Quem poderia ocupar o “centro” ainda não o fez, por Inaldo Sampaio

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Lula e Jair Bolsonaro lideram a corrida eleitoral pela Presidência da República, segundo o Datafolha. O petista tem hoje 34% de intenções de voto e o deputado 17%. Ambos abocanham, portanto, mais de 50% dos eleitores brasileiros, e com uma particularidade: têm votos consolidados.

Considerando-se que abstenção, votos brancos e nulos ficarão na casa dos 20%, restariam 30% dos votos para serem rateados com Marina, Alckmin, Ciro, Álvaro Dias, Manuela D’Ávila e Henrique Meirelles. Rotula-se Lula como o “candidato das esquerdas” e Bolsonaro como o “candidato da direita”.

Mas não se sabe ainda quem será o candidato do “centro”. O espaço existe, mas ninguém ainda o ocupou. Marina é improvável que ocupe porque seu discurso é basicamente ambientalista. Alckmin poderá ocupá-lo, mas tem que inventar um discurso que sensibilize a classe média. Ciro tem um discurso consistente, mas não tem tempo de TV, problema com que também se defronta o senador Álvaro Dias.

Restaria brigando por esse espaço o ministro Henrique Meirelles, mas só se a política econômica de Temer tiver para o Brasil o mesmo efeito que teve o Plano Real para os brasileiros, algo que dificilmente ocorrerá.