Quatro gravações foram liberadas pelos vereadores

As tão esperadas gravações da Operação Ponto Final começaram a ser liberadas pelos vereadores de Caruaru. Não houve a coletiva de imprensa com os advogados, foi na sessão ordinária mesmo. Os dez vereadores se inscreveram para falar e aos poucos liberaram os áudios e dispararam críticas contra a prefeitura da cidade. Alguns chegaram a se emocionar, como é o caso de Val das Rendeiras e outros com o tom mais ameno, como o Pastor Jadiel. Os parlamentares culpam o Executivo pelo que chamam de “armação”. Os quatro trechos mostrados na Câmara contam com falas do ex-secretário Marco Casé.

Uma com o prefeito José Queiroz, informando sobre o resultado da votação do projeto do empréstimo do BRT. Outra com o assessor do prefeito Marcos Augusto e outras duas com um ex-secretário municipal e uma pessoa não identificada. Os vereadores garantem que mais áudios serão liberados. As gravações ainda hoje aqui no blog.

Gravações da Operação Ponto Final são divulgadas na sessão da Câmara de Caruaru

Vereador começou a liberar gravações da Operação Ponto Final. A imagem é de Antônio Valdevino

Vereador começou a liberar gravações da Operação Ponto Final. A imagem é de Antônio Valdevino

A sessão ordinária da Câmara de Caruaru começou quente. Os vereadores indiciados pela Operação Ponto Final aproveitaram os nove meses da ação para divulgar as tão esperadas gravações. O primeiro usar à Tribuna foi Louro do Juá (SDD). Ele acusou o Executivo Municipal em promover uma suposta armação junto a Polícia Civil, com o intuito de prender os dez vereadores envolvidos no caso. As gravações liberadas são ligações entre o ex-secretário de Relações Institucionais, Marco Casé, o chefe de Gabinete Marcos Augusto e o prefeito José Queiroz.

O segundo orador a usar à Tribuna foi Evandro Silva, que foi mais crítico e pediu atenção do judiciário com o caso. Os parlamentares questionam o fato da primeira ligação ter sido feita por volta de meia noite da véspera da Operação. Mais detalhes ainda hoje no blog.

No DF, candidato de Marina assume ponta

Do G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (18) aponta o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) com 28% das intenções de voto para governador do Distrito Federal. Em segundo lugar estão empatados os candidatos Agnelo Queiroz (PT) e Jofran Frejat (PR), ambos com 21%. Em seguida aparecem tecnicamente empatados os candidatos Luiz Pitiman (5%) e Toninho do PSOL (3%). Perci Marrara (PCO) não atingiu 1%.
Encomendada pela TV Globo, a pesquisa é a primeira do Ibope com Jofran Frejat como candidato do PR.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):
– Rodrigo Rollemberg (PSB): 28%
– Agnelo Queiroz (PT): 21%
– Jofran Frejat (PR): 21%
– Luiz Pitiman (PSDB): 5%
– Toninho do PSOL (PSOL): 3%
– Perci Marrara (PCO): 0%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 10%

O Ibope ouviu 1.204 eleitores em todo o Distrito Federal nos dias 16 e 17 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TER) sob o número DF-00043/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00672/2014.

Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:
– Rollemberg: 18%
– Agnelo: 17%
– Frejat: 14%
– Pitiman: 3%
– Toninho: 2%
– Outros: 2%
– Branco/Nulo: 15%
– Não sabe: 30%

Segundo turno
O levantamento também abordou três cenários de um eventual segundo turno:
– Frejat: 43%
– Agnelo: 29%
– Branco/Nulo: 18%
– Não sabe: 10%
– Rollemberg: 53%
– Agnelo: 24%
– Branco/Nulo: 15%
– Não sabe: 8%
– Rollemberg: 45%
– Frejat: 29%
– Branco/Nulo: 16%
– Não sabe: 9%

Rejeição
A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Agnelo Queiroz tem a maior rejeição, e Rollemberg, a menor:

– Agnelo Queiroz (PT): 45%
– Jofran Frejat (PR): 13%
– Perci Marrara (PCO): 12%
– Toninho do PSOL (PSOL): 12%
– Luiz Pitiman (PSDB): 11%
– Rodrigo Rollemberg (PSB): 6%
– Poderia votar em todos: 7%
– Não sabe/não respondeu: 17%

Avaliação do governo
A pesquisa Ibope também perguntou aos eleitores como eles avaliam a administração do governador Agnelo Queiroz. Para 3%, o governo é “ótimo”; 15% o consideram “bom”; 31%, regular; 19%, “ruim”; e 29%, “péssimo”. Não sabem ou não responderam somaram 4%.
O Ibope perguntou se o eleitor aprova o governo. De acordo com o levantamento, 29% aprovam e 63% desaprovam. Outros 8% não sabem ou não responderam.
O instituto também perguntou se o eleitor confia ou não no governo. Dos entrevistados, 23% disseram que confiam; 69% responderam que não confiam. Outros 9% não sabem ou não quiseram responder.

