Artigo – Primeiros 100 dias do governo do PSDB na Terra de Vitalino – por Antônio Carvalho e Emilia Trajano*

Após acompanhar atentamente algumas entrevistas concedidas pela Prefeita de Caruaru e as considerações sobre os 100 dias inicias de governo, manter o silêncio poderia soar para a população como concordância ou omissão. Tais posturas certamente não são marcas da nossa vida política e da forma que adotamos para fazer militância.

Passadas as eleições municipais, o que poderia ser visto como um atrativo (positivo) para Caruaru, seria o fato de termos a primeira prefeita mulher, mas certamente essa não é a abordagem que daremos ao tema, pois desde a definição das candidaturas já deixávamos claro que não apoiaríamos nenhum/nenhuma candidato/candidata vinculado/vinculada a qualquer partido golpista (e nesse aspecto toda população reconhece que o PSDB e o PMDB são os maiores condutores do golpe contra a jovem democracia brasileira).

Uma das características marcantes desse curto espaço de tempo (100 dias para um período de 4 anos é bem pouco) deixa claro que algo não iniciou funcionando bem, pois a comunicação com a população sempre deixa margens para questionamentos, afinal são muitas reuniões e poucas respostas práticas às propostas apresentadas ao longo do período eleitoral, trazendo a percepção de que falta transparência ou competência para justificar a inércia inicial.

Analisar, mesmo que de forma breve, educação, saúde, segurança, infraestrutura e Feira da Sulanca, já nos permitiria discorrer de forma bem contundente, mas tentaremos conceder a “licença poética” da falta de tempo e de experiência em cargo executivo na administração pública, para justificar (o injustificável) o estudo/utilização de políticas implementadas pelo DEM (em Salvador) e pelo PSDB (na Cidade de São Paulo), como referencial para Caruaru.

Certamente o voto da população Caruaruense foi mais um sonoro “não” ao candidato derrotado no segundo turno, do que propriamente um “sim” ao projeto tucano de administrar. Embora diversos pontos acima citados não sejam de responsabilidade municipal, a prefeita fez questão de assinalar na sua campanha que poderia resolver tais problemas.

A solução integrada para políticas públicas certamente poderia tirar Caruaru de posições incômodas, pois recordes de violência nas zonas urbana e rural, mostram a total dissonância entre o governo municipal e estadual, além da inabilidade política ao buscar soluções que pudessem assinalar um período de trégua, afinal 77 assassinatos desde 1º de janeiro mostram de maneira indiscutível os tempos sombrios que vivemos.

Talvez a melhor alternativa para se combater a violência fosse privilegiar a Educação, mas esta parece também não ser prioridade nesse período inicial do governo, a falta de diálogo já gera a insatisfação dos/das profissionais da educação, que anunciam a redução do tempo de aula em protesto pela indefinição no cumprimento de uma pauta de reivindicações, inclusive da lei que fixa o piso nacional de salário, apresentando uma “mesa de negociação permanente” como a solução imediata para o tema.

Certamente os “resultados” da gestão passada podem ser um bom argumento para esse início frustrante para uns e que era esperado por outros, pois os exemplos de governos do PSDB espalhados pelo Brasil são a expressão do que há de mais retrógrado na política, sendo traduzido em Caruaru, nesse início de gestão, que muito prometeu e pouco conseguiu executar até este momento.

Ruas escuras, escassez de água, descontrole na mobilidade urbana (conservação de ruas, semáforos, efetivo reduzido e desaparelhamento da Destra), podem também dar o mote para essa avaliação, pois são áreas que revelam a inexperiência que marca esse início de ciclo municipal, com mais incertezas que concretudes em sua atuação.

