Caruaru deve ficar fora da chapa de Armando

Nesta segunda-feira (11) o senador Armando Monteiro (PTB) anuncia que será que candidato a governador pela frente de partidos formadas por PTB, DEM, PSDB, PV, PRB, Podemos e PPS. Armando que já disputou o governo e perde para Paulo Câmara em 2010 vai para a disputa com partidos que eram da base do socialista e aposta no desgaste do governador para chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

E ao menos que tenhamos uma surpresa nesta segunda-feira, a cidade de Caruaru não será contemplada na majoritária. A especulação era grande em cima do nome do ex-governador João Lyra para ocupar a vaga de vice ou até disputar o senado, mas João decidiu não disputar a eleição desse ano e vai ficar nos bastidores.

Outro nome da cidade cotado para entrar na disputa era o do suplente do próprio Armando, Douglas Cintra, mas como o PTB já vai indicar o cabeça da chapa, não faria sentido ter outro integrante do partido, isso poderia causar problemas na composição das vagas e gerar uma crise antes mesmo da campanha começar.

A vice deve ser mesmo do vereador do Recife André Régis, com isso, os principais partidos seriam contemplados na chapa. A chapa será oficializada na manhã desta segunda-feira num hotel no Recife e aí vão começar as estratégias para explicar os motivos dos escolhidos para as funções de senador e vice, mas o fato que a cidade de Caruaru, que lançou o nome de Armando em 2014, estará fora da majoritária. A conferir.

Artigo – Por que o impasse entre caminhoneiros e governo continua? – por Juliano Domingues*

A greve dos caminhoneiros parecia ser mais um embate entre governo e grupo de pressão. Mas logo o episódio se desdobrou em uma crise institucional. Essa evolução pode ser compreendida a partir de duas chaves-analíticas: fragilidade governamental e fragmentação dos grupos de interesse.

Associações pressionam governos com a intenção de influenciar a política do setor. Assim agem os chamados grupos de interesse. Os mais organizados costumam ter suas demandas formalizadas por meio de regulação favorável. Não à toa, outro termo utilizado para se referir a eles é grupos de pressão.

Ao mesmo tempo, um governo frágil tende a ser mais propenso a atender aqueles que o pressionam. O governo Temer é um caso exemplar: possui índices de aprovação irrisórios, a melhora da economia beira ao realismo fantástico e, às vésperas das eleições, é praticamente nula a expectativa de poder do presidente alvo de denúncias de corrupção.

Quanto mais coeso um grupo de interesse, maior tende a ser sua capacidade de pressionar. A coesão, por sua vez, está associada à capacidade de comunicação interna. É o que a literatura chama de “custos de informação e de organização”. Os caminhoneiros já se comunicavam via WhatsApp para acertar serviços. Na greve, o app tornou-se ferramenta de ação política.

Por otimizar a troca de informação, o aplicativo poderia ter contribuído para acelerar o processo de negociação. Mas ocorreu o inverso. O que se viu foi assimetria informacional e lideranças do “mundo real” em xeque no “mundo virtual”. Duas características que se reforçam mutuamente e que são próprias da sociedade da qual WhatsApp é fruto podem ajudar a explicar o porquê.

A primeira é a interação horizontalizada. Como qualquer integrante está habilitado a compartilhar conteúdo, os interesses originais do movimento podem se tornar um tanto difusos. A segunda característica é a fragmentação. Os grupos são formados por até 256 integrantes. O limite incentiva a proliferação de ambientes que não necessariamente interagem entre si.

O governo cede, mas a crise persiste, por um motivo simples: a fragmentação influencia na resolutividade, pois a distribuição de benefícios está pulverizada entre diversos subgrupos. Como ninguém se dá por satisfeito, a pressão continua. Já o custo dessa negociação está concentrado: quem paga a conta do impasse é você, contribuinte.

Juliano Domingues é cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco.

Reprovação ao governo Temer é de 82%, aponta pesquisa Datafolha

Do G1

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” indica que o governo do presidente Michel Temer é reprovado por 82% dos entrevistados.

O índice é ainda maior (12 pontos percentuais) que o registrado no levantamento anterior, em abril, e corresponde à soma dos que classificam o governo como “ruim” ou “péssimo”.

O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios entre os últimos dias 6 e 7 de junho.

