarmante. A figura híbrida do tecnólogo ou técnico em serviços jurídicos significa, em última razão, a antítese do modelo consagrado no Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei Federal n° 8.906/94), afrontando-o, na medida em que usurpa várias funções privativas da advocacia, vilipendiando, inclusive, o desempenho do estágio profissional disciplinado no mesmo Estatuto e seu Regulamento Geral.

III- Há de se lembrar, ainda, dos vários milhares de bachareis em Direito que não conseguem aprovação no Exame de Ordem e ficam à margem do mercado de trabalho, em razão da baixa formação oferecida por faculdades pouco compromissadas com a qualidade do ensino jurídico que oferecem.

IV- O Conselho Federal da OAB já se manifestou sobre o assunto no mesmo sentido, conclamando o Ministério da Educação a não chancelar essa investida, que traduz, em última análise, um atentado à educação jurídica nacional. A advocacia saberá resistir, dentro da legalidade e do debate democrático, a essa lamentável iniciativa.

Caruaru fora da lista das melhores cidades do Nordeste para morar, segundo números do IDH

Foi divulgado recentemente os dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) sobre o Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil. Em Pernambuco, as cidades do Recife, Fernando de Noronha, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes aparecem na lista dos melhores municípios nordestinos para viver.

Segundo os números divulgados, Caruaru ficou de fora. O cálculo do IDH é efetuado a partir de três aspectos principais da população: renda, educação e saúde. Assim, quanto mais esses três aspectos apresentarem melhorias, melhor será o IDH da localidade em questão. O IDH divulgado esse ano foi elaborado em 2016 com base nos dados de 2015.

Pernambuco –
O melhor IDH do Estado é em Fernando de Noronha, seguido do Recife. Nas cidades com o mesmo porte de Caruaru, Campina Grande se destaca, ficando com uma pontuação boa no ranking dos municípios mais bem avaliados para morar.

Brasil –
O Brasil se manteve no 79º lugar no ranking que abrange 188 países, do mais ao menos desenvolvido. O relatório foi elaborado em 2016 e tem como base os dados de 2015.

Abaixo os números com as melhores cidades do Nordeste para morar:
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MPPE ajuíza ação contra ex-prefeito e ex-secretário de Saúde de Gravatá por causa de 432 contratações irregulares

Irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco em 432 contratações temporárias efetuadas pela Secretaria de Saúde de Gravatá no ano de 2012 motivaram o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a ajuizar ação civil pública de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Gravatá, Ozano Brito, e o ex-secretário de Saúde Jorge Eduardo Neves.

O MPPE argumenta, na ação, que ambos praticaram atos danosos ao erário e violaram princípios da Administração Pública, como a legalidade, impessoalidade, obrigatoriedade de admissão de pessoal via concurso público.

Caso a Justiça acolha os pedidos do MPPE, o ex-prefeito e o ex-secretário de Saúde estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que incluem a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.

De acordo com o Relatório de Auditoria do TCE-PE, os servidores temporários foram contratados sem atender às exigências legais previstas na Constituição Federal de 1988, que limita a admissão sem a realização de concurso apenas aos cargos em comissão e às contratações motivadas por excepcional interesse público.
Dentre as exigências legais que não foram seguidas por Ozano Brito e Jorge Eduardo Neves estão a obrigação de realizar processo seletivo simplificado para escolher os profissionais a serem contratados e a comprovação da necessidade excepcional de pessoal.

Além das ilegalidades nas contratações apontadas pela auditoria do TCE-PE, os gestores públicos também descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda a admissão de pessoal quando o Poder Executivo extrapola o limite de 54% da receita corrente líquida comprometida com o pagamento de pessoal. No caso de Gravatá, em 2012, esse percentual somava 57,37%.

Por fim, o MPPE ressalta ainda que os requeridos tinham ciência da irregularidade das práticas adotadas, pois já haviam recebido recomendação do TCE-PE para que se abstivessem de realizar contratos de terceirização para suprir funções laborais existentes no quadro de servidores efetivos. “Cientes da ilicitude de suas condutas, continuaram realizando contratações ilícitas, evidenciando o dolo dos requeridos”, concluiu João Alves de Araújo.

Professores da Rede Municipal de Caruaru vão parar por dois dias e entram em estado de greve 


Os professores da rede municipal de ensino em Caruaru realizaram assembleia nesta quinta-feira (20) e decretaram estado de greve. Os docentes saíram insatisfeitos da reunião com a prefeitura realizada na quarta-feira (19) e cobram o pagamento do piso para toda a rede. 

O presidente do Sismuc, Eduardo Mendonça explicou os motivos do estado de greve. “O sinal de alerta foi ligado para a prefeitura. Hoje existem cinco categorias de professores diferentes e o município quer criar ainda uma nova. A prefeitura quer fazer um complemento do reajuste e não é o que a classe deseja. Todos os professores têm direito a uma recomposição de 7,64%, garantido por Lei”, disse.

Na semana que vem os professores vão parar na terça e quarta, como explicou Mendonça. “Pedimos a compreensão dos pais para esses dois dias de parada. Na assembleia ficou decidido que vamos parar também no dia 28 com a greve geral da categoria”, explicou.
No dia 5 de maio uma nova assembleia vai ser realizada para decidir se será decretada a greve. 

O outro lado 

Por meio de nota, a prefeitura de Caruaru disse que “é prioridade da gestão de Raquel Lyra garantir os direitos dos professores entre eles o piso, conforme a lei.