A certeza que podemos deixar a todos é que a célebre frase do “quanto pior, melhor…” não marca nossos anseios, pois o sofrimento da população caruaruense não pode ser comemorado. Ao contrário, esperamos que nos próximos 100 dias assistamos uma mudança de postura e uma maior abertura da gestão municipal para entender os desejos e ouvir as propostas da população. A transparência com os números do município, certamente poderão auxiliar no diálogo com os professores e professoras, bem como com os demais servidores de Caruaru.

A população certamente espera uma gestão que tenha olhos e ouvidos voltados para os interesses e necessidades da coletividade. Analisar certamente é mais fácil que executar, dirão alguns, mas uma gestão transparente e atenta as necessidades da população (principalmente a população mais carente), poderá ser o caminho para uma administração que tenha os olhos e ações voltados para o futuro, buscar o diálogo com a sociedade organizada, implementar políticas públicas de respeitos as minorias e que estimulem a cidadania em seu mais amplo espectro, certamente são fórmulas já conhecidas, testadas e aprovadas.

Não temos a ilusão de que um governo do PSDB poderá ser democrático e popular, mas temos a esperança que a população Caruaruense terá condições de se organizar e exigir uma administração que privilegie o ser humano e acima de tudo busque adotar políticas públicas que possibilitem a inclusão e a participação da sociedade.

*Antônio Carvalho – Advogado e Dirigente Municipal do Partido dos Trabalhadores
*Emilia Trajano Carvalho – Belª em Direito, Feminista e Militante do Partido dos Trabalhadores

Fernando Bezerra pede celeridade na aprovação da reforma da Previdência

FBC

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) defendeu hoje (10) na tribuna do Senado que o Congresso Nacional dê mais celeridade na discussão e votação da reforma da Previdência, que, segundo ele, “é uma necessidade comprovada pelos dados demográficos e econômicos, e também uma condição para que o país volte a crescer”.

Bezerra Coelho é um dos poucos congressistas de Pernambuco que defendem abertamente essa reforma previdenciária.

Os deputados federais do PSB sabem que essa reforma é imprescindível, inclusive para equilibrar as contas do sistema previdenciário de Pernambuco, que fechou 2016 com um déficit superior a R$ 1 bilhão, mas dizem que vão votar contra “porque ela prejudica os trabalhadores”.

Balela. Vão votar contra de olho no calendário eleitoral do próximo ano, já que todos são candidatos à reeleição e tem perder votos nas corporações.

No entanto, se essa reforma não for feita agora a “bomba” explodirá no colo do próximo presidente da República, seja ele quem for, pois o Brasil não pode gastar mais com aposentados e pensionistas do que gasta o Japão, por exemplo, que tem uma das maiores economias do mundo.

Fernando Bezerra entende que há três pontos no projeto do governo que precisam ser aprimorados – menor idade mínima para a aposentadoria rural, flexibilização das regras de transição e garantia de direitos por meio dos Benefícios de Prestação Continuada.

“Eu quero registrar com alegria a decisão do presidente Michel Temer de autorizar o deputado Arthur Maia (relator da Reforma da Previdência na Câmara) a promover ajustes na proposta do governo. Não podemos adiar a necessidade de reformar e ajustar o Sistema Previdenciário brasileiro para que ele possa ter sustentabilidade, Mas também não podemos aceitar que essa reforma venha para surrupiar direitos, sobretudo dos mais vulneráveis, dos mais pobres”, disse o senador pernambucano.

Raquel faz 100 dias como prefeita: “Recebi a prefeitura precisando organizar a casa”

Raquel

Do G1 Caruaru e Região

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB) completa nesta segunda-feira (10) cem dias no comando da Prefeitura. Raquel atua para atender a demanda dos professores da Rede Municipal, que cobram a atualização do Piso Salarial e o debate sobre o Plano de Cargos e Carreiras (PCC). Ela diz que trabalha diariamente para cumprir todas as promessas de campanha e atua de forma intensa no Facebook.

