Alessandro Feitosa desiste de sair candidato a vereador

O vice-presidente do PV em Caruaru, Alessandro Feitosa, anunciou a desistência de sair candidato a vereador pelo Partido Verde na Capital do Agreste. Ele disse que tomou a decisão para evitar constrangimentos para ambas as partes.

Ele não aceita a confirmação do partido no palanque da oposição e voltou a disparar contra o presidente dos verdes em Caruaru, Marcelo Rodrigues. “Postura ética não faz mal a ninguém. Não desisto apenas pelo fato do partido ter ido para a oposição, mas a maneira como tudo foi feito. Sou um democrata e não posso concordar com tudo o que foi feito”, disse.

Feitosa queria o PV na Frente Popular, mas não conseguiu evitar a ida dos verdes para o palanque de Miriam Lacerda. “Acredito que o melhor caminho era o PV na Frente Popular, mas não foi possível. Não é preciso ter um mandato para servir ao povo e vou seguir o meu trabalho, tenho a certeza que nos próximos três meses a situação volta ao normal”, pontuou.

Alessandro ocupa cargo na prefeitura de Caruaru e tomou uma decisão coerente. No entanto, disse que permanece no partido, mesmo com os verdes no bloco de oposição.

Favip com inscrições abertas para portadores de diploma e bi graduação

A Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip) está com inscrições abertas para os interessados em ingressar na instituição pelos processos de Portador de Diploma e de Bi Graduação. Esse último é voltado para ex-alunos da instituição, que têm a oportunidade de voltar à faculdade para obter uma segunda graduação, com menor tempo de duração e com 50% de desconto na mensalidade.

As vagas estão sendo disponibilizadas em onze cursos e três turnos diferentes. O curso de Nutrição está com vagas abertas para o período da manhã; já Direito e Psicologia oferecem oportunidades para o curso da tarde; e Enfermagem, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Administração, Gestão de Recursos Humanos, Marketing, Gestão Financeira, Logística, no período noturno.

As inscrições seguem até o dia 20 de julho e devem ser feitas no Protocolo da Favip. No caso de Bi Graduação, não há cobrança de taxas e a documentação se resume a RG e CPF, já que nessa modalidade trata-se de ex-aluno da instituição. Para ingresso como Portador de Diploma, o interessado precisa pagar uma taxa de R$ 90,00 e reunir a seguinte documentação: diploma (e cópia), histórico escolar, conteúdo programático (Disciplinas Cursadas), cópias dos documentos pessoais (RG, CPF, Titulo de Eleitor, Certidão de Nascimento ou Casamento, comprovante de Quitação Militar e comprovante de Residência) e duas fotos 3×4.

Vale lembrar que o Conteúdo Programático será especificamente para as disciplinas que o Portador de Diploma considere equivalente às disciplinas que irá cursar no novo curso, a fim de solicitar dispensa das mesmas. O período de matrícula para esses alunos será de 23/07 a 03/08/2012.

Última semana para as inscrições do 2º Festival de Bandas de Garagem

Esta é a última semana para as bandas se inscreverem para o 2º Festival de Bandas de Garagem. O Festival tem a finalidade de dar espaço para essas bandas que ainda não são conhecidas, não tiveram oportunidade de mostrar seu trabalho ao público. Todos os ritmos poderão fazer parte, do forró ao heavy metal, basta que os integrantes realizem a inscrição.

O processo é composto pelas seguintes etapas: as bandas que desejam concorrer devem ter seu próprio perfil, curtir e compartilhar a página do evento no Facebook (http://www.facebook.com/pages/II-Festival-de-Banda-de-Garagem/219080264862079), baixar o formulário no site da Prefeitura de Caruaru (WWW.caruaru.pe.gov.br), preenchê-lo e entregar na Diretoria de Juventude até o dia 6 de julho.

As bandas mais curtidas se apresentarão nos dias 13 e 14 de julho, no Polo Cultural (Antiga Estação Ferroviária), no 2º Festival de Bandas de Garagem. Mais informações, através do telefone 3724-0208 ou 3701-1333 ramal 237. A Diretoria de Juventude fica na Av. José Marques Fontes, 21 – Bairro Santa Rosa.

Miriam Lacerda protocola candidatura com PMDB, mas sem o PTC

A candidata à prefeitura de Caruaru pelo Democratas, Miriam Lacerda, protocolou o registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (4). O registro também incluiu a candidatura do vice, Diogo Cantarelli e de 46 candidatos da coligação DEM, PMDB e PSDB. A coligação de oposição, intitulada “Caruaru em boas mãos”, é composta pelos partidos DEM, PMDB, PSDB, PV, PPS, PSL e PMN.

