Para maioria dos pernambucanos, melhor governador da história de Pernambuco foi Eduardo Campos

Eduardo-Campos

Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau divulgada neste final de semana pelo JC revela que, para 35,9% dos pernambucanos, o melhor governador que o Estado já teve foi Eduardo Campos (PSB).

É compreensível esse tipo de resposta porque Campos morreu tragicamente no auge de sua carreira política. Além do mais, deixara o Governo do Estado com uma taxa de aprovação superior a 80% e disputava a Presidência da República pelo PSB.

Os entrevistados disseram também que o segundo melhor governador de Pernambuco foi Miguel Arraes (PSB) com 16,5% das citações, seguido por Jarbas Vasconcelos (PMDB) com 10,3%, Roberto Magalhães (DEM) com 1,9% e Paulo Câmara (PSB) com 1,2%.

Pela leitura do jornal, Paulo Câmara já pode ser considerado o “pior” governador da história de Pernambuco depois do regime militar.

De 1982 foram eleitos em nosso Estado para o Palácio do Campo das Princesas os seguintes governadores: Roberto Magalhães, Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos (eleito e reeleito), Eduardo Campos (eleito e reeleito) e Paulo Câmara.

Cumpriram mandato-tampão durante esse período José Muniz Ramos (terminou o mandato de Marco Maciel), Gustavo Krause (terminou o mandato de Roberto Magalhães), Carlos Wilson (terminou o mandato de Miguel Arraes) e João Lyra Neto (terminou o mandato de Eduardo Campos).

A pesquisa do IPMN/JC foi realizada entre os dias 23 e 24 de março com 2.014 questionários e sua margem de erro é 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Prefeitos de Caruaru e de Petrolina participam do “Comunitas”

Raquel Lyra

Os prefeitos de Caruaru e Petrolina, Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (PSB), respectivamente, participaram em Salvador na última sexta-feira (31) de um evento promovido pela “Comunitas” cuja principal finalidade foi o compartilhamento de boas práticas de gestão.

Também participaram do evento o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e secretários municipais de Salvador, São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Juiz de Fora, Pelotas, Santos e Teresina, além de especialistas em desenvolvimento de cidades.

Segundo Raquel Lyra, que viajou em companhia dos secretários Nyadja Menezes (Urbanismo e Obras) e João Melo Neto (Desenvolvimento Econômico e Economia Criativa), o principal desafio do municípios brasileiros na atualidade é a busca do equilíbrio fiscal, dado que as receitas são insuficientes para bancar todas as suas necessidades.

“Temos o desafio de servir às cidades com o básico, que não foi feito ainda. É isso que gera tanta desigualdade no nosso país”, disse ela.

No caso específico de Caruaru, disse ter conseguido reduzir o valor de contratos (herdados da gestão anterior) de coleta de lixo, limpeza pública, aterro sanitário e merenda escolar, mas isso ainda não foi suficiente para equilibrar as contas públicas.

Mais pragmático, o prefeito Miguel Coelho declarou que os municípios brasileiros só serão auto-sustentáveis quando se fizer no Brasil um novo pacto federativo.

“Hoje, somos o elo mais frágil dessa rede. Somos o primo mais pobre, pois quase tudo que é arrecadado fica com a União. Atualmente, 69% dos impostos arrecadados ficam com o governo federal e o restante é dividido entre os 27 estados e os mais de 5 mil municípios. É preciso colocar essa pauta com urgência nas votações do Congresso”, disse o prefeito petrolinense.