O G1 publica uma entrevista com a gestora. Sobre problemas causados pela violência, Raquel defende o programa Juntos pela Segurança e o plantão de homicídios dobrado. Quando perguntada sobre os ambulantes no centro da cidade, a prefeita promete encontrar uma solução boa para todos. Confira abaixo.

G1 – Prefeita, a senhora tem algo a dizer aos professores da Rede Municipal fora a reunião que vai ser realizada dia 19 de abril com os sindicatos?

Raquel – A reunião já é um tema importante porque tem relação com o nosso compromisso com o servidor, o trabalhador da Prefeitura de Caruaru de que nós teremos um diálogo baseado na transparência. A reunião é a primeira da comissão permanente de negociação, a gente vai estar lá junto com os servidores, vai estar todo o núcleo de gestão do governo, sentado na mesa periodicamente para conversar com os representantes dos trabalhadores, essa periodicidade é de dois meses, vai ter reunião extraordinária sempre que for necessário. A gente recebeu a Prefeitura de Caruaru precisando organizar a casa em vários aspectos, a gente precisou garantir serviços públicos essenciais inclusive na educação, regularizar o contrato de merenda escolar, o contrato de transporte escolar, fazer reformas urgentes, alugar prédios novos, não só para expandir a rede, mas também para garantir a continuidade de alunos para quem estava em prédios inadequados. A gente quase que entrega a escola de Xicuru e por sorte se constatou com uma análise aprofundada que o prédio tinha que fazer uma reforma estrutural e a gente ao mesmo tempo aluga um prédio novo e garante que os meninos voltem para sala de aula, então o investimento foi para garantir o início das aulas no início do período letivo. Abrimos 2.500 vagas novas, entre elas 600 vagas para crianças de 4 a 5 anos, tudo isso sem a contratação de novo professor, a gente remanejou o horário dos professores. Sobre o compromisso com os servidores, quando lancei a mesa de negociação permanente ainda na semana passada junto com os sindicatos e associações dos servidores de Caruaru, falávamos também de que já no mês de abril vamos pagar um terço das férias de mais de 1.500 servidores que gozaram as férias e que não receberam. Nós precisávamos fechar o trimestre para poder fazer uma avaliação de como estava o comprometimento da folha de pessoal com a receita corrente líquida. A gente fez o levantamento de que nós temos o comprometimento de 52% da receita corrente líquida com a folha de pagamento, isso já nos leva ao alerta grande, porque se a gente ultrapassa o limite dos 54%, nós deixamos de receber dinheiro de Emenda Parlamentar, de convênio, e dissemos isso aos professores, que a gente precisa primeiro fazer a conta para poder fazer o compromisso e honrar com a conta que foi prestada. Terminado o primeiro trimestre, a gente vai fazer a reunião no dia 19 com a mesa de negociação e ao lado disso fazendo as contas que são necessárias para dizer a extensão, vamos aplicar o piso retroativo e de que modo a gente vai fazer isso vai ser colocado para os servidores de maneira transparente, como é exigido por eles.

G1 – Com relação as vagas de creche, a senhora prometeu oito mil na campanha. Em São Paulo, o seu colega de partido, João Dória (PSDB), prometeu criar 60 mil e já entregou boa parte nesses três meses. Não tem como seguir o exemplo de Dória aqui em Caruaru?
Raquel – Eu tenho tido um contato permanente com o secretário de João Dória, que é um cara que faz um trabalho no mesmo grupo que eu faço há mais de dois anos. Eles lançaram o projeto para 60 mil vagas, eu não sei especificamente quantas eles já contrataram. São Paulo é uma cidade muito maior que a nossa, as 60 mil vagas de lá são as oito mil vagas daqui proporcionalmente, é 50% da população que precisa ser atendida na idade de creche. Amanhã vai ter uma reunião de secretários desse grupo que a gente faz parte para debater o tema de expansão da educação infantil, mas o que eu tenho para dizer em relação aos primeiros dias de governo, das duas mil vagas que a gente criou, 600 são para crianças de 4 e 5 anos. Temos seis creches que estão em construção no município, algumas quase prontas para serem entregues, e serão entregues junto com os residenciais do Alto do Moura. Outras como a do Salgado, que já estão adiantadas, mas não estão prontas para ser entregues. Identificamos imóveis públicos e Mendonça Filho (ministro) firmou o compromisso de que o Ministério da Educação vai se comprometer com tudo que for possível.