O PTC ficou de fora da coligação, já que a Executiva estadual interveio na questão e decidiu que o partido fica mesmo com o prefeito Zé Queiroz. No último sábado (30), o presidente do partido em Caruaru, Johnny Edilson, chegou a ir a convenção do Democratas e fez até pose ao lado de Miriam Lacerda, mas como ele mesmo disse: “não resistiu as pressões”. No entanto, o PMDB foi confirmado na coligação, com isso, a oposição deve ficar com pouco mais de dez minutos de guia no rádio e na TV.

PROPORCIONAL – Amanhã, dia 05, serão protocolados mais 78 candidatos. Além da coligação majoritária, haverá duas coligações proporcionais (vereadores). A primeira, “Caruaru em boas mãos II” é formada pelos partidos DEM, PMDB e PSDB. A segunda, “Caruaru em boas mãos III”, reunirá o PSL, PV e PPS. Apenas o PMN vai sozinho para a disputa proporcional. Ao todo, os partidos de oposição contam com 124 candidatos à Câmara de Vereadores.

Eduardo lamenta decisão de Maurício Rands

“Preferia que ele continuasse no governo, pois vinha fazendo um excelente trabalho”. Foi desta forma que o governador Eduardo Campos avaliou a decisão do deputado Maurício Rands de pedir exoneração do cargo de secretário do governo, desligar-se do seu partido, o PT, e, até, renunciar ao mandato de deputado federal.

Eduardo Campos recebeu Maurício Rands em seu gabinete no final da tarde desta quarta-feira (04) e uma cópia da carta e o pedido de exoneração. Imediatamente, convidou o secretário executivo Lauro Gusmão para substituir Maurício.

“Testemunhei, de longa data, a militância política de Mauricio nos movimentos sociais, no exercício da atividade parlamentar, e sua atuação como Secretário, sempre presididas por espírito público, ética e defesa dos melhores interesses de Pernambuco e do Brasil”, disse o Governador.

Eduardo Campos acrescentou ainda que “o Parlamento Brasileiro perde o melhor representante da minha geração, o PT perde um grande militante e o nosso governo um extraordinário secretário. A Maurício, o nosso respeito”.

Geraldo Júlio visita Jarbas Vasconcelos

Desde que assumiu a candidatura a prefeito do Recife que Geraldo Júlio tem mostrado que não veio para brincadeira. Longe da crise do PT e sem se envolver nas questões ligadas ao PSB, no que diz respeito a toda essa confusão, ele consegue uma agenda positiva. Hoje, visitou o senador Jarbas Vasconcelos, que se recupera de uma cirurgia no coração.

Junto a ele, estava o candidato a vice na chapa, Luciano Siqueira (PCdoB). O trio teve uma conversa descontraída e mostra que o PMDB entra de cabeça, na campanha para eleger o candidato do governador Eduardo Campos.

Lícius e parte do diretório local do PCdoB fora do palanque de Zé Queiroz

Terminou agora há pouco uma longa reunião com a diretoria do PCdoB em Caruaru. Por ampla maioria ficou decidido que oficialmente o presidente do partido não vai subir no palanque do prefeito Zé, que concorre à reeleição.

No entanto, assim como fez o vice-governador João Lyra (PDT), o comunista apoia a Frente Popular e os candidatos a vereador estão livres para subir ou não no palanque. Dos membros a reunião, apenas Edmilson do Salgado e Lino Portela votaram para que o partido suba no palanque. No entanto, após a publicação, alguns procuraram este blog e mudaram de opinião.

O presidente da Câmara, vereador Lícius Cavalcanti, e alguns presentes ao encontro decidiram pela posição de não se engajar na campanha do prefeito de Caruaru. A alegação é que desde que houve a desistência de Lícius para concorrer a prefeitura, que não houve a contrapartida pelo prefeito de Caruaru.

O suplente de senador, Douglas Cintra (PTB), ainda tentou agendar um encontro hoje com os comunistas, mas houve o boicote por parte dos membros do partido, que estavam nesta outra reunião.

Devido a postura de Lícius adotada desde a adesão do comunista à candidatura do prefeito Zé Queiroz, a decisão já era esperada. Ele não foi a nenhuma inauguração, evento oficial e sequer houve uma conversa entre ambos. Não tinha realmente clima.

