Maioria dos brasileiros reprova a reforma trabalhista

Temer

Pesquisa do “Vox Populi” divulgada nesta terça-feira (8) revela que 57% dos brasileiros reprovam a reforma trabalhista que foi aprovada recentemente pelo Congresso Nacional.

Eles acham que as mudanças havidas na CLT beneficiam apenas os empresários. Já 72% afirmam que o desemprego vai aumentar e 14% que não sofrerá alterações.

Segundo a última pesquisa do IBGE, já são mais de 13,5 milhões de desempregados no país, dos quais 2 milhões perderam o emprego no governo do presidente Michel Temer.

De acordo ainda com a pesquisa, que foi encomendada pela CUT, apenas 3% dos entrevistados consideram a reforma boa para os empregados. Outros 15% acham que ela não é boa para ninguém, 12% que é boa para ambos e 14% não souberam ou não quiseram responder o questionário.

A maior rejeição à reforma trabalhista foi constatada no Nordeste. Para 63% dos nordestinos, a nova lei vai beneficiar apenas os patrões. Entre os homens, o índice chega a 58%.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, os percentuais de reprovação só não ultrapassaram os 90% porque os trabalhadores ainda não sabem direito o que significam as novas regras.

“Temer institucionalizou o bico, acabou com a carteira assinada e deu segurança jurídica para os patrões fazerem o que bem entenderem com os trabalhadores”, disse ele.

“O governo e o Congresso Nacional esconderam dos trabalhadores que a reforma acaba com garantias incluídas na CLT. Disseram apenas que geraria empregos, o que não é verdade. Não disseram, por exemplo, que os empregos decentes serão substituídos por empregos precários, com salários mais baixos e sem benefícios, entre tantas outras desgraças previstas na nova lei trabalhista”, acrescentou Vagner Freitas.

A pesquisa CUT/Vox Populi, realizada nos dias 29 e 31 de julho com 1.999 questionários e sua margem de erro é de 2,2 %, para mais ou para menos.

Haddad põe pés na estrada como alternativa a Lula, por Inaldo Sampaio

Lula

Assim como o PSDB prepara o prefeito de São Paulo, João Doria, para disputar a Presidência da República no próximo ano se o governo Geraldo Alckmin inviabilizar-se, o PT também prepara o ex-prefeito Fernando Haddad para a hipótese de o ex-presidente Lula tornar-se inelegível. Foi o próprio Lula, aliás, quem estimulou Haddad a se mexer, como que prevendo sua inelegibilidade se a 8ª Turma do TRF da 4ª Região confirmar a sentença do juiz Sérgio Moro, que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e ocultação de patrimônio.

Haddad, seguindo à risca os conselhos do ex-presidente, chegará ao Recife na próxima sexta-feira para cumprir agenda de candidato: café da manhã com o reitor Anísio Brasileiro (UFPE), palestras na UFPE e na Unicap, presença em atos promovidos pela vereadora Marília Arraes (PT) e o deputado Sílvio Costa (Avante), café da manhã com a direção estadual do PT e almoço com o governador Paulo Câmara. Sorte do PT ter um quadro político como ele, que além de ter governado a maior cidade do Brasil não tem envolvimento com a Lava Jato.