Mais de R$ 130 milhões serão injetados na economia de Caruaru com pagamento de 13º salário

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Até o dia 20 de dezembro, mais de 48 milhões de trabalhadores no mercado formal devem receber o 13º salário em todo país. O volume representa 57,8% dos 83 milhões e 300 mil brasileiros que serão beneficiados pelo pagamento extra, segundo informações do Ministério do Trabalho. O pagamento da gratificação é feito em duas parcelas. A primeira, que deve ser quitada entre fevereiro e novembro, e a segunda, até o dia 20 de dezembro.

Tem direito à gratificação natalina todo trabalhador com carteira assinada: os trabalhadores domésticos, rurais, urbanos ou avulsos. O direito vale a partir de 15 dias de serviço. Também recebem o pagamento extra os aposentados e pensionistas do INSS. Só não tem direito ao décimo terceiro o empregado dispensado por justa causa. Em Caruaru, 77 mil trabalhadores, apenas do mercado formal de trabalho, serão beneficiados com o pagamento do abono.

Os setores mais beneficiados com o pagamento do 13º são os seguintes aqui na cidade: comércio, seguido pelo setor de serviços, indústria de transformação, setor público e construção civil.

Esse ano serão injetados na economia de Caruaru, aproximadamente R$ 130 milhões, representando um acréscimo de 5% em relação a 2016.

PPS pode ser o partido a lançar Luciano Huck como candidato à presidência em 2018

Luciano

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), voltou a reunir-se no Rio de Janeiro com o apresentador da TV Globo, Luciano Huck, a fim de oferecer-lhe o partido para disputar a Presidência da República no próximo ano.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, deputado federal por Pernambuco, tem participado dessas conversas. Semana passada, o PCdoB lançou a candidatura da deputada estadual Manoela D’Ávila (RS).

O PPS, que se diz herdeiro do extinto “partidão” (PCB), pretende lançar também um candidato. E como não dispõe de quadros fortes para entrar na disputa, está em busca de uma celebridade.

A última reunião de Huck (que em algumas pesquisas de opinião aparece com 5% das intenções de voto) com a cúpula do PPS ocorreu na casa do economista Armínio Fraga, segundo o jornal “O Estado de São Paulo”.
Por meio de nota, a assessoria do apresentador de TV disse o seguinte: “Como já foi dito, neste momento Huck não é candidato. Porém, ele está fortemente ligado aos movimentos cívicos do ‘Agora!’ e ‘Renova’. É natural que esteja conversando com todas as esferas políticas, inclusive com membros de partidos como o PPS. Uma posição pluripartidária. Ele tem muito respeito pelo (Roberto) Freire, pelo (Raul) Jungmann e pelo (senador) Cristovam Buarque

Artigo – Democracia sob ataque – por Juliano Domingues*

A democracia liberal está sob ataque. Antes preocupação restrita a estudiosos de mídia e política, o tema ganhou a capa da edição da semana passada da prestigiada revista The Economist com a pergunta retórica “As mídias sociais são uma ameaça à democracia?”.
Democracia pressupõe livre circulação de informação das mais diversas fontes. Isso seria condicionante necessário ao entendimento esclarecido e ao debate sobre temas de interesse público. Cidadãos imersos nesse contexto estariam mais aptos a participar efetivamente e a tomar decisões de modo autônomo.

Na internet, essa dimensão seria reforçada. As tecnologias da informação e da comunicação reduziram brutalmente o custo de informação. A popularização de dispositivos móveis superou boa parte das barreiras geográficas e permitiu a interconexão de indivíduos. Reduziu-se também o custo de mobilização e de participação, o que incentivou os mais diversos protestos ao redor do mundo.

Parte da história da internet relaciona-se à liberdade de expressão, participação e cooperação. A tecnologia que liberta, porém, é a mesma que aprisiona. Nesse sentido, a capa da publicação britânica é um primor em termos de síntese jornalística. A manchete é acompanhada pela foto de uma mão empunhando a logo do Facebook como se esta fosse uma arma ainda fumaçando.

O que haveria de errado com as mídias sociais digitais? Os números ajudam a dimensionar o tamanho do problema. Agentes a serviço da Rússia teriam disparado conteúdo inverídico entre janeiro de 2015 e agosto deste ano a 146 milhões de usuários de Facebook. Parte do plano do Kremlin incluiria, ainda, 1.108 vídeos no YouTube e 36.746 contas de Twitter.

Na internet, a escala do fluxo de informação é espetacular. Ao propagar mentiras, as redes sociais desvirtuam a participação política, fomentam a incivilidade e incitam a polarização desinformada. A disseminação avassaladora de notícias falsas (fake news) para além de bolhas ideológicas mergulha o debate público no obscurantismo da pós-verdade.

Ao invés de contribuir para a resolução pacífica de conflitos, as redes sociais têm se notabilizado por naturalizar o acirramento e promover a intolerância. O foco da The Economist é a macropolítica. Mas não é preciso ir muito longe. A prática está nos microambientes. Basta percorrer sua timeline neste momento.

*Juliano Domingues é doutor em Ciência Política e professor da Universidade Católica de Pernambuco.