Crítico ferrenho de Eduardo, tucano volta a elogiar Joao Lyra

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O deputado Daniel Coelho (PSDB) afirmou, nesta quarta (23), estar bem impressionado com a intenção do governador João Lyra Neto de investigar as causas da disparidade entre os índices educacionais na Região Metropolitana e no Interior do Estado. O parlamentar explicou que os números verificados nos últimos levantamentos do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idep) apontam que há diferença entre as metas estabelecidas para o Grande Recife e demais municípios.

Segundo o deputado, estudo feito por uma consultoria particular mostra que os índices educacionais do Estado são preocupantes. A pesquisa revela que 0,6% de escolas são consideradas de excelência, enquanto 43 % são regulares, 29% estão em situação de alerta e 27% não atingiram a meta mínima, e estão em declínio.

Para Daniel Coelho, mesmo que o Estado tenha obtido avanços econômicos e implantado alguns projetos na área, como as escolas integrais e o programa de intercâmbio Ganhe o Mundo, estudos revelam que a educação ainda tem muito a melhorar. Ele acredita que o Governo está dando um passo importante para que, finalmente, a educação tenha prioridade.

Terezinha Nunes, do PSDB, Sérgio Leite e Odacy Amorim, do PT, Adalberto Cavalcanti, do PTB, e Maviael Cavalcanti, do Democratas, lembraram que os problemas da educação pública são antigos e que Pernambuco precisa dar mais valor ao segmento.

Já Waldemar Borges, Diogo Moraes e Ângelo Ferreira, do PSB, além do Pastor Cleiton Collins, do PP, concordaram que os investimentos sempre devem aumentar, mas salientaram que as ações do setor nos últimos sete anos estão bem adiante do que foi realizado no passado.

Opinião – A morte do País de Caruaru – por Herlon Cavalcanti*

Durante o fato acontecido da derrubada do Relógio, fiquei pesquisando o que foi circulando nas diversas falas tais como: Dr. Emanuel Leite, os memoristas da cidade, os historiadores, os analistas políticos, os jornalistas, os que foram se colocando contra ou a favor, os órgãos responsáveis pelo poder público municipal, e por ai fui.
Confesso que fazer uma análise dos discursos nesse momento é tarefa quase impossível. São muitas arbitrariedades, falta de respeito com o cidadão de 73 anos, que foi empurrado, detido e humilhado.

São muitas versões, defesas e ataques. Quero afirmar que respeito todas as falas e opiniões, porém não concordo com muitas versões e por isso trago a minha. Mundialmente a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é o órgão responsável pela definição e regras de proteção e patrimônio. No Brasil existe o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), atuando na proteção e preservação cultural. Duas entidades que poderiam ter sido consultadas nesse caso.

Vale aqui trazer uma definição da palavra Patrimônio “Patrimônio Histórico pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade, tudo que tem um vinculo afetivo, histórico é considerado patrimônio”. Será que o nosso relógio não é contemplado nessa definição?
A “estória” que o poder público, tenta, passar para sociedade é que o relógio era feio, velho, que não correspondia aos padrões de renovação ou modernidade; que ele causava poluição visual; que o relógio era um equipamento publicitário, utilizando o espaço público no privado; que a requalificação do espaço precisa se adaptar ao novo conceito mundial.

Essas respostas estão sem critério e sem musculatura nenhuma a meu ver, até porque em nossa cidade, alguns, espaços públicos são utilizados para o privado, basta apenas citar os estacionamentos da feira de artesanato, da sulanca, do parque 18 de maio, da Rua 15 de novembro, o espaço da estação ferroviária, as campanhas em período natalino quando as empresas “adotam um poste” e colocam suas marcas, além da propaganda na ponte ‘Irmã Gerônima’, entre tantas outras, e aqui nada contra as marcas, as empresas e seus empresários, estamos refletindo Espaços Públicos!

O relógio da Rua da Matriz, ponto tradicional da cidade, existia desde 1969. O relógio não era apenas uma máquina e sim um monumento que marcava o tempo, um equipamento para além do simples ato de saber da hora. Significava ponto de referência, orientando e marcando o tempo e seus desafios. A concepção de melhor aproveitar aquele espaço e que com o relógio precisava de outros olhares, concordo plenamente. O próprio Dr. Emanuel Leite já estava convencido disso. Mas, a forma que foi “PENSADA” e “EXECUTADA” a demolição fere, agride, humilha e nos desafia o sentimento de indignação humana e política.

