Em discurso, Dilma aposta em ‘diálogo’ e ‘mudança’ para novo mandato

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Do Jornal O Globo

Por volta das 21h30m, a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) fez seu primeiro discurso após a divulgação do resultado das urnas. Com 54,1 milhões de votos, ou 51,59% dos votos válidos, ela subiu ao palanque, em Brasília, ao lado do ex-presidente Lula, a quem fez muitos agradecimentos, e as primeiras promessas para os próximos quatro anos.

— As minhas primeiras palavras são de chamamento de paz e união. Nas democracias maduras, união não significa ação monolítica: significa abertura para diálogo. Essa presidenta está disposta ao diálogo. E é este meu primeiro compromisso para o segundo mandato: diálogo. — disse Dilma, comprometendo-se com a mudança tanto comentada nas campanhas. — Quero ser uma pessoa ainda melhor do que tenho me esforçado pra ser. Esse sentimento de superação deve não apenas impulsionar o governo e a minha pessoa, mas toda uma nação. O caminho é muito claro. Algumas palavras e temas dominaram esta campanha, a palavra mais repetida, mais dita , mais falada, mais dominante foi “mudança”. Sei que estou sendo reconduzida à Presidência para fazer as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige. Estou pronta a responder essa convocação. Direi sim a este sentimento da alma brasileira.

De figurino branco, assim como Lula, Dilma homenageou o ex-presidente. Ela chegou fazer coro com os militantes ao entoar os versos “Ole, ole, ole, olá, Lula…”.

— Agradeço ao militante número 1 das causas do povo e do Brasil: o presidente Lula’

Cumpri minha missão, diz Aécio ao reconhecer a derrota

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Do Uol

O candidato derrotado à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves (PSDB), afirmou neste domingo (26) após o resultado final da eleição ser anunciado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que cumpriu sua missão nesta eleição e que a prioridade do novo governo é “unir o Brasil”.

“Combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé”, afirmou o tucano ao citar São Paulo em seu discurso. Ele agradeceu ao Estado de São Paulo pela votação que teve neste segundo turno –ele teve 15,2 milhões de votos e ficou com 64,31%.

Ele também disse que ligou para a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) para cumprimentá-la.

Dilma Rousseff é reeleita presidenta do Brasil

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A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita com 51% dos votos. Até agora foram 98% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar da votação apertada, o candidato Aécio Neves (PSDB) não conseguiu superar a petista e recebeu 49% do apoio do eleitorado. A reeleição de Dilma coloca o PT com a expectativa de 16 anos seguidos no comando da Presidência.

A petista já estava na liderança da disputa, no primeiro turno, quando Aécio conquistou a segunda posição. Marina Silva (PSB) ficou em terceiro lugar, após assumir a chapa com a morte do então candidato Eduardo Campos (PSB).

No RN, Robinson Faria, do PSD, é declarado matematicamente eleito

Do Jornal O Globo

O anúncio da vitória de Robinson Faria foi feito pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, desembargador Virgílio Macedo, às 18h43 horário local. Faria foi declarado matematicamente eleito com 96,24% das urnas abertas e 845.445 votos. Henrique Eduardo Alves, do PMDB, obteve menos de 46% quando do anúncio da vitória do seu concorrente.

Faria é o atual vice-governador do estado, eleito em 2010 ao lado da governadora Rosalba Ciarlini, do Democratas, com quem rompeu, política e administrativamente ainda no primeiro ano de governo. O novo governador assumirá o Executivo Estadual potiguar emergido numa série crise econômica e com minoria na Assembleia Legislativa.

Waldez é eleito no Amapá

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O candidato ao governo do Amapá Waldez Goes (PDT) foi eleito governador na disputa contra Camilo Capiberibe (PSB). Com 89,25% dos votos apurados, Goes está com 60,80% dos votos válidos e está matematicamente eleito. Capiberibe aparece com 39,20% dos votos válidos. O estado tem 455.368 eleitores, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Levantamento do Ibope divulgado ontem mostrou Goes com 62% dos votos válidos, contra 38% do governador Camilo Capiberibe (PSB), que concorre à reeleição.

Reinaldo Azambuja vence a eleição no Mato Grosso do Sul

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Reinaldo Azambuja (PSDB) é o mais novo governador eleito de Mato Grosso do Sul com 55,33% dos votos. O tucano ficou na frente de seu adversário Delcídio (PT), que obteve 44,67%. O ex-deputado federal conseguiu superar as expectativas do primeiro turno, que apontavam o petista como o favorito à vitória. Da parcial de 94% das urnas apuradas, houve um total de 23,1% de abstenção, considerado um número alto.

No RS, Sartori derrota Tarso e é eleito governador

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José Ivo Sartori (PMDB) foi eleito neste domingo governador do Rio Grande do Sul. O peemedebista derrotou o petista Tarso Genro, que disputava a reeleição. Com 86,79% das urnas apuradas, Sartori contabiliza 61,23% dos votos válidos, contra 38,77% de Genro. Com o resultado, a população gaúcha confirma o histórico de rejeição às tentativas de reeleição de seus governadores.

Este ano, a campanha gaúcha foi marcada por reviravoltas. Sartori venceu após largar na terceira posição nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno. A candidata Ana Amélia Lemos (PP), que chegou a liderar a disputa, acabou fora do segundo turno. Após a derrota, ela declarou apoio ao candidato do PMDB no segundo turno.

Em 1º de janeiro de 2015, Sartori assume o comando do Palácio Piratini com um grande desafio: administrar uma dívida pública de 50 bilhões de reais.

Marconi Perillo é eleito pela quarta vez governador de Goiás

Aos 51 anos, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi eleito neste domingo (26) para o quarto mandato à frente do Palácio das Esmeraldas. Com 92.82% dos votos válidos, ele recebeu 57.51% contra 42,49% do ex-governador Íris Rezende (PMDB). De 1998 para cá, o tucano disputou três eleições contra o peemedebista e ganhou todas.

Marconi foi eleito pela primeira vez governador em 1998, vencendo Íris pela primeira vez. Quatro anos depois, reelegeu-se ao disputar o cargo contra Maguito Vilela (PMDB). Em 2006, renunciou ao mandato para disputar o Senado. Cumpriu apenas metade dos oito anos, voltando ao Palácio das Esmeraldas em 2010.

Em 2012, teve o momento mais tumultuado do seu governo. Viu seu nome ser ligado ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Chegou a ser investigado pela CPMI do Cachoeira no Congresso Nacional. No entanto, o relatório final não pediu seu indiciamento e de outras pessoas suspeitas de envolvimento com o contraventor.