Perfil – Maria Alves, nova presidente da Fundação de Cultura de Caruaru

Maria Alves da Silva, atriz, arte-educadora, professora de teatro, produtora cultural, encenadora e pedagoga, começou a carreira no mundo das artes em 1975. É formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também concluiu mestrado em Educação Contemporânea.

Atuou por dez anos no espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém; atuou, também, nas peças Dorotéia vai à guerra, 15 anos depois, Solteira, Casada, Viúva, Divorciada; é professora de Teatro, há 23 anos, do Colégio Diocesano de Caruaru; participou do premiado filme Aquarius, com Sônia Braga; e idealizou e coordenou o projeto “Teatro na Comunidade”, em escolas da rede pública estadual, através de uma emenda parlamentar da então deputada estadual Raquel Lyra.

Maria Alves na Fundação e Roberto Bezerra na Destra

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, anunciou na manhã desta terça-feira (3) os nomes dos novos presidentes de Fundação de Cultura e Turismo e Destra. Conforme o blog antecipou, a atriz Maria Alves vai comandar a autarquia responsável pelas atividades culturais da cidade.

Ela assume a função com menos de dois meses para a realização do Maior é Melhor São João do Mundo, principal evento do município.

Já na Destra quem vai assumir é Roberto Bezerra, que exercia a função de Executivo do coronel Hermes de Melo.

Artigo – Preocupado com a educação da rede municipal de Caruaru – por Alberes Silva*

Alberes lopes

Muito vem me preocupando como a prefeitura de Caruaru está tocando a questão da educação nesses 15 meses de gestão. Para inicio destaco uma questão herdada da gestão do ex-prefeito José Queiroz, ação coletiva impetrada por aproximadamente 150 professores aprovados no último concurso e que aguardam uma decisão judicial para ocuparem os cargos de professores efetivos, hoje preenchidos por contratados.

É fato que na esfera federal a educação não está nas principais pautas de prioridades, mesmo ocupando um lugar extremamente estratégico para o desenvolvimento de uma nação, essa condição nacional vem sendo há muito tempo refletida na educação municipal de Caruaru, uma secretaria com um número gigantesco de contratados com um salário muito abaixo dos professores efetivos, ocasionando uma precarização nas condições de trabalho dos docentes da nossa cidade.

Essa situação dá totais condições para a prefeita Raquel Lyra marcar um “gol de placa” e mostrar que a educação é tratada com seriedade, já que as vagas existem e esse imbróglio vem desde 2009. A prefeitura, de forma responsável, deveria convocar e efetivar todos esses professores que aguardam uma resolução judicial, essa seria uma resposta fundamental para resolver um problema antigo e construir para o mandato um discurso em que a educação é tratada de forma valorosa e que fez cumprir um direito negado por antiga gestão.

Mas, algo tão sério quanto o já mencionado, se dá no tocante dos vários alugueis de prédios que estão se multiplicando na cidade para “resolver” o problema da demanda de alunos em busca de escolas. A análise que deve ser feita não deve partir prioritariamente dos aluguéis, de certa forma é uma condição em que a prefeitura está buscando para comportar o grande número de estudantes na nossa cidade.

Prefiro questionar algo mais além, mais problemático e que não vimos ainda um posicionamento da gestão municipal sobre um planejamento de construções de escolas para atender essa demanda e também sair desses alugueis. Não é concebível aceitar todos esses gastos com reestruturação desses espaços alugados sem que existam projetos para construção de escolas nos quatro cantos da cidade.

Podemos em primeiro momento até entender a defasagem de espaços físicos próprios da prefeitura e compreender que esse momento é uma situação emergencial, justificando os diversos pontos aproveitados pela secretaria de educação para comportar os alunos.

É necessário um planejamento a médio e longo prazo, e isso ainda não vimos dos responsáveis pela educação, pintar vans, ônibus, reformar escolas sem que existam medidas paralelas de valorização da prática docente e sem construções de novos espaços educacionais, a prefeitura ficará fadada a repetir o que os outros governos municipais fizeram, paliativos e remendos.

É necessário muito mais do que frases de efeito “juntos pela educação”… É necessário a partir de ações objetivas e planejadas mostrar que a nossa educação tem que ser pensada muito além dos 4 anos de mandatos, para muito além de números e resultados, educação tem que ser planejada para forma geração e dessa forma contribuir para evolução da nossa cidade, e até agora não estamos vendo esses pontos no governo da prefeita Raquel Lyra.

*Alberes Silva é professor

Parceria firmada entre Ciretran e GRE

Foto GRE

O Diretor da 4ª CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito) de Caruaru, Raffiê Dellon, se reuniu com o recém-empossado Gestor da GRE (Gerência Regional de Educação), Flávio Silva, na Sede do Órgão Educacional, para apresentar o Projeto de Educação no Trânsito para os alunos da Rede Estadual de Ensino.

