DEM pode dissolver diretórios estaduais

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O DEM, que se esforça para receber nove novos deputados federais, está analisando dissolver diretórios estaduais para entregá-los, refeitos, aos novos filiados.

A dissolução no Mato Grosso, por exemplo, seria para acomodar Fábio Garcia e Adilton Sachetti. No Mato Grosso do Sul, a manobra seria por Tereza Cristina, atual líder do PSB na Câmara.

Também está sendo estudada a situação em Pernambuco, por Marinaldo Rosendo, e Piauí, para absorver Heráclito Fortes.

Essas costuras devem ser concluídas na próxima semana.Além disso, serão testados nomes para disputar cadeiras nos estados. As conversas sobre alianças estaduais já começaram.

Deputados teriam recebido dinheiro para votar no impeachment de Dilma

Deputados

Delator diz que Cunha pediu dinheiro para comprar votos pelo impeachment de Dilma. O doleiro Lúcio Funaro, que agora é colaborador da Justiça, no entanto, não soube dizer no depoimento quantos parlamentares teriam recebido o valor ilícito. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, teria pedido R$ 1 mi para comprar votos do processo contra a petista.

Ministros-deputados vão sair dos cargos para votar a favor de Temer

Mendonça Filho

Caso a segunda denúncia contra Michel Temer (mais Moreira Franco e Eliseu Padilha) avance na Câmara, o Planalto vai exonerar os ministros com mandato de deputado para votarem no plenário a favor do presidente, claro. O expediente é igual ao utilizado na batalha pela aprovação da Reforma Trabalhista e quando Temer foi acusado por Rodrigo Janot de corrupção passiva.

O primeiro escalão tem 14 “ministros-deputados”, mas 13 votam – Raul Jungmann (PPS-PE) é suplente de Mendonça Filho (DEM-PE), portanto está fora. A oposição precisa de 342 dos 513 votos para que a denúncia seja enviada ao STF. De Pernambuco, além de Mendonça, votam Fernando Filho e Bruno Araújo.

Enquanto isso, acaba de ser concluída a auditoria que o Conselho Diretor do Banco do Brasil determinou nas operações citadas na Lava Jato, no período em que Aldemir Bendine presidiu a instituição. Depois de cinco meses nada de irregular foi encontrado. Os resultados devem ser enviados agora para a CVM, o MPF e ao Juízo da 13ª Vara Federal, em Curitiba.

Nenhum depoente afirmou ter sofrido pressão para favorecer empresas investigadas na operação, em especial a Odebrecht. Em delações premiadas, executivos da construtora revelaram ter pago R$ 3 milhões ao publicitário André Gustavo, apontado como operador de “Dida” (Bendine).