Críticas a Paulo Câmara, apoio a Alckmin e reformas, defesa do governo de Raquel Lyra; esse foi o tom da entrevista de João Lyra

O ex-governador João Lyra Neto (PSDB) foi o segundo político da série de entrevistas com agentes da política de Caruaru, que vem sendo promovida pela Globo FM. As sabatinas no Via Regional contam com a participação deste bloqueio e do professor Marco Aurélio Freire.

Durante duas horas, ele abordou vários temas. As críticas mais pesadas foram ao atual governador Paulo Câmara (PSB). De acordo com ele, existe retaliação da gestão a prefeitura de Caruaru e o socialista e aliados ele, precisam responder por algumas obras que não forem entregues.

“O Hospital São Sebastião segue fechado. O governador Paulo Câmara não é um bom gestor, ele é um técnico, mas não é político. Ele, o deputado Tony Gel, a deputada Laura e o ex-prefeito Zé Queiroz, que defendem a gestão dele, precisam explicar os motivos de não entregar o Hospital da Mulher. Eles vão ser cobrados pela população ano que vem”, disse.

Sobre a gestão de Raquel Lyra, filha dele, o ex-governador disse que as críticas da oposição não têm fundamento. “A gestão de Raquel é moderna e quebra paradigmas. São apenas 11 meses de governo e as críticas são infundadas. Além disso, o governo do Estado precisa responder por muitas obras que estão abandonadas em Caruaru”, disse.

Sobre a posição do ex-prefeito José Queiroz, que se declarou oposição a gestão na segunda-feira passada, Lyra foi enfático. “Reconheço o apoio dele e o deputado Federal Wolney Queiroz no segundo turno, ajudaram a eleição de Raquel numa dura disputa contra Tony Gel. Mas uma coisa é certa, mais de 70% dos eleitores não queriam eleger o candidato indicado pelo prefeito José Queiroz. Os números provam isso. Ele fala que deixou projeto, dinheiro e outras coisas, mas porque ele não fez então? O deputado Federal Wolney Queiroz também deixou emendas importantes, mas muitas não chegam, os projetos até existem, mas precisavam de ajustes, a Caixa é muito rígida com isso”, disse.

Sobre l futuro político, Lyra deixou uma incógnita, mas garantiu que o grupo vai ter candidatos a deputado estadual e Federal. “Eu hoje não sou candidato a nada e ao mesmo tempo a tudo. As oposições vão se unir e debater, mas Caruaru e Petrolina terão espaço na majoritária. O PSDB também terá espaço na majoritária, mas ainda vamos conversar, é cedo e apontar nomes agora é um erro. Mas uma coisa é certa, vamos ter candidatos do nosso campo a deputado estadual e Federal”, garante.

Lyra ainda defendeu o nome de Geraldo Alckmin, para disputar à presidência pelo PSDB, disse que O governo Temer é mal avaliado, mas que as reformas da Previdência e Trabalhista são necessárias. “Acredito que a comunicação foi feita de forma errada. As reformas não são do governo Temer, mas essenciais para o Brasil. Hoje o PSDB se encontra unido em torno do nome do governador Alckmin, que já foi vereador, deputado, e governador quatro vezes, tem toda experiência para isso”, disse.