PF e PGR poupam sigilos bancário e telefônico de Temer

Do Antagonista

PF e PGR não pediram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Michel Temer. A informação é de Rubens Valente, da Folha.

No inquérito, há um relatório que sugere a quebra dos sigilos, mas o documento foi produzido por um agente e um escrivão da PF – legalmente incapazes de pedir a quebra.

Caberia a Raquel Dodge formalizar o pedido ao ministro Luís Roberto Barroso, o que ainda não ocorreu.

Além disso, os investigadores não se aprofundaram sobre pistas importantes encontradas nos quatro meses de investigação.

“Em junho passado, a PF apreendeu na Argeplan, empresa do coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, ‘um projeto de reforma de imóvel com nome Maristela Temer’, filha do presidente, um recibo de pagamento em nome dela e um disco rígido com ‘diversas informações sobre a reforma no apartamento’.

Eventuais pagamentos da Argeplan, que tem contratos com órgãos públicos, à filha de Temer poderia indicar a dissimulação de vantagens indevidas. Nenhum dos documentos, porém, foi até o momento cruzado com o sigilo bancário de Maristela, que também não foi quebrado.

Em uma ação cautelar paralela ao inquérito, há uma análise da mídia apreendida em poder de Lima Filho —nesse material foram localizadas, por exemplo, 12 ligações telefônicas entre Temer e Lima Filho—, mas se trata do resultado de material apreendido, e não um exame das chamadas telefônicas do presidente.”

Nesse ritmo, o inquérito acabará tendo o destino previsto por Segovia: o arquivamento.