No Rio, protesto contra Temer pede nova eleição para a Presidência da República

Da Agência Brasil

Manifestantes foram às ruas hoje (4) no Rio de Janeiro, para protestar contra o governo do presidente Michel Temer. Um grupo entre 7 mil e 10 mil pessoas, segundo os organizadores, caminhou do Hotel Copacabana Palace até o Canecão – tradicional casa de shows –, na zona sul carioca. A Polícia Militar não estimou o número de manifestantes. A menos de uma semana do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, cartazes e palavras de ordem pediram a saída do governo e novas eleições para a Presidência da República.

Os manifestantes se concentraram desde às 10h em frente ao hotel, antes de sair em caminhada, acusando que houve “golpe” no processo que tirou Dilma do Palácio do Planalto. Aos gritos de “Diretas Já” e jograis como “Eu já falei, vou repetir, é o povo quem tem de decidir” ou “Diretas já, o povo quer votar” chegaram até a casa de show, ocupada pelo grupo Ocupa Minc. Este grupo surgiu quando o Ministério da Cultura foi extinto, no Palácio Capanema, sede do órgão no Rio, e permanece mobilizando a classe artística contra o governo de Temer.

Um dos organizadores do protesto, integrante da frente Povo Sem Medo, Victor Guimarães, disse que a defesa das eleições diretas cresceu e deu o tom ao protesto. A tendência, disse, é que a reivindicação ganhe força nos próximos dias e se espalhe por todo o país. Ele espera que manifestações do Grito dos Excluídos, quarta-feira, no feriado de 7 de setembro, em várias cidades, a ideia de eleger um novo presidente reúne mais adeptos contra o governo.

“O país não funciona direito, a política e as instituições não têm condições de atender as necessidades do povo. Tem que zerar o jogo. O povo é quem deve decidir seu futuro”, disse ele, representando também o Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O deputado federal Wadih Damous, pelo PT, no Rio, também esteve na manifestação. Ele falou em favor das eleições diretas como saída para o que chamou de crise institucional. “Para barrar esse golpe, só a força do povo. E acho que há uma bandeira que unifica essa luta são as diretas”. Para o deputado, o processo que levou Temer ao poder foi uma “eleição indireta”.

A declaração do deputado está alinhada às decisões do PT, que na última semana defendeu o voto popular como “única maneira de reestabelecer a democracia”. Para o partido, que saiu do governo federal após 13 anos, o governo atual não recebeu votos, mas “usurpou o poder”.

Participando da manifestação, o cineasta Arlindo, de 71 anos, que pediu para ser identificado apenas com o primeiro nome, reforçou que a população está inconformada. Para ele, é preciso retomar as rédeas da democracias “O povo não pode ser subestimado. E o golpe representa um grupo político que não se elege por voto. Então, partem para uma trama que contraria os princípios elementares da democracia”, disse.

A pauta também mobilizou o Psol carioca. A dirigente Maria do Socorro Setúbal condenou a decisão do parlamento de votar pelo impeachment. “Aqui não é parlamentarismo, o regime de governo é o presidencialismo”, declarou, cobrando respeito às urnas.

Durante o protesto, ainda em Copacabana, um veículo do Jornal Estado de São Paulo foi danificado. Um manifestante sozinho, exaltado, chutou as duas portas do carro, do lado do motorista e mala do carro. Foi feito um registro por dano ao patrimônio na 12ª Delegacia de Polícia.

A PM disse que não houve outros registros de violência até a dispersão do ato.

Em São Paulo, milhares de manifestantes pedem nova eleição para presidente

protesto

Da Agência Brasil

Manifestantes protestam na Avenida Paulista, neste momento, em São Paulo, contra o impeachment de Dilma Rousseff, afastada do cargo pelo Senado Federal, na semana passada. Eles pedem a saída do presidente Michel Temer e a realização de novas eleições para presidente no país. O protesto foi organizado pelos movimentos Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, contando com a participação de políticos.