É a segunda baixa considerável sofrida por Zé na mesma semana. Além de Lícius e parte do PCdoB, o prefeito de Caruaru não vai contar no palanque com as presenças do vice-governador, João Lyra e da filha dele, a deputada licenciada, Raquel Lyra. Ambos anunciaram, por meio de uma carta, que não iriam subir no palanque do pedetista.

Paulo Rubem diz que Zé Queiroz fez chantagem para rifar o nome dele da disputa no Recife

O deputado Paulo Rubem teve o nome rifado pelo PDT. Por meio de nota, ele afirmou que está fora da disputa para prefeito do Recife e disparou contra o prefeito Zé Queiroz, presidente estadual da legenda. Ele disse que Queiroz fez uma chantagem para conseguir tirá-lo da disputa e que vai lutar para tirar o prefeito de Caruaru do comando do PDT em Pernambuco. Segue abaixo a nota emitida por Paulo Rubem.

O deputado federal Paulo Rubem (PDT) não será candidato à Prefeitura do Recife. Rubem acaba de enviar nota ao blog sobre o assunto. Segue a íntegra.

Nota de Paulo Rubem sobre Decisão da Executiva Nacional do PDT

O Deputado Federal PAULO RUBEM SANTIAGO, Vice-Líder do PDT na Câmara Federal e Pré-Candidato a Prefeito do partido nas eleições municipais de Recife em 2012, vem à público esclarecer o que segue:

Na reunião da Comissão Executiva Nacional do PDT, ocorrida ontem, convocada entre outros assuntos, para debater a questão do Recife, historiamos a construção da candidatura própria e expusemos toda a documentação comprobatória das fraudes ocorridas na convenção, pedindo a anulação da mesma. Na defesa da convenção o Presidente Estadual do PDT tratou essas questões como “questões formais” e sugeriu que o debate fosse conduzido pelo âmbito político.

Em seguida, aberta a palavra, manifestaram-se pela tese da candidatura própria os membros abaixo relacionados:

-Paulo Pereira da Silva – Deputado Federal (PDT-SP), Candidato a Prefeito de SP

-Sebastião Bala Rocha – Deputado Federal PDT-AP, Presidente da Comissão do Trabalho da Câmara Federal

-André Figueiredo- Deputado Federal PDT-CE, 1º.Vice-Presidente da Executiva Nacional, Líder da Bancada Federal e também Presidente do PDT-Ceará

-Ronaldo Lessa – Ex-Governador de Alagoas e Candidato à Prefeitura de Maceió

-Cristovam Buarque – Senador PDT-DF

-Michellina Vecchio – Presidente Nacional da Ação da Mulher Trabalhista do PDT

-Brizola Neto – Ministro do Trabalho e 2º.Vice-Presidente Nacional do PDT

Esses integrantes, acima relacionados, na ocasião, representavam já ampla maioria entre os membros da Executiva Nacional. A partir dessa configuração o Presidente Estadual do PDT-PE, pediu a palavra e afirmou que a decisão pela candidatura própria seria uma desmoralização de sua pessoa pois já teria dado a palavra ao Governador do Estado do apoio do PDT ao candidato do PSB.

Em função desse impasse a reunião foi suspensa para que se retomasse o debate e a configuração final de votos na manhã dessa quarta-feira. Ainda ontem, na reunião da Executiva, o Senador Cristovam Buarque e o Deputado André Figueiredo fizeram apelos ao Presidente Estadual de PE por uma ação unitária, com nomes de consenso na condução do processo, para que o partido se fortalecesse com a candidatura própria, sem vencidos nem vencedores, orientação rejeitada pelo Presidente Estadual. O Senador Cristovam em seguida, insistiu, o convidou pessoalmente para ser o condutor do processo. O Presidente Estadual, mais uma vez, se negou a aceitar a sugestão do Senador.

Para nossa surpresa, fui informado agora cedo pelo Presidente Carlos Lupi que, pelo motivo abaixo indicado, tendo apelado a todos da executiva nacional presentes à reunião de ontem, não aprovará a tese da candidatura própria para não “desmoralizar” o Presidente Estadual José Queiroz, reconhecendo que poderia intervir no Recife, mas que não o faria pelo mesmo motivo, que não haveria coleta de votos por email conforme definido e veiculado ao final da reunião de ontem.