No Paraná, Beto Richa lidera com 44; Requião tem 30

Do G1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo do Paraná:

Beto Richa (PSDB): 44%
Requião (PMDB): 30%
Gleisi Hoffmann (PT): 10%
Ogier Buchi (PRP): 1%
Bernardo Pilotto (PSOL): 0%
Geonisio Marinho (PRTB): 0%
Rodrigo Tomazini (PSTU): 0%
Tulio Bandeira (PTC): 0%
Brancos e nulos: 6%
Não sabe: 9%

No levantamento anterior, realizado pelo instituto entre os dias 8 e 9 de setembro, Richa tinha 44%, seguido por Requião(28%), Gleisi (10%) e Buchi (1%). Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 10%.

A pesquisa foi encomendada pela RPC TV e pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Segundo turno
O Datafolha fez uma simulação de segundo turno entre Beto Richa e Requião. Os resultados são os seguintes:

Beto Richa: 51%
Requião: 36%
Branco/nulo: 7%
Não sabe/não respondeu: 6%

Rejeição
O Datafolha também apontou a rejeição dos candidatos. A maior rejeição é do peemedebista Requião, que tem 25%. Na sequência aparecem Gleisi Hoffmann(20%), Beto Richa (18%), Ogier Buchi(10%), Tulio Bandeira (10%), Bernardo Pilotto (10%), Geonisio Marinho(9%), e Rodrigo Tomazini (9%). Todos os candidatos são rejeitados por 4%, enquanto 12% não rejeitam nenhum, e 15% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de setembro. Foram entrevistados 1.256 eleitores em 46 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de três pontos prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número PR-00035/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-00665/2014.

Ana Amélia segue com 10 pontos a frente de Tarso no RS, diz Datafolha

Do G1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo do Rio Grande do Sul:

Ana Amélia Lemos (PP) – 37% das intenções de voto
Tarso Genro (PT) – 27%
José Ivo Sartori (PMDB) – 13%
Vieira da Cunha (PDT) – 3%
Estivalete (PRTB) – 0%
Humberto Carvalho (PCB) – 0%
Roberto Robaina (PSOL) – 0%
Brancos/nulo/nenhum – 5%
Não sabe – 14%

No levantamento anterior, divulgado no dia 10 de setembro, Ana Amélia tinha 37% e Tarso Genro, 28%. Na pesquisa de 4 de setembro, a candidata do PP tinha 39%, Tarso aparecia com 31%, Sartori tinha 10% e Vieira da Cunha, 3%. Na primeira pesquisa, em agosto, Ana Amélia aparecia com 39% e Tarso Genro, com 30%, Sartori tinha 7% e Vieira da Cunha, 3%.

Encomendada pela Folha da Manhã S/A e pelo Grupo RBS, a pesquisa é a quarta do Datafolha após o registro das candidaturas.

Segundo turno
O Datafolha fez uma simulação de segundo turno entre Ana Amélia e Tarso Genro. Os resultados são os seguintes:

Ana Amélia – 48%
Tarso Genro – 34%
Em branco/nulo/nenhum – 7%
Não sabe – 11%

Rejeição
O Datafolha também pesquisou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Confira abaixo:
Tarso Genro (PT) – 24%
Ana Amélia Lemos (PP) – 13%
Estivalete (PRTB) – 13%
Humberto Carvalho (PCB) – 10%
Roberto Robaina (PSOL) – 10%
Vieira da Cunha (PDT) – 10%
José Ivo Sartori (PMDB) – 6%
Rejeita todos/não votaria em nenhum – 3%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum – 19%
Não sabe – 20%

A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de setembro. Foram entrevistados 1.300 eleitores em 50 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de três pontos prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número RS-00018/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00665/2014.

Mais um caso de vandalismo contra aliados de Armando

O Comitê do candidato a deputado federal Jorge Côrte Real, no Recife, sofreu várias depredações na madrugada desta quinta-feira. Foram quebradas estruturas metálicas e rasgadas bandeiras e banners mantidos nos espaço, no bairro da Madalena, na esquina das ruas Real da Torre e Padre Anchieta.

O caso de vandalismo foi registrado na Delegacia de Polícia da 5ª Circunscrição/Casa Amarela para investigação. A depredação ocorreu em meio a fatos semelhantes ocorridos em outros comitês da Coligação Pernambuco Vais Mais Longe, em cidades como Recife, Olinda, Abreu e Lima, Araçoiaba e Surubim.

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Em Surubim, pichação diz que PT matou Eduardo. Petista se revolta com afirmação

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A eleição está indo para o nível mais baixo com o passar dos dias. Na cidade de Surubim, vândalos destruíram cavaletes e bandeiras do candidato a deputado federal Mozart Sales. A situação foi mais além e muros da cidade foram pichados com acusações contra o PT sobre a morte de Eduardo Campos.