“Flávio é um gestor muito sensível as demandas educacionais, nosso intuito, é junto a Operação Lei Seca, a Polícia Militar, o DETRAN e a Gerência Regional de Educação, criarmos um calendário de planejamento para trabalhar a Educação no Trânsito nas Escolas da Rede Estadual de Ensino. É mais um projeto pioneiro, onde não temos dúvida do resultado benéfico para a atual e futuras gerações”. Comentou Raffiê.

O Agente Ivanildo Júnior também participou do Encontro. A expectativa é que o Projeto já tenha início no “Maio Amarelo”, mês internacionalmente dedicado ao movimento de conscientização do Trânsito.

Artigo – Viva o Dia Mundial da Literatura Infantojuvenil! – por Gabriela Kopinits*

gABRIELA

“O pequeno se torna grande num livro”. Este é o tema da campanha deste ano do International Board on Books for Young People (uma espécie de comitê mundial do livro infantojuvenil com sede na Suíça) em homenagem ao Dia Mundial da Literatura Infantil, comemorado neste 2 de abril. E já veremos o porquê dessa data.

Quem lê sabe que a leitura é uma das poucas coisas que nos possibilita viajar pelo Universo inteiro – e além – sem que saiamos do lugar. Ler um livro nos permite conhecer outras culturas, outras gentes, outras formas de pensar. Ler instrui, ensina, distrai, diverte, emociona e consola.

Para as crianças, então, a leitura abre um mundo de sonhos e de fantasia, um mundo onde tudo é possível, inclusive aprender a se conhecer e a lidar com seus medos, a entender que não se está sozinho: há outros como nós.

Agora sim chegamos ao motivo da comemoração do dia mundial da literatura dedicada a elas num 2 de abril. Como toda boa história começa com três palavrinhas mágicas: era uma vez, em 1805, um bebê recém-nascido no seio de uma família dinamarquesa muito pobre formada pela lavadeira Anne Marie Andersdatter e pelo sapateiro Hans Andersen.

O menino ganhou o nome de Hans Christian e era adorado pelo pai, que apesar de não saber ler nem escrever, lhe contava muitas estórias chegando a lhe fazer um teatro de marionetes, despertando no pequeno a imaginação e a criatividade, dons que lhe permitiram sobreviver à rude realidade de pobreza e privação em que a família vivia.

Fã de Napoleão Bonaparte e querendo mais da vida do que ser simples sapateiro, o pai decidiu se juntar às tropas do imperador francês nas suas campanhas militares pela Europa e acabou sendo ferido, vindo a falecer em 1816 e deixando o filho órfão aos 11 anos. O menino então teve que abandonar os estudos para ajudar nas despesas de casa. Tornou-se aprendiz de tecelão e chegou a trabalhar para um alfaiate, mas o que ele queria mesmo era ser ator e cantor.

Aos 14 anos, Andersen decidiu ir para a capital dinamarquesa, Copenhague, tentar a sorte na carreira artística. Dizem que ele tinha uma bela voz, apesar de feioso e desajeitado. Juntou-se ao Teatro Real da Dinamarca, mas não fez muito sucesso.

Aos 17 anos publicou seu primeiro conto, “O fantasma da tumba de Palnatoke”, e duas de suas peças acabaram chegando às mãos de um conselheiro real que lhe ofereceu uma bolsa de estudos.

Durante seis anos, Andersen frequentou a escola de Slagelse mas se sentia deslocado em meio aos colegas, mais jovens e menores que ele. Em 1828 começou a frequentar a Universidade de Copenhague e passou a se dedicar mais à literatura. Foi nessa época que a fama de excêntrico se consolidou entre os colegas.

Para ganhar uns trocados resolveu escrever algumas estórias infantis baseadas no folclore dinamarquês. Os contos fizeram sucesso e assim começou uma prolífica carreira, que durou quase 30 anos.

Antes de falecer em 4 de agosto de 1875, aos 70 anos de idade, Andersen deixou uma obra extensa: só de contos infantis foram 156, a maioria conhecidos por crianças do mundo inteiro, como “O soldadinho de chumbo”, “A roupa nova do Imperador”, “A pequena sereia”, e “O patinho feio”, que dizem ter sido baseado na sua própria infância.

Apesar de não ter sido o primeiro a escrever para crianças – esse posto pertence a Charles Perrault, considerado o pai da literatura infantil – foi o primeiro a adaptar estórias já existentes para uma linguagem mais acessível a esse público, inserindo nelas valores morais e sociais, como em “A pequena vendedora de fósforos”, conto que retrata de maneira tocante o drama da pobreza extrema.

Então, agora você já sabe. Foi graças à enorme contribuição do Andersen para a literatura infantojuvenil que a data do seu nascimento virou o Dia Internacional da Literatura Infantojuvenil, efeméride criada em 1967 por aquele comitê de que falamos no início desse artigo – o International Board on Books for Young People (IBBY). O IBBY criou ainda a Medalha Hans Christian Andersen para premiar os maiores nomes da literatura infantojuvenil mundial. No Brasil, a escritora Lygia Bojunga Nunes foi a primeira a receber essa medalha. Isso foi em 1982. De lá para cá, outros brasileiros também receberam essa distinção como a escritora Ana Maria Machado.

