“Quem votar a favor de Temer estará votando contra o povo”, diz Danilo Cabral

Danilo-Cabral-reprodução-Facebook

O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) declarou em Brasília nesta terça-feira (1º) que quem votar a favor do presidente Michel Temer, nesta quarta, na sessão da Câmara Federal que irá decidir se autoriza ou não o STF a investigá-lo por crime de corrupção passiva, “estará votando contra o desejo do povo”.

Segundo ele, “daqui a um ano será a vez de povo votar (para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual) e certamente ele não reelegerá quem traiu a sua confiança”.

Lembra o deputado Pernambuco que pesquisa do Ibope divulgada no final de semana aponta que 81% dos brasileiros são favoráveis à abertura de processo para investigar o presidente da República.

Nesta quarta-feira (2), estará em votação na Câmara Federal, se houver o quórum mínimo de 342 parlamentares, o parecer aprovado na CCJ que recomenda o arquivamento da denúncia contra Michel Temer. O parecer é de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

Para derrubá-lo, são necessários os votos de 342 dos 513 parlamentares, algo que a oposição não tem. A votação, se ocorrer, será nominal, com chamada dos deputados ao microfone, por ordem alfabética, por estado, no mesmo formato da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Lula vira réu para terceira vez na Operação Lava Jato

Lula

Dois dias após definir com sua assessoria o roteiro de viagens que fará pelo Nordeste a partir do dia 17 deste mês, começando por Feira de Santana (BA) e terminando em São Luís (MA), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou réu pela terceira vez no âmbito da Operação Lava Jato.

É que o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra ele e mais 12 pessoas, oferecida pelo Ministério Público Federal, na ação que investiga a prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, interior do Estado de São Paulo.

O ex-presidente Lula é acusado de ser o verdadeiro dono deste imóvel, embora ele não esteja no seu nome. O sítio passou por uma série e reformas em 2010 as quais teriam sido bancadas pelas construtoras OAS e Odebrecht.

O sítio, que era regularmente frequentado por Lula e seus familiares, está registrado em cartório em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar.

O ex-presidente já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão no processo do tríplex do Guarujá. E responde ainda a outra ação penal em que é acusado de ter recebido favores da Odebrecht para alugar um apartamento vizinho ao que mora, em São Bernardo do Campo (SP).

Presidente da CUT-PE será candidato a deputado federal

Carlos-Veras-divulgação-CUT-PE

Por recomendação do ex-presidente Lula, o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, um dos mais sérios sindicalistas de Pernambuco, será candidato a deputado federal nas eleições do próximo ano.

Com isto, o PT pernambucano dá curso às articulações visando à reconquista das quatro cadeiras que já ocupou na Câmara Federal.

Em 2014 o PT se coligou com o PTB e acabou não elegendo nenhum deputado federal. Seus candidatos serviram de “cauda” para eleger os quatro do PT: Adalberto Cavalcanti, Jorge Côrte Real, Sílvio Costa e Zeca Cavalcanti.

“Precisamos, efetivamente, participar da vida política do país e eleger em todo o Brasil deputados federais e estaduais, senadores e governadores comprometidos com os direitos dos trabalhadores”, teria dito Lula a Carlos Veras.

Até agora, o PT já está com quatro pré-candidatos à Câmara Federal: o senador Humberto Costa, o ex-prefeito João Paulo, o ex-deputado Fernando Ferro e o próprio Carlos Veras.

Em assembleia, docentes da Rede Municipal de Caruaru decidem por paralisação de 24h


Reunidos na manhã e tarde dessa terça-feira (1º) os professores da rede municipal decidiram cruzar os braços por 24h na próxima segunda-feira (7). Os docentes irão protestar em ato público. Eles afirmam que falta de diálogo e houve a retirada de direitos por parte do executivo municipal. 

Durante a assembleia os professores criticaram os 18 vereadores que votaram os projetos criticados pela categoria.

Saída dos Queiroz do governo estadual fortalece as Oposições, por Inaldo Sampaio

Zé Queiroz discursa no Terminal - Crédito: Mário Flávio Lima

O afastamento do ex-prefeito José Queiroz e do seu filho, Wôlney, deputado federal e presidente regional do PDT, do governador Paulo Câmara é um desdobramento do que ocorreu em Caruaru nas últimas eleições municipais. Naquela época, o governador deu seu apoio ao candidato do PMDB, Tony Gel, adversário histórico do ex-prefeito, que apoiou, mesmo a contragosto, para não ser obrigado a sair do seu campo de luta, a então candidata do PSDB e atual prefeita Raquel Lyra.

A mudança de posição do pai e do filho fortalece as oposições para 2018. Ela já conta no momento com o PTB do senador Armando Monteiro, o PT do senador Humberto Costa, o Avante do deputado Sílvio Costa, o PRB do deputado Ossésio Silva, o Podemos do deputado Ricardo Teobaldo e do advogado Antonio Campos, o PSOL do deputado Edilson Silva, o DEM do ministro Mendonça Filho e o PSDB do ministro Bruno Araújo.

Se aparecer alguém que faça essa costura, ainda que para o lançamento de dois candidatos ao governo estadual, o governador Paulo Câmara irá para a disputa menos forte do que em 2014.

Se as oposições se unirem, Paulo Câmara irá para a disputa de 2018 menos forte do que em 2014

Entenda como será o rito que pode afastar o presidente Michel Temer 


A sessão está marcada para 9h. São necessários 51 deputados presentes na Câmara para dar início a sessão.

É possível que deputados apresentem indagações sobre o rito da reunião. Isto pode atrasar os trabalhos.

Com os 52 deputados registrados, o tema da sessão começa a ser efetivamente analisado.

O relator Paulo Abi-Ackel e o presidente Temer (ou seu advogado) terão 25 minutos cada para se pronunciarem.

Cada um tem 5 minutos. Após dois contras e dois a favor, poderá ser requerido o encerramento da discussão. Para isso são necessários 257 deputados na sessão.

São necessários pelo menos 342 deputados. Se este quórum não for atingido, outra sessão será convocada pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Dois oradores favoráveis ao parecer e dois contrários terão 5 minutos cada para argumentar sobre o voto. Líderes partidários podem orientar suas bancadas.

Os deputados serão chamados um a um e devem responder “sim” (pela aprovação do parecer da CCJ), “não” (pela rejeição) ou “abstenção” (para se abster).

O presidente da Câmara repetirá a chamada dos ausentes, caso haja. Caso não responda, o parlamentar será considerado ausente.

O presidente da Casa proclamará o resultado. Se menos de 342 votarem não, rejeitando o parecer da CCJ, o caso é arquivado.