O resultado da pesquisa, de acordo com o site, é o seguinte:

• Ótimo ou bom: 3%

• Regular: 14%

• Ruim ou péssimo: 82%

Veja índice de confiança no STF, Militares e Imprensa:

Confiança no STF:

• 14% confiam muito

• 43% confiam um pouco

• 39% não confiam

Confiança nas Forças Armadas:

• 37% confiam

• 41% confiam um pouco

• 20% não confiam

Confiança na imprensa:

• 16% confiam

• 45% confiam um pouco

• 37% não confiam

Mais índices de credibilidade baixa:

• Partidos políticos: 68% não confiam

• Congresso: 67% não confiam

• Presidência: 64 não confiam

Datafolha – Com Lula fora, Marina Silva venceria no segundo turno

Cenário 8 (Sem Lula)

• Marina (Rede): 42%

• Alckmin (PSDB): 27%

• Em branco/Nulo: 29%

• Não sabe: 2%

• Alckmin (PSDB): 33%

• Bolsonaro (PSL): 33%

• Em branco/Nulo: 32%

• Não sabe: 3%

Cenário 10 (sem Lula)

• Marina (Rede): 42%

• Bolsonaro (PSL): 32%

• Em branco/Nulo: 24%

• Não sabe: 2%

Cenário 11 (sem Lula)

• Ciro (PDT): 36%

• Bolsonaro (PSL): 34%

• Em branco/Nulo: 28%

• Não sabe: 3%

Cenário 12 (sem Lula)

• Marina (Rede): 41%

• Ciro (PDT): 29%

• Em branco/Nulo: 28%

• Não sabe: 2%

• 30% dizem que votariam em candidato indicado por Lula.

• 17% dizem que “talvez” votariam em candidato indicado por Lula

• 51% dizem que rejeitariam em candidato indicado por Lula

• 65% dizem que rejeitariam candidato indicado por Fernando Henrique Cardoso

• 92% dizem que rejeitariam candidato indicado por Michel Temer

Datafolha – Lula venceria todos os demais candidatos no segundo turno; sem petista, partido perde força

Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

• Lula (PT): 49%

• Jair Bolsonaro (PSL): 32%

• Branco/nulo: 17%

• Não sabe: 1%

Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

• Lula (PT): 49%

• Alckmin (PSDB): 27%

• Em branco/Nulo: 22%

• Não sabe: 1%

Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

• Lula (PT): 46%

• Marina (Rede): 31%

• Em branco/Nulo: 21%

• Não sabe: 1%

Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

• Alckmin (PSDB): 36%

• Haddad (PT): 20%

• Em branco/Nulo: 40%

• Não sabe: 4%

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

• Bolsonaro (PSL): 36%

• Haddad (PT): 27%

• Em branco/Nulo: 34%

• Não sabe: 3%

Datafolha – Lula tem 30%; sem petista, Bolsonaro lidera

Por G1

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste domingo (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018. Foram feitas 2.824 entrevistas entre 6 e 7 de junho, em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja os resultados dos 4 cenários pesquisados no 1º turno:

Cenário 1 (Se Lula for candidato)

• Lula (PT): 30%

• Jair Bolsonaro (PSL): 17%

• Marina Silva (Rede): 10%

• Geraldo Alckmin (PSDB): 6%

• Ciro Gomes (PDT): 6%

• Alvaro Dias (Podemos): 4%

• Manuela D’Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%

• Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%

• Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%

• Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%

• Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%

• Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%

• Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%

• Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%

• João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%

• João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%

• Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%

• Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%

• Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenário

• Sem candidato: 21%

Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula)

• Jair Bolsonaro (PSL): 19%

• Marina Silva (Rede): 15%

• Ciro Gomes (PDT): 10%

• Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

• Alvaro Dias (Podemos): 4%

• Fernando Haddad (PT): 1%

• Sem candidato: 33%

Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula)

• Jair Bolsonaro (PSL): 19%

• Marina Silva (Rede): 14%

• Ciro Gomes (PDT): 10%

• Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

• Alvaro Dias (Podemos): 4%

• Jaques Wagner (PT): 1%

• Sem candidato: 33%

Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição):

• Jair Bolsonaro (PSL): 19%

• Marina Silva (Rede): 15%

• Ciro Gomes (PDT): 11%

• Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

• Alvaro Dias (Podemos): 4%

• Sem candidato: 34%