Viva, pois, o Dia Mundial da Literatura Infantojuvenil! Que tal comemorar com uma visita à biblioteca?

*Gabriela Kopinits é jornalista, escritora e contadora de estórias, autora do livro “Era uma vez…” pela Cepe Editora.

Asces-Unita participa de oficina durante o 5º Congresso da Amupe

Asces

A programação da 5ª edição do Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe é voltada para o debate e implementação dos 17 objetivos traçados pelas Nações Unidas em 2015, que tem até 2030 para sua conclusão. Com o tema “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Meta Global, Ação Municipal” o Congresso reunirá prefeitos e representantes das 184 prefeituras municipais de Pernambuco.

Durante os próximos dias 5 e 6 de abril os objetivos serão discutidos, entre estudiosos, políticos e entidades sociais. A Asces-Unita, participa da programação com a oficina “Implantando os ODS nos municípios: rede e governança”, nela o coordenador do curso de Relações Internacionais, Dr. Marconi Aurélio discutirá acerca das atividades desenvolvidas no estado através da Rede ODS Universidades, da qual a Asces-Unita é única representante em Pernambuco.

Paulo Câmara lança nova conexão entre Recife e Santiago

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O governador Paulo Câmara lançará oficialmente, nesta terça-feira (03), o novo voo entre Recife e Santiago do Chile. A operação, que será realizada pela Gol Linhas Aéreas, será iniciada no dia 24 de novembro de 2018. Na ocasião, Paulo também anunciará uma parceria entre o Governo de Pernambuco e a companhia aérea para apoiar o Programa Ganhe o Mundo (PGM).

Serão disponibilizados 22 bilhetes para estudantes com destino a Montevidéu, no Uruguai, e outros 225 bilhetes para jovens que embarcarão para Buenos Aires, na Argentina.

Fundação Terra promove evento sobre a destinação social do IR nesta quarta-feira (4)

Apresentar aos contribuintes um dos seus direitos mais importantes na hora de declarar o Imposto de Renda e despertar a consciência solidária dos cidadãos pernambucanos. Esses são os dois principais temas do Encontro Doação sem Dor, um encontro que reúne empresários, contadores, auditores fiscais e o mundo jurídico, além do público geral. O evento é promovido pela Fundação Terra, com o apoio do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PE) e Citi Hotéis, em 4 de abril, das 17h às 19h, no Citi Hotel Premium, próximo ao Shopping Difusora, em Caruaru.

Muita gente não sabe, mas a lei brasileira permite a toda pessoa física destinar até 3% do seu Imposto de Renda a instituições que desenvolvam trabalhos sociais com crianças e adolescentes. A destinação é realizada para o Fundo da Infância e da Adolescência (FIA) dos municípios. Posteriormente, é repassado para organizações sociais que atuem na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Se todos os pernambucanos decidissem realizar esse investimento, o aporte na economia do Estado poderia chegar a R$ 80 milhões, dinheiro integralmente aplicado em ações de educação, saúde ou cidadania, por exemplo, voltadas para a população em situação de vulnerabilidade.

O procedimento para efetuar a doação é extremamente simples. Em poucos passos, na hora de fazer a declaração do Imposto de Renda, é possível assinalar a destinação do percentual para o FIA. O melhor é que o contribuinte não vai pagar nada a mais para fazer isso. Quando a pessoa tem direito a receber restituição do IR, o valor direcionado é devolvido corrigido pela Selic.

Para explicar de que forma o exercício deste direito pode transformar, para melhor, a vida de crianças e adolescentes atendidos pelas instituições sociais em Pernambuco, foi convidado o delegado da Receita Federal, o Doutor Luiz Gonzaga, para explicar sobre o “Imposto de Renda e os Incentivos Fiscais” e “Doação Sem Dor e a sua Operacionalização”.

O índice de brasileiros que fazem pelo menos uma doação anual, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, passa de 75%. A enorme quantidade de doadores, entretanto, ainda não se reflete no volume de dinheiro arrecadado. “Enquanto nos Estados Unidos as doações somam 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o total dessas contribuições no nosso país chega a apenas 0,23%”, informa uma pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Indes), realizada em 2016.

Julgamento de habeas corpus de Lula expõe vaivém do STF

Da Folha

O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, na quarta (4), terá potencial de rever a jurisprudência que autoriza a prisão de condenados em segunda instância, caso a maioria decida a favor do petista.

Se confirmada, será uma nova reviravolta menos de um ano e meio depois que o STF decidiu permitir a execução provisória da pena (antes de esgotados os recursos nas instâncias superiores).

Agora, como antes, a mudança terá sido em torno de um caso específico, e não da discussão de mérito da constitucionalidade da medida.