De acordo com a legislação, a prefeitura pagará o piso a todos aqueles professores que ganhavam embaixo do piso, atendendo assim a maior parte do corpo docente de Caruaru. O projeto foi enviado para a Câmara dos Vereadores nesta quinta-feira, dia 20.
Estamos cumprindo com a legislação vigente e, além disso, se criou uma mesa de negociação permanente pela primeira vez na história.
O objetivo dessa mesa é ouvir e discutir de forma aberta e transparente com todos os representantes dos trabalhadores do município, incluindo os professores.
Queremos trabalhar junto com os professores para chegar aos melhores acordos possíveis para garantir a educação de nossas crianças e jovens.
A prefeitura de Caruaru está disposta a fazer tudo possível para garantir o melhor aos nossos professores.
Segundo a prefeita Raquel Lyra, a gestão municipal não pode deixar de falar e procurar soluções juntos. “Não podemos esquecer que essas soluções beneficiam exclusivamente a educação de todas as crianças e jovens caruaruenses”, pontou.

Ibope: Lula é o presidenciável com maior potencial de votos

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Da Revista Época

Do Pesquisa inédita do Ibope mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto. Pela primeira vez desde 2015, os eleitores que dizem que votariam nele com certeza (30%) ou que poderiam votar (17%) se equivalem aos que não votariam de jeito nenhum (51%), considerada a margem de erro. Desde o impeachment de Dilma Rousseff, há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos.

A pesquisa foi feita antes de vir a público a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com as delações de executivos da Odebrecht que acusaram o ex-presidente de corrupção, junto com dezenas de outros políticos. Se a divulgação das denúncias prejudicou a imagem de Lula (e de outros denunciados), não houve tempo de isso ser captado pelo Ibope.

Os três principais nomes do PSDB, por sua vez, viram seu potencial de voto diminuir ao longo do último ano e meio. Desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar no senador Aécio Neves (PSDB-MG) despencou de 41% para 22%. O potencial do senador José Serra (PSDB-SP) caiu de 32% para 25%, e o do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi de 29% para 22%. Os três tucanos aparecem na pesquisa com taxas de rejeição superiores à de Lula: 62%, 58% e 54%, respectivamente.

O Ibope testou pela primeira vez o potencial do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em uma eleição para presidente. Embora seja muito menos conhecido do que seus colegas de PSDB (44% de desconhecimento, contra 24% de Alckmin e 16% de Serra e Aécio), Doria já tem 24% de eleitores potenciais (metade votaria com certeza), ou seja, tanto quanto os outros tucanos, levando-se em conta a margem de erro. Mas sua vantagem é ter uma rejeição muito menor que a dos concorrentes dentro do partido: 32%.

Assim como os nomes tradicionais do PSDB, a ex-ministra Marina Silva (Rede) sofreu redução de potencial de voto e aumento da rejeição. Agora, um terço dos eleitores a indicam como possível opção – eram 39% há um ano.

Método

Entre os dias 7 e 11 de abril, o Ibope realizou 2.002 entrevistas face a face, em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. As perguntas eleitorais fizeram parte da pesquisa que o instituto conduz mensalmente com questionário variável, o chamado BUS.

Na pesquisa de potencial de voto, o entrevistador apresenta um nome de cada vez e pede ao eleitor que escolha qual frase descreve melhor sua opinião sobre aquela pessoa: se votaria nela com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum, ou se não a conhece o suficiente para opinar. É diferente da intenção de voto.

Barbosa

Apesar de ter não contar mais com a projeção e a visibilidade inerente ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa ainda é considerado um candidato viável à Presidência da República por uma parcela considerável dos eleitores. Na pesquisa Ibope, Barbosa aparece com 24% de potencial de voto (soma das respostas “votaria com certeza” e “poderia votar”).

O ex-ministro, que se celebrizou ao conduzir o julgamento do mensalão e que se aposentou do STF em 2014, também não sofre com os níveis de rejeição atribuídos aos políticos. Apenas 32% dizem que não votariam nele de jeito nenhum – uma das taxas mais baixas entre as dos nove nomes testados pelo Ibope. Barbosa, porém, não manifestou a intenção de se candidatar em 2018 e nem sequer é filiado a um partido.

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que tenta se beneficiar da onda de rejeição a políticos – apesar de ser parlamentar desde o começo dos anos 1990 -, aparece com 17% de potencial de voto na pesquisa. Seu possível contingente de eleitores cresceu seis pontos porcentuais desde o ano passado, mas a parcela que o rejeita aumentou ainda mais, de 34% para 42%.

Morre Monsenhor Bosco, capelão da Igreja da Conceição, em Caruaru

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Do G1 Caruaru

A Diocese de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, confirmou no início da tarde desta quinta-feira (20), a morte de monsenhor João Bosco Cabral, de 86 anos. Ele era capelão emérito da Igreja da Conceição, a mais antiga da cidade, localizada no centro.

Ele deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed na quarta-feira (19) com insuficiência respiratória. De acordo com o boletim médico, ele morreu por falência múltipla dos órgãos.

O velório acontece nesta quinta-feira na Igreja da Conceição e o enterro será realizado nesta sexta-feira (21) em Bezerros, também no Agreste. Monsenhor Bosco, como era conhecido, nasceu em 26 de março de 1931.

Ele foi ordenado padre em 25 de janeiro de 1956. Durante 28 anos foi o pároco da Catedral Nossa Senhora das Dores e responsável pela reforma da igreja, a partir de 1964. Na Diocese de Caruaru,
revitalizou a Festa de Nossa da Conceição e criou o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Até 2015, foi o capelão da Igreja da Conceição e depois tornou-se capelão emérito.