Em Caruaru o desrespeito com a memória e a política de demolir os bens públicos vem se apresentando como uma prática “normal”! Na década de 1960 foi demolido o Museu de Arte Popular para se fazer o prédio da Prefeitura, na mesma época a derrubada da Igreja de Nossa Senhora das Dores(Igreja da Matriz), construída em 1848, no mesmo tempo foi retirado o espaço de convivência do jardim Siqueira Campos. Para os mais saudosistas o 1° grupo escolar Joaquim Nabuco de 1895 que funcionava na Rua Sergio Loreto(Praça do Rosário) também foi demolido, depois veio abaixo o Curtume Souza Irmãos na Rua Preta, A Casa dos Maquinistas, onde hoje funciona um posto de gasolina. Depois veio ao chão a casa que nasceu os Condés, na Rua da Matriz, dando espaço a uma farmácia; o antigo mercado de carne perdeu a sua referência; em 1993 o pavilhão Central da Caruá foi demolido; entre tantos outros espaços.

Recentemente assistimos o trator da tirania e da demolição passar em nossa frente com a retirada do Muro da Estação Ferroviária, depois em 2011 a derrubada da Vila do Forró, a derrubada da mansão onde funcionou a Prefeitura, a Faculdade de Direito de Caruaru e a Clínica Psiquiátrica de Dr. Veloso, dando espaço para um estacionamento privado para uma rede de supermercado. E agora na calada da noite a derrubada do Relógio na Rua da Matriz. Assim, fico a me perguntar, cadê a participação popular nessas discussões? Cadê o poder legislativo que não propõe abrir o debate na elaboração das leis ou chamar para audiência pública sobre preservação e patrimônio? Cadê os representantes dos clubes sociais como: Rotary, Lions entre outras entidades que não são ouvidas e não se posicionam? Temos em Caruaru entidades e pessoas responsáveis que precisam ser ouvidas, tais como; Instituto Histórico, ACACCIL, Sindicatos e associações que merecem participar do processo de construção, preservação, e não se procura ninguém? Algo está fora de prumo não é!

Lembro-me que na construção do Shopping Difusora no começo dos anos 2000, existia a idéia de derrubar o prédio. Ai entre em campo a força tarefa dos artistas em manter viva a história da primeira rádio AM em Caruaru. Depois de muito debate e participação popular, foi determinado pelo proprietário da área Luciano da AVIL, que faria a construção do shopping, mas preservaria o espaço, uma realidade entre o novo e a tradição, convivendo lado a lado sem perder a estética, a beleza e a cultura.
Ainda temos alguns espaços e prédios para se preservar e que merece toda atenção tais como; o prédio do Hospital São Sebastião, o prédio da FAFICA, da ASCES, algumas casas históricas na Rua da Matriz e na Rua 15 de Novembro, o prédio do Convento dos Capuchinhos, algumas fachadas de casas com arquiteturas européias históricas que ainda permanecem de pé vigiando o tempo e seus desafios.

Se for antigo porque não tem mais valor ou porque é velho, será que é preciso derrubar esses prédios? Ou preservar e adaptar as novas formas de instalações e conceitos? Outra contradição da atual gestão, no que se diz respeito à derrubada e a não preservação do nosso patrimônio, foi na reinauguração da Praça do Rosário. A prefeitura deixou uma ‘Bomba de gasolina’, simbolizando que naquele lugar funcionou um posto! Sim um posto de gasolina? E ai será que o nosso relógio na Rua da Matriz, não merecia ser retirado e ter sido levado para outro espaço de melhor convivência? Essa não seria uma das tantas alternativas e talvez mais viável?

Eita! Ainda há quem pense que o “País de Caruaru”, como bem disse o escritor Nelson Barbalho, está se transformando em vila, depois lugarejo e no final, rodeados de casas.
E só para trazer mais uma reflexão, na Europa se preserva o passado em todos os aspectos, é política real. Até os cemitérios por lá são motivos de visitação e espaços turísticos. Aqui não se respeita os vivos quem dirá os mortos.