“Hoje é mais uma mobilização popular pelo Fora Temer exigindo Diretas Já, eleições para presidente do país, e defendendo nossos direitos”, disse Guilherme Boulos, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, em entrevista à Agência Brasil. “Queremos reafirmar também nosso direito à manifestação. É escandaloso o que foi feito pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança, não só aqui [em São Paulo], nas manifestações dessa última semana”.

A concentração foi marcada para a frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os manifestantes estão, neste momento. A ideia dos organizadores é seguir em caminhada até o Largo da Batata, passando pela Avenida Rebouças. Apesar de, neste momento, o ato ocorrer de forma pacífica, houve momento de tensão, quando uma fila de policiais militares começou a chegar ao local, acompanhada de vaias e gritos de frases como “Queremos o Fim da Polícia Militar e Fascistas”. Um dos manifestantes arremessou uma garrafa em direção aos policiais e um dos policiais ameaçou responder, mas isso não aconteceu. Do caminhão de som, os organizadores pediram calma aos manifestantes, pedindo que não respondessem a provocações.

Em São Paulo, a semana foi marcada por protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff e por pedidos de Fora Temer. Houve protestos de segunda a sexta-feira e, em todos, houve repressão da Polícia Militar e violência. Em um deles, uma manifestante apresentou ferimentos no olho e corre o risco de perder a visão. Nos últimos protestos, foi constatada a presença de black blocs, com depredações de bancos e de lojas.

“Não esperamos confronto nenhum [hoje]. Nosso confronto é com o governo golpista. Mas nosso objetivo aqui não é ter enfrentamento na rua. Nosso objetivo é fazer com que a manifestação aconteça e dê o seu recado para o Brasil todo do que nós queremos”, disse Boulos.

Para Vagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e um dos líderes da Frente Brasil Popular, o ato de hoje na Avenida Paulista é fechado em três temas: “É o Fora Temer e esse desgoverno ilegítimo; nenhum direito a menos, porque o que se apresenta é a retirada de direitos dos trabalhadores e sociais e da democracia; e o povo quer lutar. Consideramos esse governo ilegítimo e seria importante, para voltar a normalidade democrática, que a população pudesse ser atendida em uma votação direta para legitimar o governo”, disse.

Freitas disse não esperar por confrontos no protesto de hoje. “Da nossa parte, não. Mas não tenho dúvida nenhuma de que a imprensa deve denunciar ao mundo a escalada de violência que vive o Brasil. É lamentável que uma menina perca a visão, não sei se perdeu, espero que não, mas essa possibilidade dela perder a visão, e a polícia não fazer nada e o secretário não dar uma reclamação sobre isso.”

Segundo o presidente da CUT, os manifestantes decidiram fazer uma caminhada – e não ficar parados na Avenida Paulista, para indicar que “estão em movimento”. “Movimento é movimento. Queremos demonstrar que estamos em luta e na rua e não vamos ficar parados”.

A Agência Brasil procurou o Palácio do Planalto para saber se o presidente iria se manifestar sobre os protestos de hoje no país, mas a resposta foi de que não haveria declarações sobre o assunto.

A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes até este momento.

Globo FM inicia série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Gravatá

Gravatá

Começa nessa segunda-feira (05/9) na Globo FM uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Gravatá, no agreste do Estado. Os entrevistados foram definidos pela ordem alfabética, de acordo com os nomes dos candidatos colocados nas urnas. O primeiro a ser ouvido será Darita (PTN). A partir de 7h20 ele vai apresentar as propostas e responder as perguntas desse jornalista, que vai mediar as sanatinas. O ouvinte também pode participar enviando comentários ou perguntas pelo WhatsApp 99431 3782.

Na terça-feira (06/9) será a vez de Joaquim Neto (PSDB). A série prossegue na quinta-feira (08/9) com João Paulo (PSB) e termina na sexta-feira (09/) com Osvaldo Alves (PCO). Você pode ouvir na Globo FM 89,9 ou no site: Globo FM na RádiosNet