G1 – A senhora tem como meta acabar com os anexos na educação? Existe algum prazo para isso?
Raquel – Acabar com os anexos é uma meta da nossa gestão, isso está no meu Plano de Governo que foi construído com a população. A gente já eliminou vários anexos quando ampliamos o Augusto Tabosa através do aluguel do antigo Colégio Dimensão, a gente alugou o prédio do Antenor Simões na Rua Bahia, quando a gente alugou o prédio da Fafica para tirar três anexos que funcionavam na Escola Nossa Senhora de Fátima, mais outros dois anexos que funcionavam por trás para poder atender as crianças em um espaço adequado. Acabamos de alugar também o prédio que funcionava o Shopping Leste no bairro do Salgado, que vai permitir fechar vários anexos e permitir que os alunos sejam atendidos em espaços com qualidade, esse é um compromisso nosso, e eu não posso estabelecer um prazo porque isso demanda o aluguel de um prédio novo, uma estrutura nova que ainda não está totalmente mapeada. Mas tenho como meta acabar com todos os anexos.

G1 – O que a senhora diz sobre o centro da cidade, já que após 16h existe uma invasão de ambulantes, se ficarem é um problema. E quando decidir tirar vai ser problema também?
Raquel – Sobre a requalificação do centro da cidade e a questão dos ambulantes, eu sempre ando por ali e converso com eles, a gente vai encontrar uma alternativa, e nós estamos estudando ela, já tivemos várias discussões internas com o secretariado, já conversamos também com os representantes de quem faz o comércio de Caruaru, que a gente vai fazer dialogando e encontrando uma saída que seja adequada para o centro da cidade e para quem está vivendo desse comércio ambulante. Têm lugares que estão abarrotados e todo mundo sabe que atrapalha o comércio, os ambulantes também sabem disso, a gente vai de maneira dialogada conversar e readequar o espaço para que essas pessoas possam trabalhar ou garantir alternativas para elas cuidarem de suas vidas e de sua renda.

G1 – Prefeita, foi apresentado pela AETPC na gestão anterior um projeto de duas faixas exclusivas para ônibus que cortava a cidade de leste a oeste, norte a sul. É um projeto bom para o transporte público. Vocês pensam em criar corredores exclusivos de ônibus ou algo parecido?
Raquel – Nós estamos começando a fazer as primeiras audiências públicas para ouvir as pessoas de Caruaru sobre o Plano Diretor. Todo o transporte de Caruaru converge para o centro da cidade, então teria que ser assim, e é compromisso nosso garantir a descentralização do transporte público. A gente vai continuar com essas audiências para que a gente faça um plano diretor na cidade ouvindo a população, trazendo as necessidades que a população tem, e apoiado em uma base técnica que precise para fazer as obras necessárias, que não são só obras, são intervenções também. Esse Plano Diretor vira um projeto de lei que a gente manda para Câmara, e o nosso compromisso é mandar ainda neste ano.

G1 – A senhora vai manter a política da gestão anterior de asfaltar as estradas que dão acesso a zona rural?
Raquel – Nós estamos trabalhando muito para garantir a mobilidade de quem mora na zona rural, já fizemos mais de 100 km de estradas rurais, lugares onde as máquinas não passavam há mais de 20 anos, a gente está chegando através da Secretaria de Desenvolvimento Rural para poder garantir a essas pessoas o direito de ir e vir, ainda que não tenha o asfalto e o calçamento, nós estamos passando a máquina para garantir uma melhor circulação das pessoas. A gente tem convênios garantindo já com recursos para as estradas rurais. Agora a gente tá discutindo alguns deles, porque as vezes o que o gestor pensa não é o melhor para a comunidade. Vamos ouvir antes de fazer qualquer obra.