*Hérlon Cavalcanti é jornalista e escritor

No Recife, Raul Jungmann constata que não houve melhora no atendimento em unidade de saúde

O vereador Raul Jungmann (PPS), líder da bancada da oposição na Câmara Municipal do Recife, esteve na manhã desta quarta-feira (23) na Unidade de Saúde da Família (USF) Sítio Grande, na Imbiribeira, e constatou, através de depoimentos dos moradores da comunidade, que não houve qualquer melhoria no atendimento à população. Na pesquisa inédita sobre a satisfação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Recife, realizada no ano passado pelo parlamentar, esta unidade ficou na última colocação, com a nota 1,1, atribuída pela própria população.

“Continua com a mesma avaliação”, frisou a doméstica Cleide Rosendo Alves Pereira, de 47 anos, após explanação do vereador sobre a pesquisa. “Não somos bem recebidos e bem tratados. Estou há dois anos tentando conseguir um encaminhamento a um neurologista para o meu filho (21 anos), que tem problema de epilepsia. Ele está tendo crises, mas não consegui até hoje essa marcação”, reclamou Cleide, que mandou um recado em seguida para o prefeito do Recife, Geraldo Julio. “Prefeito, precisamos que você nos ajude, por favor, porque somos seres humanos. Não somos bichos. Lembre-se da gente. Na hora da votação, você quer voto. Então nos ajude”, desabafou.

Ontem pela manhã, Raul Jungmann fiscalizou o Centro de Saúde Dr. José Dustan, na Iputinga, e também encontrou usuários insatisfeitos. “Assim que cheguei, recebi queixas sobre a demora no agendamento de consultas, demora mais de um mês. Também cobrarei providências para este local. Enviarei um requerimento à Secretaria Municipal de Saúde pedindo o aumento do quadro médico”, comunicou o vereador, consternado com a situação da dona de casa Ivonete Maria do Nascimento, que tenta há dois meses marcar uma consulta com um oftalmologista.

Até junho, a agenda de Raul Jungmann possui duas visitas por semana às USFs. “Esse é o meu papel como vereador. Tenho que legislar e também fiscalizar as ações da Prefeitura do Recife”, destacou.

Queiroz entrega fardamento e kits a agentes de endemias

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O prefeito José Queiroz fez a entrega simbólica dos novos fardamentos e kits de EPI (Equipamento de Proteção Individual) a agentes de endemias e servidores ligados à Vigilância em Saúde, no final da manhã desta quarta-feira (23), no auditório da Secretaria de Saúde. A solenidade contou com a presença da Secretária de Saúde, Aparecida Souza, além de coordenadores e diretores ligados à Vigilância Sanitária e de Saúde.

Mais de 300 agentes receberam os novos fardamentos, que são confeccionados em tecido com tecnologia que protege a pele dos raios solares e produtos químicos. “Compramos camisas com tecidos Dry-Fit, feitos com microfibras de última geração que facilitam o transporte do suor para o exterior do tecido, acelerando a secagem, mantendo o corpo seco e a temperatura estável, além de proteger a pele da radiação solar”, explica a secretária Aparecida Souza.

O Kit entregue aos servidores é composto por duas camisas, calça jeans, botina de couro, macacão de manga longa, macacão com tecnologia hidrorepelente, bolsa em lona com quatro divisões e protetor solar. Os coordenadores e supervisores também estão sendo contemplados com camisas sociais em tecido com o símbolo da bandeira do município.

Armando e João Paulo percorrem o Estado com o Projeto Pernambuco 14

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O senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato a governador, e o deputado federal João Paulo (PT), pré-candidato a senador, participam no próximo final de semana, dias 26 e 27, do Projeto Pernambuco 14, promovido em conjunto pelo PTB, PT, PSC, PROS e PRB. Serão 14 plenárias realizadas em todas as regiões do Estado e com o objetivo de debater com representantes da sociedade civil organizada e lideranças políticas os desafios de Pernambuco para os próximos anos.

O lançamento do Pernambuco 14 ocorrerá no próximo sábado (26), a partir das 8h, no Centro Mariápolis, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife. No domingo, às 14h, será a vez de Petrolina, no Sertão do São Francisco. Ao longo das próximas semanas serão realizadas outras 12 plenárias para discussão de temas como saúde, educação, qualificação profissional, segurança, infraestrutura, inclusão social e desenvolvimento econômico.