Disse ainda que a nota contra a candidatura própria seria pautada pela negativa ao nosso recurso, pauta que não foi apreciada no mérito em momento algum, prevalecendo o debate político e eleitoral. Afinal contra a fraude não houve e nem há argumentos contrários.

Frente a essa manifestação, expresso minha tranquilidade. Não perco nada nesse processo. Quem perdeu foi o PDT do Recife. Com firmeza e serenidade ofereci ao partido minha disposição de luta. Estou sendo retirado da campanha por uma chantagem e pela preferência do Presidente Lupi por laços de amizade e não por teses a favor do partido. Lupi se rendeu a uma chantagem e não a uma tese política, escolheu o lado do papel subalterno para o PDT, do amordaçamento da voz do partido nessas eleições em Recife. Vivo fosse, Brizola morreria de vergonha. Estou, sempre estive, do outro lado. Sigo na defesa do partido. Considero correta a tese nacional aprovada em Resolução, única possibilidade clara e concreta do PDT sair da condição de, quase eterno, coadjuvante nas disputas,  sem voz e sem voto. 

Apresentamos uma chance verdadeira de sermos alternativa ao fogo cruzado que se anuncia entre PT e PSB, antecipando-se, já, a disputa de 2014. Mostramos um caminho capaz de mobilizar a juventude em cima das bandeiras da educação, a partir de nossa vitória pelos 10% do PIB para seu financiamento, da cultura, na qual fui autor do Plano Nacional de Cultura, Relator do Vale-Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, do Desenvolvimento Sustentável, tema no qual sou autor da proposta de Emenda Constitucional para o Plano Nacional de Desenvolvimento Urbano, enfim, da ética na política, fundador que fui da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, único parlamentar pernambucano signatário do Projeto de Lei da Ficha Limpa e autor de diversos projetos nessa área.

A partir desse episódio passo a defender com mais ênfase ainda a realização de eleições diretas para as direções do PDT e a realização de convenções imediatas para a construção de diretórios em todas as instâncias. Basta de dirigentes eternos e presidentes provisórios.

Agradeço o apoio de todos que se manifestaram pela candidatura própria, que me enviaram mensagens de força, fé, solidariedade e esperança. Não saio da disputa, repito, estou sendo tirado pela prevalência de uma chantagem a favor de quem “empenhou” a palavra, deixando de ser um protagonista por inteiro com aliados para ser 1/16 de uma coligação, independente de qual seja, sabendo que havia instância superior partidária, com amparo regimental, sobre sua decisão pessoal.

Brasília, 4 de julho de 2012

Paulo Rubem Santiago

Dep.Federal PDT-PE

Crise no PT do Recife: Maurício Rands renuncia o mandato de deputado e diz que está fora da vida pública

O complicado processo sucessório no Recife segue mostrando que vai desancadear numa crise política sem procedentes. Dessa vez foi o secretário de governo e deputado federal licenciado Maurício Rands. Por meio de carta, ele anunciou não só a saída do governo de Eduardo Campos, mas renunciou ao mandato e disse que sai da vida pública. Segue abaixo a carta:

CARTA AO POVO DE PERNAMBUCO

Venho aqui me comunicar diretamente com meus eleitores, companheiros, amigos e com o povo de Pernambuco, em especial com os militantes do Partido dos Trabalhadores – PT, que compartilharam comigo tantas lutas pela democracia e pela construção de uma sociedade melhor.
Nas prévias internas de definição do candidato do PT e da Frente Popular, durante dois meses, participei de intenso debate sobre o

Recife e a vida partidária. Interagi com os militantes, na compreensão conjunta de que a melhoria da condição de vida na cidade é um processo de construção coletiva no qual o partido tem grande responsabilidade em servir de exemplo na demonstração de práticas democráticas. Testemunhei todo o engajamento desprendido e consciente de milhares de pessoas nesse nobre debate. Destes militantes, levarei para sempre as melhores memórias e a eles sou profundamente grato.

Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Ponderei sobre o processo das prévias e sobre o momento político mais geral. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT. Percebi terem sido infrutíferas e sem perspectivas minhas tentativas de afirmar a compreensão de que o ‘como fazer’ é tão importante quanto os resultados.

As diferenças de métodos e práticas, aliás, já vinham sendo por mim amadurecidas e acumuladas há algum tempo. Todavia, este processo recente fez com que as divergências ficassem mais claras e insuperáveis. Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária.

