Ex-presidente da CBF condenado por corrupção nos EUA tenta anular julgamento

Os advogados de defesa de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, condenado pela Justiça dos Estados Unidos no caso de corrupção da FIFA, entrou com pedido de anulação do júri popular que compôs o julgamento do cartola, em dezembro. Além disso, a defesa de José Maria Marin pede que um novo julgamento seja realizado.

Marin, foi condenado pela Justiça americana por envolvimento em organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro, no caso de corrupção que denunciou vários dirigentes esportivos da FIFA.

José Maria Marin é acusado de receber propinas milionárias de contratos de direitos de transmissão da Copa América, Libertadores e Copa do Brasil.

O cartola brasileiro pode pegar até 120 anos de cadeia. Ele já está preso desde o natal no maior presídio de segurança máxima da cidade americana de Nova York. A Justiça dos Estados Unidos deve divulgar a pena de José Maria Marin no dia quatro de abril.

Os recursos da defesa do cartola ainda não foram analisados.

Judiciário tem ‘débito enorme com a sociedade’, diz presidente do STF

O brasileiro está “cansado da ineficiência” das instituições, inclusive do Judiciário. A opinião forte foi dada pela própria chefe do poder criticado, ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A ministra que visitou nesta sexta-feira (9) o estado de Goiás para discutir questões relacionadas ao sistema prisional, afirmou que as instituições e os poderes do Estado estão com “débito enorme com a sociedade”.

“O cidadão brasileiro está cansado da ineficiência de nós todos, inclusive nós do Poder Judiciário, que por mais que tentemos, e tenho certeza estamos tentando, claro temos sempre um débito enorme com a sociedade”.

O discurso feito durante a inauguração de um presídio em Formosa, cidade próxima ao Distrito Federal, teve como foco a segurança pública. Em Janeiro, Goiás foi palco de rebelião que resultou na morte de nove detentos, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Também estiveram presentes na inauguração, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o titular da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Edson Costa. Após a cerimônia, as autoridades ainda discutiram um termo de cooperação entre o CNJ e o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). O convenio pretende criar um cadastro de todos os presos do estado.

PF e PGR poupam sigilos bancário e telefônico de Temer

Do Antagonista

PF e PGR não pediram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Michel Temer. A informação é de Rubens Valente, da Folha.

No inquérito, há um relatório que sugere a quebra dos sigilos, mas o documento foi produzido por um agente e um escrivão da PF – legalmente incapazes de pedir a quebra.

Caberia a Raquel Dodge formalizar o pedido ao ministro Luís Roberto Barroso, o que ainda não ocorreu.

Além disso, os investigadores não se aprofundaram sobre pistas importantes encontradas nos quatro meses de investigação.

“Em junho passado, a PF apreendeu na Argeplan, empresa do coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, ‘um projeto de reforma de imóvel com nome Maristela Temer’, filha do presidente, um recibo de pagamento em nome dela e um disco rígido com ‘diversas informações sobre a reforma no apartamento’.

Eventuais pagamentos da Argeplan, que tem contratos com órgãos públicos, à filha de Temer poderia indicar a dissimulação de vantagens indevidas. Nenhum dos documentos, porém, foi até o momento cruzado com o sigilo bancário de Maristela, que também não foi quebrado.

Em uma ação cautelar paralela ao inquérito, há uma análise da mídia apreendida em poder de Lima Filho —nesse material foram localizadas, por exemplo, 12 ligações telefônicas entre Temer e Lima Filho—, mas se trata do resultado de material apreendido, e não um exame das chamadas telefônicas do presidente.”

Nesse ritmo, o inquérito acabará tendo o destino previsto por Segovia: o arquivamento.