O Pernambuco 14 é o ponto de partida de um projeto mais amplo de discussão do futuro do Estado e que servirá de base para a elaboração do programa de governo da chapa encabeçada pelo senador Armando Monteiro. As lideranças e representantes da sociedade civil organizada, além da participação nas plenárias, serão estimulados a colaborar com ideias, projetos e propostas por meio da internet, de um site, de uma página no Facebook e por e-mail.

“Vamos articular em todas as regiões, ouvindo as pessoas e as lideranças políticas, para, dentre outras coisas, definirmos os detalhes do nosso programa de governo”, afirma João Paulo.

Para Armando Monteiro, “Pernambuco avançou, mas precisa ir além. Nós temos ainda muito o que fazer para que esse processo de desenvolvimento possa se perenizar, de modo a incluir uma grande parcela de pernambucanos que ainda estão à margem. É isso o que nós pretendemos discutir, sempre ouvindo a população, para oferecer ao Estado uma proposta alicerçada numa visão de futuro”.

Comissão de Ética ouve mais um vereador

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Seguem as ouvidas da Comissão de Ética da Câmara de Caruaru com os vereadores indiciados pela Operação Ponto Final. Pela ordem hoje foi a vez do vereador Cecílio Pedro (PTB). O depoimento durou cerca de uma hora e não foi tão demorado como a de ontem com Sivaldo Oliveira. O advogado Marcílio Cumaru avaliou a ouvida e disse que não acredita na quebra de decoro por parte dos clientes.

“Avaliação é muito positiva. Os vereadores estão apresentando as defesas e estamos tratando de condutas e estamos deixando claro que os nossos clientes não cometeram nenhum equívoco. As prisões, por exemplo, todas foram consideradas ilegais pelo pode judiciário e com relação a ação de improbidade não se refere a danos aos cofres públicos e dificilmente hoje não encontramos algum gestor a responder esse tipo de questão e isso não quer dizer que foram condenados. Fizemos uma leitura de todos os artigos que falam sobre a quebra de decoro e na nossa opinião não houve esse tipo de procedimento”, expôs.

Cecílio Pedro voltou a afirmar que é inocente e disse que o tempo vai mostrar a inocência. “Tenho a certeza que a verdade vai aparecer e Caruaru vai saber que somos inocentes. Por isso eu saio tranquilo desse depoimento”, disse o vereador.

Já o relator da Comissão, vereador Marcelo Gomes (PSB), disse que a ouvida ocorreu de forma tranquila e que o processo sege tramitando normalmente. “O vereador fez as suas colocações para que se estabeleça o contraditório e por isso estamos trabalhando. A Comissão de Ética não pode emitir juízo de valor e estamos apenas apurando o que estamos discutindo para saber se houve ou não a quebra de decoro”, disse o relator. O próximo vereador a ser ouvido nessa quinta-feira (23) será Louro do Juá (Solidariedade).

Augusto Coutinho debate crise do setor vestuário no Brasil

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A indústria de vestuário teve queda significativa no volume de produção nos últimos meses, segundo o Sindivestuário (que reúne as entidades industriais de roupas e confecções). Apenas no período de janeiro a outubro de 2013 o setor teve retração de 10,63% e atribui o declínio na produção ao aumento da entrada de importados no País. Para debater esse assunto, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados promoverá audiência pública, nesta quinta-feira (24), às 9h30 com o tema: “Debater a Desindustrialização na Indústria Nacional de Vestuário”. O evento acontece no Anexo II, Plenário 05, por meio de iniciativa do presidente do CDEIC, deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE).

A indústria de vestuário é a segunda que mais emprega no País, ficando atrás apenas da construção civil, segundo o sindicato do setor. No ano passado, o avanço das importações levou ao fechamento da única fábrica de fibra de viscose das Américas, a unidade de Americana (SP) da Vicunha – considerado um dos mais tradicionais grupos têxteis do Brasil. Com o fim da empresa, 300 funcionários foram demitidos, em mais um episódio que ilustra a crise do setor. Depois das confecções e tecelagens, foi a vez de os fornecedores de matéria-prima serem prejudicados pela concorrência externa.

