Artigo – Como o Brasil melhorou no ranking mundial do meio ambiente para empreender? – por Pedro Neves*

Nos últimos anos a expressão “empreender no Brasil não é fácil” nunca foi tão utilizada. Pode-se identificar alguns fatores básicos e críticos que nos levam a essa condição: i) capital financeiro insuficiente e um mercado de crédito que convive, ainda, com elevadas taxas de juros; ii) custo Brasil, termo que economistas utilizam para definir a complexidade do nosso sistema econômico, que eleva os custos nas empresas; iii) estrutura econômica pouco desenvolvida, o que inclui ambiente pouco competitivo, renda per capita baixa, níveis de produtividade baixos, entre outros; iv) uma burocracia exagerada e que torna o fluxo da inovação e o desenvolvimento de novos negócios extremamente difícil.

As causas desses problemas são muitas e não cabem aqui. Contudo, um sinal de alerta foi ligado nos últimos anos, e de forma gradual passamos a discutir uma agenda que possa mitigar tantos problemas.

Para tanto passou-se a contar com um importante relatório do Banco Mundial. O Doing Business (relatório 2019 completo) publica indicadores quantitativos sobre as regulações das atividades comerciais e sobre a proteção dos direitos de propriedade, que podem ser comparados através de 190 economias, bem como através dos anos.

Em três anos o Brasil conseguiu avançar e subir no ranking, da 139ª para a 106ª colocação. A classificação que mede basicamente a facilidade de fazer negócios conta com algumas variáveis analisadas: abertura de empresas, alvarás de construção, obtenção de eletricidade, registro de propriedade, facilidade de crédito, proteção de investidores, pagamento de impostos, comércio internacional e execução de contratos.

Uma das ações que colaboraram para esse resultado foi a Rede Nacional para Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios, a Redesim. Essa iniciativa permitiu, por exemplo, a redução do tempo médio de abertura de uma empresa, que passou de 101 para menos de sete dias na cidade de São Paulo. Somado a isso, a implantação de medidas de facilitação de comércio, com destaque para o Portal Único de Comércio Exterior.

A elevação foi tímida mas expõe como uma agenda de reformas pode transformar o Brasil. O mundo avançou, a economia ainda mais dinâmica, e o Brasil precisa abortar diversos preconceitos e atingir um patamar de nação desenvolvida. Para tanto devemos contar com a energia empreendedora e com um ambiente livre de amarras à competitividade.

Bolsa atinge patamar histórico após Sérgio Moro aceitar ocupar ministério da Justiça

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, chamado B3, disparou 1.100 pontos em menos de meia hora depois de Sérgio Moro ter aceitado assumir o Ministério da Justiça.

De manhã, o Ibovespa saltou de 87.094 pontos para 88.194 pontos, o que corresponde a uma alta de 1,2%. Na máxima, chegou a 89.017 pontos, renovando a máxima histórica intraday. Para quem não conhece, intraday é o período observado desde a abertura até o fechamento do pregão em Bolsa de Valores.

Às três horas da tarde desta quinta-feira (1), véspera de feriado, o dólar comercial estava custando R$ 3,69.

PF vai investigar suspeitos pela morte de Marielle

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, solicitou nesta quinta-feira (1º) à Policia Federal para investigar suspeitos da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Em coletiva, Jungmann disse que há uma grave denúncia, baseada em um conjunto de fatos, de que existe uma organização criminosa integrada por agentes públicos e milícias para impedir que o crime seja solucionado. Justamente por isso, a Polícia Federal foi requisitada.

“É prematuro dizer: ‘olha, operava assim ou operava assado’. O que eu extraí e posso dizer aqui é que você tinha uma articulação criminosa entre agentes públicos dentro de órgãos públicos envolvidos com o processo de investigação e, ao mesmo tempo, você tinha agentes externos, sejam organizações criminosas, milicianos, contravenção, envolvidos nesta questão. Agora, dizer que a dinâmica era tal ou qual é muito cedo para poder afirmar isso.”

No ofício que foi enviado para a Polícia Federal, o ministro da Segurança Pública também pediu a proteção de pessoas que prestaram depoimentos sobre o caso.

Essa medida foi tomada depois de a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pedir à Raul Jungmann que a Polícia Federal (PF) passasse a investigar novas suspeitas sobre a morte da vereadora e do motorista. O pedido foi feito na última quarta-feira (31).

Armando lamenta falecimento do empresário Josimar Henrique

Em nota distribuída à imprensa, o senador Armando Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria e ex-ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, lamentou o falecimento nesta sexta-feira (2) do empresário Josimar Henrique da Silva, fundador do Laboratório Hebron Farmacêutica.

“Josimar sempre foi um empreendedor à frente do seu tempo, pioneiro, ousado, com visão estratégica, que imprimiu ao Hebron um padrão gerencial arrojado, com limites éticos claros e rigorosos, assumindo uma posição de liderança no setor”, disse Armando.