G1 – Prefeita, como está a discussão com o Governo do Estado com relação a esse clima de insegurança em Caruaru? A senhora não esteve no mesmo palanque que o governador Paulo Câmara. Vocês têm conversado sobre o tema?
Raquel – A gente lançou logo no primeiro mês do nosso governo o seminário Juntos pela Segurança, para fazer o Plano Municipal de Segurança Pública, nós ouvimos mais de 750 pessoas presencialmente que foram para lá discutir em cada uma das áreas o que era importante para garantir a preservação da paz pública em Caruaru. Nós nos comprometemos com Caruaru de que a gente não ia se omitir daquilo que seria responsabilidade da Prefeitura e dentro disso lançamos o Juntos pela Segurança. Vamos lançar na semana que vem o Comitê Municipal de Segurança. Esse comitê vai reunir todos aqueles que tem relação com segurança pública no nosso município. A gente lançou o Ilumina Caruaru, refizemos o contrato de iluminação pública, demos um telefone para a população dizer onde está faltando iluminação para que a gente possa chegar a cada recanto dessa cidade. A gente precisa também garantir a presença da polícia aqui em Caruaru, eu tenho conversado muito para que aqui tenha a presença das polícias, quando houve o triplo homicídio, eu liguei diretamente para o governador e falei que nós precisamos ter aqui o policiamento na zona rural, hoje a gente só conta com uma Patrulha Rural, quando há pouco tempo atrás eram três funcionando. Eu coloquei Emenda Parlamentar para comprar carro para a Patrulha Rural e infelizmente não conseguiu sair. A gente precisa de pelo menos uma Patrulha Rural para o policiamento fixo em cada um dos nossos distritos, a população ter o número dos policiais e a gente garantir a proximidade. Eu falo da zona rural como falo da periferia e do centro de Caruaru também, todo mundo que está aqui tem uma história de um assalto ou de um amigo que foi assaltado. O Batalhão de Polícia Especializada é uma ação importante, chega no segundo semestre, mas a gente precisa de ações como dobrar o plantão de homicídios. Caruaru tem 40% dos índices de homicídios que a Região Metropolitana do Recife, nós só temos uma equipe de homicídio para tratar disso, a gente precisa dobrar e garantir mais policiamento na rua. A gente vai fazer a nossa parte, garantindo iluminação pública, estamos licitando as câmeras de monitoramento, para garantir que a população de Caruaru volte a sentir segurança e viva em paz.

Bispo de Pesqueira e prefeitos de 13 cidades visitam obras da Adutora do Agreste

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Na próxima terça-feira (11), o bispo diocesano de Pesqueira, Dom José Luiz Ferreira Salles, junto com os prefeitos e secretários dos 13 municípios do território diocesano (Alagoinha, Arcoverde, Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Buíque, Jataúba, Pedra, Pesqueira, Poção, Sanara, Sertânia, Tupanatinga e Venturosa) a Compesa e a Cáritas Diocesana de Pesqueira irão visitar às obras da Adutora do Agreste, em Sertânia/PE.

Esse momento vem sendo planejado desde o mês de março, a partir de um encontro realizado pelo bispo Dom José Luiz, a fim de reunir os governantes que compõem a região da Diocese e discutirem as principais problemáticas dos municípios, tendo como base a escuta e a proposição de cada um.

O principal desafio debatido foi sobre a estiagem prolongada que vem sendo vivenciada há seis anos. Com isto, os/as prefeitos/as viram a necessidade de dar continuidade neste assunto, com o objetivo de unir forças em busca de melhorias para a vida da população.

