Opinião: O “Cavaleiro da esperança” em Caruaru. Por Paulo Nailson

A foto a baixo (presenteada pelo amigo Mizael Martins) registra um comício histórico, provavelmente no final da década de 50 para 60. Na Rua da Matriz, num local onde durante muitos anos aconteceriam os principais comícios de nossa cidade. Ao microfone Luís Carlos Prestes, conhecido como “O Cavaleiro da Esperança”, liderou a coluna de rebeldes que por dois anos e cinco meses percorreu 25 mil quilômetros pelo país, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 3 de janeiro de 1898. Morreu no Rio de Janeiro em 7 de março de 1990, aos 92 anos. 

Filho de Antônio Pereira Prestes (capitão do Exército) e de Leocádia Felizardo Prestes (professora primária). Prestes dedicou mais de 60 anos de sua energia aos ideais em que acreditava. Teve 10 filhos, Anita Leocárdia com Olga Benário, sua primeira mulher e mais nove filhos com Maria Prestes, além de 24 netos e nove bisnetos.

No dia 3 deste mês, quando se vivo fosse teria completado 114 anos, sua segunda esposa que permanece viva, entregou ao Arquivo Nacional 27 pastas com documentos pessoais e cartas do militante comunista com quem conviveu por 40 anos e a quem amorosamente ainda chama de “O Velho”.

Segundo Maria, entre fotos, cartas e documentos está o “Relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, de fevereiro de 1976, onde constam os nomes de 233 supostos torturadores. Aos 81 anos, ela decidiu doar os documentos daquele que, segundo disse, foi perseguido por 60 anos por lutar por seus ideias de um futuro melhor.

“O Velho tinha uma vida pública e esse acervo pertence aos historiadores e ao povo brasileiro, para que conheçam Prestes melhor”, disse a viúva, lembrando que o marido, apesar de sua intensa militância política, era um homem que amava sua família. Em uma de suas últimas entrevistas, em 1986, um jornalista perguntou se não se sentia frustrado por ter devotado tanto tempo a um ideal, ter sido preso, exilado, e não ter visto mudanças significativas no País. “Absolutamente. A transformação é um processo demorado, um processo longo. Leva tempo para convencer a classe operária que ela deve assumir um papel dirigente na luta por uma nova sociedade.”

 

SEIS MESES SE PASSARAM…

Desde quando circulou a primeira edição da Revista Conteúdo, julho de 2011, já se notava sua importância no contexto editorial local e agora na região. É interessante o clima de ansiedade de quem a recebe periodicamente pelo número que ainda não saiu, e a alegria de quem a conhece pela primeira vez. Na revista como no blog Mário Flávio mantém um equilíbrio saudável entre formato e conteúdo que consolida  cada vez mais a ambos no mercado e diante dos leitores.

A COMUNICAÇÃO ENQUANTO DIREITO

Acontecerá em Recife o I Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), entre os dias 09 e 11 de fevereiro na Universidade Católica de Pernambuco. Organizado pelo Centro de Cultura Luz Freire (CCLF). Em dezembro do ano passado houve a plenária do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), e também há sujeitos que atuam na “nova política” das marchas e redes sociais e buscam modelos mais horizontais de participação.

Paulo Nailson é militante político com atuação em movimentos sociais, Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicação cristã Presentia. Foi filiado ao PT por mais de 10 anos. Cursa Serviço Social.

Jornalista e blogueiro.

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