“A partida precoce de Josimar significa uma enorme perda para Pernambuco, mas perco também um amigo particular, que esteve ao nosso lado em momentos decisivos nos últimos anos. Portanto, em meu nome e em nome de Mônica, quero expressar minha solidariedade à sua família neste momento tão difícil. Que Deus lhes conforte e dê forças para enfentar essa dor”, concluiu.

Tony, Tonynho ou Raffiê?

O grupo liderado pelo ex-prefeito Tony Gel mostrou mais uma vez que tem um eleitorado fiel. A eleição de 2018 foi uma prova disso. Ele foi majoritário na cidade e obteve uma reeleição tranquila, tendo quase 50 mil votos em todo o estado.

Na eleição para prefeito em 2016, Gel perdeu a eleição para Raquel, mas obteve cerca de 82 mil votos, um percentual muito bom, avaliam os analistas. Para a eleição de 2020 ele terá um dilema. Será que vai tentar mais uma vez ser prefeito de Caruaru?

Parte do grupo que apoia Tony defende que sim, mas tudo passa primeiro pela vontade dele em disputar. Outra questão a ser avaliada diz respeito ao governador Paulo Câmara, que pode agir para evitar múltiplas candidaturas e aí nesse bolo entra o próprio Tony Gel, Zé Queiroz, Lessa e o PT, todos da base.

Outra opção seria colocar o filho de Tony, empresário Tonynho Rodrigues, que já teve o nome especulado em duas eleições, mas ainda não foi testado nas urnas. Tonynho tem um imenso carisma junto ao eleitorado jovem, principalmente pela atuação na TFM. Ele também já tem vontade de disputar e aguarda o sinal verde do pai.

Raffiê Dellon seria outra opção interessante. Ele foi vice de Tony em 2016 e tem atuação destacada na Jucepe e Ciretran. Dellon caminha para o PSD e não esconde de ninguém a intenção de disputar a prefeitura em 2020. Ele também tem uma atuação forte entre os jovens e comanda programas de debate na internet.

Uma última opção, essa mais remota, seria uma aliança política com Zé Queiroz. Mas nesse caso os grupos teriam que conversar muito com os eleitores de ambos. As cúpulas já admitem a união, mas as bases resistem. E só o começo do jogo eleitoral para 2020.

Via Parque é uma das apostas de Raquel Lyra

A foto é de Jorge Farias

Uma das obras que o governo Raquel Lyra aposta para ter força para uma reeleição é a via Parque. O projeto vai cortar boa parte do centro e vai dar uma mudada no centro da cidade.

A Secretaria de Urbanismo (SEURB) iniciou mais um trecho de execuções, desta vez, na área em frente ao INSS, na Avenida Rui Barbosa. O local foi isolado (tapumado). O trecho ainda faz parte da primeira etapa da obra, que compreende desde o Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga até a BR-104. Todo o projeto contempla um total de 7.000 metros de intervenção, contemplando cerca de 14 bairros da cidade, com uma estimativa de 150 mil pessoas beneficiadas.

Só para esta primeira fase, o valor orçado para as obras é de quase R$ 4 milhões. O projeto Via Parque prevê uma nova opção de mobilidade urbana que atravessará a cidade de leste a oeste, com implantação de ciclovia, ciclofaixas, pistas de cooper, bicicletários, academias, quadras poliesportivas, praças de convivência, ecopontos e nova iluminação.

Um cidadão com um fuzil na mão

Numa entrevista na Globonews o novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi perguntando por uma repórter se um “cidadão está de costas com um fuzil na mão o que o atirador da PM iria fazer”.

O vídeo viralizou nas redes sociais. Mas até agora não entendi o que a repórter quis dizer, afinal, não é todo dia que se encontra cidadãos caminhando com fuzis em mãos.

Mas por outro lado, essa propostas precisa ser vista com cautela, já que muitas vezes, pelo domínio do tráfico, os líderes enviam as pessoas mais frágeis para exercer algumas funções.

Com medo, os cidadãos acabam entrando numa vida que terá os caminhos da cadeia ou cemitério. Uma proposta para a segurança pública deve ser nacional, mas com os governantes conhecendo a realidade de cada região.

Só assim o crime organizado será combatido de forma eficaz, o que os recentes governos de esquerda não conseguiram. As teorias são muitas, as práticas fracassaram. No entanto, além de agir nas ruas, os governos precisam retomar o controle dos presídios, o que já perdeu faz tempo. Na verdade, o povo cansou e quer ações efetivas.

Morre fundador do grupo Hebron

Será sepultado neste sábado (3) o fundador do grupo Hebron, o caruaruense Josimar Henrique da Silva, de 67 anos.

O culto de agradecimento pela vida dele será às 9h na 1ª Igreja Presbiteriana do Recife, na Rua das Creoulas, Bairro das Graças.

Josemar também atuou no setor público. Ele foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Caruaru, na primeira gestão de Tony Gel à frente da prefeitura, em 2000.