E logo após, foi realizado um encontro com os/as secretários/as de Governos Municipais para a formulação de um documento sobre a situação hídrica da região, dando um enfoque a celeridade na obra da Adutora do Agreste.

E a partir disto, foi articulada uma visita às obras da Adutora com a Compesa, que será realizada no próximo dia 11 de abril, onde estarão presentes prefeitos/as, secretários/as e Dom José Luiz, para analisarem o andamento da Adutora que vem sendo executado desde o ano de 2013.

Não existe concurso da Compesa atualmente, diz presidente

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O presidente da Compesa, Roberto Tavares, negou hoje (10) por meio de nota notícia que está circulando nas redes sociais segundo a qual a empresa teria marcado a realização de concurso público para o preenchimento de 235 vagas.

Segundo ele, todo concurso público da empresa é convocado por meio edital publicado no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação, bem como nos canais de informação da própria Compesa.

A empresa disse também que nunca contratou a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte para aplicar as provas do concurso, como consta na postagem feita nas redes sociais.

A companhia lembra ainda que a publicação está com a antiga logomarca, o que é uma prova mais de que a notícia é falsa.

Segundo Tavares, a Compesa pretende fazer um novo concurso público ainda este ano, mas após receber autorização da Secretaria de Administração.

A companhia já solicitou propostas de preço à Fundação Getúlio Vargas, Fundação Carlos Chagas e Cesgranrio, todas com expertise nessa área.

A previsão da Compesa é divulgar o edital até o final do mês de junho.

Sílvio Costa Filho: “Situação fiscal do Estado é preocupante”


O líder da oposição na Assembleia de Pernambuco, Sílvio Costa Filho, chamou atenção para a realidade fiscal de Pernambuco. Segundo ele, a situação não é tranquila. Ele cita o que dizem estudos realizados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). 
O estudo Situação Fiscal dos Estados Brasileiro coloca Pernambuco como a sexta pior situação fiscal do País entre as 27 unidades da federação. De acordo com o ranking da Crise Fiscal dos Estados, Pernambuco está a frente apenas de estados com histórico de desequilíbrio fiscal e desajuste financeiro, como o Rio Grande do Sul, que lidera a lista como a pior situação, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Os indicadores analisados nesse estudo (Despesa com Pessoal, Dívida Consolidada, Disponibilidade de Caixa e Volume de Investimentos) mostraram um Pernambuco com crescimento das despesas com a folha de pagamentos, descontrole das contas previdenciárias, crescimento da dívida pública, queda nos investimentos e baixa disponibilidade de caixa.

“Diferente do que tenta vender o governador Paulo Câmara e seus aliados, a situação fiscal de Pernambuco não está lá tão sob controle. O elevado volume de restos a pagar deixado nos últimos dois anos, da ordem de R$ 1 bilhão por ano, as despesas acumuladas com fornecedores da saúde e prestadores de serviço e a necessidade de financiamento extra para fechar as contas dão a verdadeira cara das finanças do Estado”, avalia o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição.

Para o parlamentar, os reflexos da situação do Estado são sentidos principalmente nos serviços prestados à população. “Falta de investimentos em segurança, obras inacabadas, assistência médica comprometida pela falta de profissionais e medicamentos e corte de recursos de programas sociais, como já denunciamos aqui, são as consequências imediatas do desequilíbrio financeiro de Pernambuco”, avaliou.

Silvio destaca que os estudos desmontam a tese do equilíbrio, apresentado pelo governo Paulo Câmara. “A retórica do governo é mostrar que Pernambuco está bem economicamente em relação a outros estados, mas os estudos apontam uma realidade bem diferente, mostram Pernambuco em uma das piores situações do País. Esse é o Pernambuco de Verdade. O governo precisa fazer menos propaganda e trabalhar duro para recuperar a nossa economia. Gastar menos com a estrutura do Estado e mais com as pessoas”, defendeu.