O prefeito de Surubim, Túlio Vieira, registrou denúncia junto à Polícia Civil e Justiça Eleitoral. “Os vândalos também picharam os muros da cidade com dizeres contra o PT”, afirmou o chefe do executivo municipal. As ocorrências do Recife também foram denunciadas pela equipe do candidato. O caso de Tupanatinga ainda será levado à polícia.

Paulo Câmara garante que vai cumprir promessas de campanha

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O compromisso de realizar as entregas mais demandadas pela população foi reafirmado, nesta quinta-feira (18), pelo candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB). Durante entrevista à Rádio Folha, no Recife, o socialista pontuou ações importantes que serão colocadas em prática na sua futura administração, destacando que tudo o que for essencial para o desenvolvimento de Pernambuco, e para melhoria da qualidade de vida da população, será implementado. “Tudo o que é prioritário será realizado. Não deixaremos de fazer nada do que foi colocado como prioridade”, assinalou.

Humberto debate com estudantes de medicina de Caruaru

​Estudantes de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, participam de um debate na noite desta quinta-feira (18) sobre o Sistema Único de Saúde e projetos do Governo Federal, como o programa Mais Médicos, entre outros na área de assistência médica. O senador Humberto Costa é o principal convidado da noite. Atual líder do PT no Senado Federal, Humberto foi o primeiro ministro da Saúde (2003 a 2005) do governo Lula e criador de programas extremamente importantes como o Samu, o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular.

​O evento em Caruaru foi organizado pelo Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE. O encontro acontece no auditório do curso de medicina da UFPE-CAA, no Polo Comercial de Caruaru, a partir das 19h.

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Opinião – Administração escolar no Brasil – Por Alexei Esteves

O estudo da história da educação brasileira revela que o tema da democratização, associado ao da universalização do ensino, salvo em alguns momentos de enfraquecimento, vem traduzindo-se em uma preocupação constante nos debates educacionais. A discussão sobre a qualidade, por sua vez, apesar de estar presente, de alguma forma, desde o “otimismo”, manifestou-se de forma mais explícita em movimentos específicos (Escola Nova e Tecnicismo), até atingir seu ápice nos anos 1990.

Nessa década, dentro de uma ótica progressista, a qualidade será mais um elemento pelo qual se deve lutar, portanto como uma extensão de direitos, em que se defende uma escola pública, gratuita e democrática. Porém, sob a inspiração de uma pedagogia de caráter neotecnicista, decorrente das idéias neoliberais que iriam desaguar com maior ímpeto, nesse ínterim, a problematização acerca da qualidade, assumida pelo discurso de cunho neoliberal, irá embotar a preocupação com a democratização da educação e da sociedade. O problema da qualidade será aí compreendido dentro da lógica produtiva empresarial.

Segundo esse prisma, não há falta de vagas e nem de recursos, mas uma ineficiência da administração escolar pública.
Ambas as posições, porém, irão reconhecer a importância da gestão educacional, e mais especificamente, da gestão escolar, como uma das formas de concretizar essa qualidade. Os setores progressistas, entendendo a qualidade dentro de uma concepção mais ampla, lutarão por formas mais justas de organização escolar. Os setores conservadores, contudo, irão proclamar por novas formas de gestão com o objetivo de promover a eficiência no campo educacional.

Assim, se no movimento escolanovista a qualidade esteve relacionada aos meios de aprendizagem, e no tecnicismo às técnicas implementadas no processo de ensino, na década de 1990, essa dimensão estará associada, entre outros aspectos, à gestão escolar, ou melhor, à gestão democrática escolar. Há que se alertar que a importância conferida à administração não pode ser considerada como um fenômeno circunstancial ou uma simples corrente acadêmica. Na verdade, a atenção concedida a ela, atualmente, deve ser compreendida como uma questão dotada de historicidade, pois, como se viu, tem sido objeto de investigação sistemática desde a década de 1960.

A idéia é que a ênfase na gestão democrática da unidade escolar é influenciada pela dinâmica dos movimentos que a antecederam – analisados aqui sob as categorias democratização e qualidade escolar. Contudo, é preciso elucidar que a importância que irá adquirir a temática gestão democrática no meio acadêmico e no campo das políticas públicas educacionais fará com que esta problemática seja mais do que um desdobramento das categorias acima referidas e se consubstancie em um outro movimento de suma importância nos debates educacionais.

Esse movimento está relacionado com uma dinâmica de focalização da escola, que se apresenta nitidamente, no Brasil, a partir da década de 1980. A valorização da organização escolar implicará o reconhecimento das unidades de ensino como locais dotados de uma margem de autonomia pedagógica e administrativa. Sob a orientação dessa valorização, a gestão escolar passará a ser objeto de atenção dos sujeitos envolvidos, direta ou indiretamente, com a educação.