Foram convidados para a audiência pública: Departamento de Indústrias Intensivas em Mão de Obra do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC; Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da Primeira Região Fiscal – RF; Federação Nacional das Indústrias do Estado do Espírito Santo – FINDES; Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI; Superintendência da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – ABIT; Associação Brasileira do Vestuário – ABRAVEST; Central Única dos Trabalhadores – CUT; Sindicato dos Têxteis de São Paulo e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de São Paulo, Caieiras e Mairiporã (representando a Força Sindical) e União Geral dos Trabalhadores – UGT.

Tony destaca importância do legislativo e judiciário

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O deputado Tony Gel (PMDB) falou da importância dos Poderes Legislativo e Judiciário, nesta terça (22). Ele ressaltou que o trabalho de parlamentares e magistrados é imprescindível para a garantia do bem-estar social. O parlamentar baseou o discurso em datas lembradas no início da semana: a Páscoa e a morte de Tiradentes. Segundo Tony Gel, nos dois casos, as condenações foram injustas, baseadas em processos perversos e na aplicação inadequada das leis.

Ele registrou que, no episódio histórico ligado a José Joaquim da Silva Xavier, acusado de ser um dos líderes da Inconfidência Mineira, o processo não apontou crime. Tony Gel lembrou que havia no Brasil, na época, a cobrança de impostos de um quinto das riquezas. Ao comentar o pronunciamento, Maviael Cavalcanti, do Democratas, destacou que o episódio de Tiradentes deve servir de exemplo, uma vez que, na atualidade, cobra-se muito mais tributos. Tony Gel registrou que a carga tributária atual é praticamente o dobro da que gerou a revolta dos inconfidentes.

Sobre o julgamento e morte de Jesus, celebrados na Semana Santa pelos cristãos, o deputado fez um paralelo com cenas da política contemporânea. Ele citou prisões na Venezuela por julgamento falso, além de detenções arbitrárias em Cuba e na China.

Na opinião de Tony Gel, também existem grandes distorções no Brasil, devido a julgamentos que não retratam a realidade. Para ele, esse contexto só aumenta a responsabilidade das pessoas que atuam nos Parlamentos e no Poder Judiciário.

Marcelo Gomes rebate defesa e diz que atendeu a recomendação do MPPE

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O vereador Marcelo Gomes (PSB) evitou polemizar com defesa sobre as críticas a formação e condução da Comissão de Ética da Câmara. O socialista se defendeu e disse que a Casa atendeu a um pedido do Ministério Público, mas que não existem irregularidades como apontam os advogados dos vereadores.

“A gente entende o papel dos advogados, eles estão no papel deles, mas a denúncia não foi feita por mim e nem pela Comissão, foi oriunda de uma recomendação do Ministério Público, encaminhada a essa Comissão pela presidência da Casa e todo o procedimento foi iniciado. Apenas uma representação foi encaminhada, mas como forma de relatório preliminar, do que está sendo objeto de um procedimento disciplinar para que a defesa e as partes pudessem se pronunciar”, disse.

Gilberto Santos: “Vamos bater as portas da justiça”

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Nas reuniões que estão sendo realizadas para ouvir os vereadores ficou claro que a a defesa não aceita vários fatores da Comissão de Ética da Câmara Municipal. O advogado Gilberto Santos explicou que a defesa chegou até a pedir anulação da Comissão, mas que o pedido foi negado pelos membros. De acordo com o ele, a justiça será acionada.

“Fomos surpreendidos com a tomada de decisões no momento da reunião, fomos intimados na hora e isso fere o amplo direito de defesa, pedimos um novo prazo para que pudéssemos avaliar os pedidos da Comissão e nos foi negado. Registramos em ata o nosso protesto e não concordamos com a decisão, gera um prejuízo direto para a defesa. Não existe nenhuma dúvida de que iremos bater as portas do judiciário. Estamos diante de um caso em que há cerceamento ao direito da defesa. Tentamos alertar várias vezes a Comissão sobre várias irregularidades, mas existe resistência ao reconhecimento dessas irregularidades que estão viciando o processo, não existe outro caminho a não ser a justiça”, disse.

Um dos questionamentos feitos é a presença do vereador Marcelo Gomes (PSB) como relator do processo. Ele fez a denúncia e é relator da Comissão de Ética, o que segundo a defesa fere o Regimento da Câmara e a Lei Orgânica do Município.