Governo do Estado autoriza Concurso Público para 270 vagas na UPE

Após diversas negociações com Governo do Estado, o reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Prof. Pedro Falcão, conseguiu a autorização para realização de concurso público para o preenchimento de 270 vagas para servidores técnicos administrativos. 

A decisão por um novo Concurso Público foi tomada pelo governo com base em três principais fatores, são eles: a interiorização da UPE, que ampliou a quantidade de unidades de ensino e de cursos, gerando a necessidade de mais servidores para atuarem nas atividades de apoio; o preenchimento de vagas geradas por aposentadorias e falecimento de servidores; e por encontrar-se com um número de servidores técnicos administrativos abaixo do preconizado pelo Ministério da Educação (MEC), o que interfere negativamente nos indicadores de educação.

Para o reitor da UPE a autorização é um excelente sinal. “Tendo em vista a atual necessidade da Universidade, o número autorizado para nomeação ainda não é o suficiente, mas já sinaliza a intenção do Governo em dar um encaminhamento positivo em solucionar a questão mesmo diante do momento de crise que estamos enfrentando”, ressaltou.

A seleção terá 128 vagas para Analista em Gestão Universitária (nível superior), com salário base no valor de R$ 2.605,45, e 142 para o cargo de Assistente em Gestão (nível médio), com vencimento base no valor de R$ 1.157,98.

O certame fará a seleção para o provimento das seguintes funções: administrador, advogado, analista de sistemas, assistente social, bibliotecário, biomédico, contador, biólogo, engenheiro, fisioterapeuta, pedagogo, psicólogo, secretária executiva, terapeuta ocupacional e tradutor, todos para nível superior.

Já para o nível médio as funções são: assistente administrativo, técnico administrativo, técnico em contabilidade, técnico em arquivo, técnico em informática, técnico em saúde bucal, técnico de laboratório, técnico em secretariado, técnico de enfermagem, técnico em edificações, técnico em radiologia e atendente de clínica odontológica.

O reitor da UPE, informou, ainda, que o edital deverá ser publicado em breve e que essa medida é um reforço para o funcionamento das atividades da Universidade. A deliberação do concurso terá um custo anual, incluindo encargos, de mais de R$ 8 milhões para o Estado. O último concurso para servidores da UPE aconteceu em 2012, com apenas 50 vagas disponibilizadas apenas para as unidades de educação da Universidade no interior.

Pedro Eurico diz que governo de PE quer presídio Federal no Estado

Pedro Eurico

A viabilidade da construção de um presídio federal em Pernambuco pautou, na manhã desta segunda-feira (10), uma reunião entre o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, e representantes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no Recife. Pernambuco foi um dos primeiros estados a se habilitar, junto ao Ministério da Justiça, para receber o estabelecimento prisional, após o anúncio do Plano Nacional de Segurança Pública, feito pelo presidente Michel Temer no último mês de janeiro.

Para o secretário Pedro Eurico, toda iniciativa que fortaleça o combate e a redução dos padrões de violência é importante. “O Governo do Estado quer um presídio federal em Pernambuco. Nós temos um crescimento vertiginoso da criminalidade em todo o país. E em função disso, a nossa decisão é de trazer esse presídio. O novo espaço permitirá a permuta de presos de alta periculosidade entre estados. Isolando chefes de núcleos criminosos altamente danosos à sociedade” explica.

Durante a reunião foram avaliadas as áreas e as formas de implantação da unidade. Em Pernambuco, quatro espaços foram apresentados ao Depen. No interior do estado, Petrolina e Serra Talhada, visto que a prioridade é para os municípios que possuam aeroportos. Já na Região Metropolitana do Recife (RMR), foram apresentadas outras duas cidades: Itaquitinga e Araçoiaba. Ambas contam com a construção – em andamento – de complexos prisionais e possuem áreas extensas e de propriedade do Governo do Estado.

