Três últimos prefeitos de Santa Cruz do Capibaribe com os bens bloqueados pela justiça

Uma dura realidade para os moradores de Santa Cruz do Capibaribe. Uma das principais cidades do Polo de Confecções do Agreste tem mais dois ex-prefeitos com os bens bloqueados pela justiça.

Toinho do Pará (prefeito entre 2009 e 2012) e Zé Augusto Maia (prefeito entre 2000 e 2008) entraram para essa estatística. A eles soma-se o atual gestor da cidade, Edson Vieira, que também está com os bens bloqueados.

Toinho do Pará – Atual vereador da cidade, teve a indisponibilidade de bens decidida pela Justiça Federal através de liminar, durante a tramitação da ação movida pelo Ministério Público Federal.

A empresa Ivalda Morais Nunes Souza–ME, que na época dos fatos foi contratada pela prefeitura com dispensa de licitação, bem como a pessoa física de mesmo nome, também teve os bens bloqueados, respondendo solidariamente ao ex-prefeito por um montante de R$343.317,75 (trezentos e quarenta e três mil, trezentos e dezessete reais e quinze centavos) em valores atualizados.

Na sentença do juiz federal Temístocles Araújo Azevedo, divulgada nesta segunda-feira (09), os réus foram condenados ao ressarcimento integral do dano, com exceção de um ex-procurador, que deverá ressarcir o referente a um dos contratos, além de pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público por cinco anos.

Zé Augusto Maia – A Justiça determinou o bloqueio de bens do ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, José Augusto Maia (AVANTE). A decisão faz parte da sentença que condenou José Augusto por improbidade administrativa.

O ex-prefeito José Augusto junto à ex-servidores que faziam parte da comissão de licitação foram condenados ao ressarcimento integral do dano causado ao erário, no valor de R$ 225.482,02.

Na mesma ação, José Augusto Maia foi condenado à suspensão dos direitos políticos por oito anos. Os envolvidos ainda podem recorrer da decisão. Maia é pré-candidato a deputado estadual.

Edson Vieira – O bloqueio de bens do atual prefeito atende a uma denúncia do Ministério Público de Santa Cruz do Capibaribe pelo envolvimento da chamada da “Farra das Locações”. Na época, além do prefeito, a ex-chefe de gabinete da Prefeitura, integrantes da Comissão de Licitação do município e sócios de empresas, também tiveram os bens bloqueados.

A liminar determinava inicialmente o bloqueio de R$1.685.887,80, montante que o MPPE constatou corresponder ao dano causado pelo grupo ao erário municipal, conforme ação civil pública ingressada pelos promotores de Justiça Bianca Stella Azevedo, Iron Miranda dos Anjos e Fabiano de Melo Pessoa.

Nos três casos os políticos devem recorrer. Com informações do Blog do Ney Lima.