No debate das prévias, minha candidatura buscou construir uma legítima renovação por dentro do PT e da Frente Popular. Mas lutamos, também, para renovar os procedimentos com o objetivo de reforçar as práticas democráticas. Porém, setores dominantes da direção nacional do PT já tinham outro roteiro que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife.

Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT. Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida.  Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário.

É nesse quadro que comunico aqui três decisões tomadas por mim. Primeiro, a minha desfiliação do PT. Segundo, a devolução do mandato de Deputado Federal ao partido. E, por último, meu afastamento definitivo do cargo de Secretário do Governo Eduardo Campos.

Existiram diversas razões que me levaram a este caminho. A mais crucial dá-se no nível da minha consciência. Sempre agi, na vida e na política, com o maior rigor entre o que penso e o que faço.  Sempre cumpri os deveres da minha consciência.

Defendi nos debates partidários a renovação do modo petista de governar e a implantação de um novo modelo de gestão no Recife. Modelo capaz de aprofundar nossa concepção de democracia participativa e especialmente de trazer para a cidade métodos e ações que o Governo Eduardo Campos vem praticando de maneira exemplar e com reconhecimento inclusive internacional, mas que a administração do Recife não conseguiu implantar.

Minha experiência como Secretário do Governador Eduardo Campos foi fundamental para entender a importância da política do fazer, com formas competentes e inovadoras de gerir os recursos públicos, atrair investimentos privados e promover a inclusão social.

Ainda nos debates das prévias, defendi a renovação das práticas e dos quadros partidários, bem como a melhoria da articulação política do governo municipal com o parlamento, os partidos da base e a sociedade civil organizada. Nesses 32 anos de militância, dediquei grande parte de minha vida a fortalecer o campo democrático-popular, lutando para aumentar a participação e consciência política do nosso povo.

Amadureci as decisões que acabo de tomar com base em fatos altamente relevantes que impactaram minha consciência de cidadão. Entre estes, a opção da quase totalidade da Frente Popular pela indicação de Geraldo Júlio como candidato a Prefeito do Recife. Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do Governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife.

Implantando na cidade o que o Governador Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco, ele vai melhorar concretamente a vida do povo do Recife.
Estou consciente de que o nosso povo vai entender o significado da escolha de um novo quadro para transformar as práticas político-administrativas na cidade. Geraldo Júlio vai representar a renovação dentro de uma frente política que – espero – seja mantida, mesmo com o lançamento de duas candidaturas no seu campo.

Como esta posição tem graves implicações para minha vida partidária, decidi que devo sair do PT e, com dignidade, devolver meu mandato ao partido. E como gesto concreto de que não se trata de um jogo menor, de barganha por espaços de poder, decidi também sair definitivamente do Governo Eduardo Campos. Esse é o custo, sem dúvida elevado, de ser fiel à minha consciência cidadã. Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania.

Maurício Rands

MPPE faz oitava recomendação contra voto político de vereadores

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) emitiu mais uma recomendação contra o voto político por vereadores. Dessa vez, o documento é destinado aos vereadores da Câmara Municipal de Tracunhaém, na Mata Norte, que receberam o prazo de 60 dias para julgar as contas dos prefeitos e vice-prefeitos e embasar a decisão com fundamentação legal. A recomendação é de autoria da promotora de Justiça Sylvia Câmara de Andrade.

Tracunhaém é a oitava cidade a receber o alerta dos promotores de Justiça, que surgiu de uma parceria do MPPE com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) no combate ao voto político por parte dos vereadores. A prática acontece quando a Câmara aprova contas de prefeitos sem justificar sua decisão e contrariando o parecer prévio do TCE, que indica a rejeição. A iniciativa da promotora segue a recomendação emitida pelo procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon de Barros.

O documento orienta que as Câmaras devem enviar ao TCE e a Promotoria de Justiça local os pareceres das comissões, votos dos vereadores, ata de sessões e respectivas resoluções legislativas. A recomendação também alerta que é preciso cumprir a obrigação de tornar pública toda decisão tomada pelo legislativo. De acordo com a promotora, após a análise das resoluções, as decisões que não foram consideradas legalmente fundamentadas podem ser anuladas.

Além disso, é recordado no texto que a função das Câmaras Municipais de fiscalizar a administração pública é prejudicada quando desvios de procedimentos e decisões não justificadas são práticas presente nas casas legislativas. O julgamento bem fundamentado ainda possibilita a aplicação da Lei da Inelegibilidade e a Lei da Ficha Limpa.