Um presídio federal tem em média 400 vagas, possui celas individuais de isolamento e custam cerca de R$ 40 a R$ 45 milhões. Atualmente, todo o Nordeste conta apenas com um presídio federal, localizado em Mossoró, no Rio Grande do Norte. “Na reunião ficou decidida a preferência da União pela instalação de um presídio federal em Pernambuco e o desejo do governador Paulo Câmara do estado ser contemplado” finaliza Eurico.

Ministro da Educação inaugura obras em Bezerros nesta quarta-feira (10)

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O Ministro da Educação, Mendonça Filho, estará em Bezerros na próxima quarta-feira (10) para inaugurar três obras. A primeira é a Escola Vicente Ferreira em Boas Novas, em seguida vai até o Colégio Municipal Monsenhor Florentino onde vai inaugurar a Quadra Poliesportiva. Logo após, ele vai entregar a Escola Municipal Claudenize Lopes Maranhão Ferreira (Dona Nizinha), no Bairro Nossa Senhora Aparecida.

A visita começa às 11h em Boas Novas. A Escola Vicente Ferreira já está em pleno funcionamento e conta com bloco pedagógico, laboratórios de informática, biblioteca e setor administrativo. Ao meio- dia, vai até Colégio Municipal Monsenhor Florentino, onde entrega a Quadra Poliesportiva que hoje beneficia cerca de 400 alunos do 1º ao 9º ano.

O terceiro compromisso de Mendonça Filho será a entrega da nova Escola Municipal Claudenize Lopes Maranhão Ferreira (Dona Nizinha). Recém construída, ela acomoda 350 alunos que antes estudavam no anexo da Escola Zuzinha Guilherme. A estrutura é composta por seis salas de aula, cozinha, pátio, secretaria, biblioteca, laboratório de informática, sala de vídeo e banheiros.

Paulo Câmara assina protocolo de intenções com Ministério da Defesa

Paulo

O governador Paulo Câmara e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, assinaram, na manhã desta segunda-feira (10.04), no Palácio Campo das Princesas, um protocolo de cooperação para desenvolvimento da Indústria de Defesa em Pernambuco. Durante o ato, o chefe do Executivo estadual defendeu que ações como esta demonstram a potencialidade do Estado como um forte polo competidor na área industrial.

“Hoje, a gente assina esse protocolo de intenções, buscando aproveitar as oportunidades promovidas pelo Ministério para o fortalecimento da soberania nacional e da indústria de defesa na Região do Nordeste. E Pernambuco, com certeza, se mostra capaz de receber essas empresas mundiais, que vão gerar emprego e renda para o nosso povo”, pontuou Paulo, completando: “O ministro Raul Jungmann, que é pernambucano, que conhece a nossa realidade e sabe dos nossos potenciais, da seriedade do nosso trabalho, da qualificação da nossa mão de obra, sabe que pode confiar no nosso Estado e, com isso, vai nos ajudar a avançar nesse sentido”.

O protocolo considera como papel do Governo de Pernambuco assegurar condições para instalação e desenvolvimento de uma atividade industrial na economia pernambucana, voltado ao setor de Defesa do Brasil. Ao Ministério da Defesa, cabe promover o desenvolvimento da Indústria de Defesa no País, nos seus aspectos de competitividade, produtividade, tecnologia, emprego dual e exportações.

Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a ação vai promover a descentralização desse modelo de indústria, que hoje se localizam, em sua maioria, no Sul e Sudeste brasileiro. “Já existem duas fábricas que mostraram interesse em se instalar em Pernambuco, e nós vamos conversar bastante para definir os detalhes desse processo. Estamos negociando, também, com o ministro Helder Barbalho (Integração Nacional) para que o fundo constitucional do Nordeste incorpore, dentro das suas possibilidades de financiamento, essa base industrial de defesa. E, se tudo der certo, vamos conseguir promover a descentralização dessas industrias para a Região do Nordeste”, disse.